Comédia francesa com influência do besteirol

CINEMA // Ao ser atropelado, o problemático contador Jean-Christian Ranu, vivido por Daniel Auteuil, incorpora o espírito do motorista que morreu no local Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 10.abril.2009 Daniel Auteuil faz parte de um pequeno grupo de atores franceses que não precisa explicar os filmes nos quais atua. E não são poucos, na carreira deste argelino de nascença, com onze prêmios nas costas e 14 indicações, até hoje mantendo-se distante de Hollywood sem a menor crise de identidade.

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Abril chega com cortes na cultura

Política Cultural // Crise financeira reduz patrocínios de eventos realizados no Recife Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 07.abril.2009 A crise financeira mundial é o argumento da vez para o corte nos orçamentos de diversos setores da administração pública. Na cultura, uma pasta carente de recursos por natureza, não é diferente. Somente em abril, três grandes e consolidados eventos locais – Paixão de Cristo do Recife, Cine PE e Abril Pro Rock – enfrentam problemas com as cotas de patrocínio da Prefeitura do Recife e, em menor escala, de fontes corporativas. De acordo com os organizadores de cada evento, 2009 será o ano mais fraco em termos de estrutura e duração. É o caso do espetáculo da Paixão montado no Marco Zero. Em vez dos cinco dias habituais, a peça ocorrerá em apenas três. “Nosso custo para os cinco dias é de R$ 400 mil. A prefeitura cortou R$ 100 mil dos R$ 200 mil que repassava, nos forçando a tomar uma série de medidas”, explica o idealizador, diretor e Jesus Cristo José Pimentel. No caso da Paixão, o corte foi apenas da prefeitura, já que os outros patrocinadores – governo estadual, CNI, Sesc e Unilever – mantiveram as cotas. Em

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Nação Cultural reforça ação no interior

Festival que vai circular por dez regiões do estado levou a Goiana discussões sobre o fazer cultural e oficinas de bonecos, adereços e cinema de animação Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 06.abril.2009 Goiana – Via de regra, shows em praça pública costumam ser o ponto alto das iniciativas de governos no interior do estado, quando não são, de fato, a única atração. Em Goiana, a 63 km do Recife, a festa também se destacou no encerramento do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte na sexta, sábado e também ontem. Mas é o aprendizado das oficinas, ministradas durante toda a semana passada em Goiana, uma das apostas da Fundarpe para abrir novas perspectivas à população, seja ampliando as fontes de renda ou a bagagem cultural das pessoas. O festival faz parte de uma série de ações prometidas pela Fundarpe e incentivadas pelo Ministério da Cultura para aprimorar a interiorização da cultura, juntando-se à ampliação dos pontos de cultura espalhados em Pernambuco. A próxima etapa será entre os dias 25 e 31 de maio, em São José do Belmonte, no Sertão Central. Outras dez regiões do estado – Sertão do São Francisco, do Araripe, de Itaparica, do Pajeú, do Moxotó, Agreste

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Plano Cultural do Recife dorme na Câmara

POLÍTICA // Documento entregue ao legislativo municipal em dezembro deveria ter tido a primeira audiência quarta-feira passada, adiada sine die Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 05.abril.2009 A espera vem de longe e não tem data para terminar. Na Prefeitura do Recife (PCR) e no Conselho Municipal de Cultura, a opinião é unânime quando o assunto é política cultural. Para eles, o desenvolvimento da cultura passa diretamente pela aprovação do Plano Municipal de Cultura (PMC) na Câmara de Vereadores. Por outro lado, para boa parcela dos produtores e agentes culturais, o otimismo chega com dificuldade quando, ao analisar o PMC, encontra-se um discurso já conhecido dos oito anos de gestão municipal.

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Do São Francisco ao Capibaribe

CULTURA POPULAR // Grupos Caçuá e Bongar se unem para manter vivas tradições dos griôs Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 05.abril.2009 Griô é um caminhante, educador, poeta, contador de histórias. Às vezes, até mediador político. Antes de mais nada, mestres griôs são artistas populares. Carregam na memória as artes seculares, ensinadas por antepassados africanos, cada vez mais esquecidas pelos jovens. Do rio São Francisco, desde a foz no estado de Alagoas, eles cantam, dançam, produzem, contam histórias e querem mostrar um pouco do que sabem aqui no Recife. Hoje, o auditório da Livraria Cultura recebe às 17h a fusão de duas sonoridades distintas, a partir de um curioso projeto do Grupo Bongar, de Olinda, aliado ao Grupo Caçuá, da cidade alagoana de Piaçabuçu, a 140 km de Maceió. O Bongar nasceu de um trabalho musical realizado desde 2001 pelo vocalista Guitinho da Xambá, nascido e criado na comunidade Quilombola Xambá – considerado o único povoado desta linhagem africana no Brasil. O Caçuá, por sua vez, surgiu da necessidade de manter vivas as tradições esquecidas, seja por meioda música, do teatro ou artesanato alagoano. Juntos, os dois grupos resolveram investir na convivência com os mestres griôs. Ouvir as histórias, aprender

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Brás Cubas provoca polêmica até em quadrinhos

Obra clássica de Machado de Assis é vertida de 176 páginas para uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 29.março.2009 A obra em si mesma é tudo, resume o defunto Brás Cubas. É uma desnecessária tentativa em explicar o motivo de relatar, diretamente do além, suas memórias póstumas – sem cortes e sem pudores. Ao lançar a adaptação em quadrinhos do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, a editora Escala Educacional não imaginava que um dos personagens mais interessantes da literatura brasileira continuaria a causar polêmica no além-vida, tantos anos depois. Espanto similar ao causado entre críticos literários em 1880, quando esta obra clássica de Machado de Assis foi publicada no formato de folhetim, em capítulos, ganhando corpo de livro no ano seguinte. Título mais recente da coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, o gibi de Brás Cubas resume as 176 páginas de Machado de Assis em uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas. E desencadeou discussão polêmica, embora saudável, sobre os limites de “popularizar” a literatura brasileira em quadrinhos, uma tentativa declarada (e talvez justa) de atrair adolescentes que, supostamente, perderam interesse nos originais. Na internet, ainda antes do lançamento oficial pela editora Escala, em

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Vale tudo para assistir ao Iron Maiden

Fãs de todos os estados do Nordeste estão vindo em caravana para conferir a única apresentação da banda no Recife, na terça-feira, no Jockey Club Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 29.março.2009 Eles só não vendem a mãe, mas há quem desconfie. De resto, vale tudo para assistir à primeira e única apresentação do Iron Maiden no Recife, nesta terça-feira (31), no Jockey Club. Ingressos comprados desde o início das vendas pela internet, os fãs estão vindo em caravanas de todos os estados do Nordeste.

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Sonoridades do São Francisco

Grupo Caçuá, do ponto de cultura Olha o Chico, de Piaçabuçu, em Alagoas, e o Bongar, de Pernambuco, juntaram forças para resgatar arte de mestres griôs. Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 28.março.2009 Analfabeto, iletrado e sem conhecimento suficiente para ensinar nada. Quem não conhece Cícero Lino, pode até acreditar. Porque assim ele se apresenta aos desavisados que se aproximam dos muros verdes de sua casa. Estamos no centro de Piaçabuçu, um pequeno município na foz do rio São Francisco em Alagoas, a 140 km de Maceió e 400 km do Recife, pelo litoral. A exemplo de outras cidades abraçadas pelo rio, não é apenas o cotidiano das pessoas que depende das águas. Aqui, os sons, a poesia e as histórias estão diretamente ligadas à onipresença do Velho Chico. O jeito de se apresentar não é falsa modéstia de Cícero Lino. Apenas fruto da curiosa trajetória deste simpático mestre pifeiro, natural de um sítio na fazenda Gameleira, distrito de Penedo. Aos 65 anos de idade, dos quais os últimos 19 em Piaçabuçu, Cícero Lino consegue “tirar” som de qualquer pífano que chegue às mãos. Certa vez, a pedidos, ele mesmo fez dois instrumentos usando apenas cano PVC. E os guarda

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Política Cultural // Lei Rouanet recebe sugestões dos comuns

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 25.março.2009 Se é para reclamar, que seja para todos ouvirem. Pelos próximos 42 dias, o Ministério da Cultura (Minc) quer saber quais são as principais sugestões dos brasileiros para modificar a atual Lei de Incentivo à Cultura, também conhecida como Lei Rouanet. A proposta de revisão pode ser lida no site do Minc (www.cultura.gov.br) e a consulta pública está aberta. O objetivo é alterar o atual modelo de financiamento para o setor cultural brasileiro.

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