Recife’s tech hub takes on Brazil’s wealthy south

Paulo Rebêlo BBC – 16/out/2013 link It’s one of Brazil’s biggest tech hubs, but Recife’s Porto Digital (Digital Harbour) is no gleaming expanse of shiny metal and glass. Instead, this tech park of more than 200 firms is located within the city’s historical neighbourhood. Launched with much hype in 2000, Porto Digital made headlines in the likes of Wired and Bloomberg Businessweek, a regional hub making a concerted effort to become a big noise. The big international companies have not flocked to Recife; but the hub’s steady growth, far from the wealth of Brazil’s southern cities, may be a salutary lesson for other tech centres aiming to take on major players. But after 13 years exporting products and services to the world, the hub still has to overcome a barrier no amount of high-speed internet connections can overcome: geography. Those behind the original concept of Porto Digital knew about the challenges challenge ahead, trying to attract new companies to a city few non-Brazilians could place on a map. It took longer than expected; the hub’s direction has changed from the original vision, partly because politicians did not believe Porto Digital would make that much of an impression in the global economy. Even today,

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A volta dos que não foram

Paulo Rebêlo Terra Magazine * 18.janeiro.2011 Sempre que tragédias ocorrem, como essa reprise de novela da Globo por qual passa o Rio de Janeiro com as chuvas, é comum a gente pensar nos entes queridos e em famílias inteiras que morreram. Talvez pela ausência de religião ou de sensibilidade, ou ambos, sempre me pego pensando é nas pessoas que se foram sem ter morrido. De gente que saiu da sua vida, embora continuem vivos, mesmo sem saber como e onde. Não precisa nem ser tiozinho careca e buchudo, mas até entre os mais jovens deve haver uma infinidade de pessoas interessantes e paixões perdidas que ficaram pelo caminho sem nos darmos conta. Você conhece alguém (finalmente!) interessante de verdade e em pouco tempo se tornam amigos ou amantes, mas em tempo ainda mais curto cada um segue o seu caminho e, numa época quando nunca foi tão fácil se comunicar e mandar mensagem 24h por dia, a gente só sabe se ela casou ou trocou de cidade quando muda o status do Facebook. Pelo menos eles estão vivos, será? E as pessoas e paixões que não temos notícias há anos, por onde andam? Será que nenhum deles se foi com

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Manari por ela mesma

Universitária nascida na pior cidade do Brasil filma a vida de seus conterrâneosPaulo Rebêlo (texto & fotos)Carta Capital – ed. 619 – 27 de outubro de 2010link original no site da revistaNão foi preciso tanto tempo para a “pior cidade do Brasil” virar um pequeno oásis no meio do sertão nordestino. Manari, 400 km a sudoeste de Recife, divisa entre Pernambuco e Alagoas, deixou de ser o retrato do subdesenvolvimento para transformar-se em ícone de um Brasil profundo. Tem a cara, o cheiro e o jeito de centenas de municípios que a maioria das pessoas nunca ouviu falar e nunca irá conhecer. Com segredos paulatinamente esquecidos ou enterrados.  

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Cervejeiros de araque

Não entendo nada de futebol. Nem de matemática. Mas entendo um pouco de cerveja. Daí minha dificuldade de levar a sério o Dunga como profissional de qualquer coisa. E tantos outros aratacas. Há duzentos anos não vejo ninguém pedir uma Brahma na mesa de bar. Agora todo mundo é brameiro. Tire o ‘h’ da marca e consulte pai Aurélio. Não é o Miguel. De futebol não entendo se a escalação do Brasil é boa ou ruim, nunca ouvi falar de metade dos jogadores. Conheço o Grafite, jogou na minha terra pelo Santa Cruz (2001-2002), time hoje confortavelmente situado na disputada Série D do Campeonato Brasileiro. De matemática, não entendo se é humanamente possível uma pessoa faturar uns 500 mil reais por mês e sentir qualquer diferença se ganha ou perde um jogo de futebol. Aqui ou além-mar. Mas, de cerveja, entendo o mínimo para não levar a sério ninguém que se prontifica a me dizer que cerveja ruim é cerveja boa como se eu tivesse nascido ontem do cruzamento de um ministro da TFP com uma missionária Jeová. Num país onde ninguém lembra quem colocou para mandar na vida da gente no Senado, essa história de brameiro e guerreiro é um

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Anormais

A ciência tem muito a aprender com o carnaval brasileiro. Durante os dias de folia, a sociedade se divide (por conta própria) em pessoas normais que vão brincar carnaval ou aproveitar o feriadão viajando; e as pessoas anormais que ficam em casa e trabalham sem ninguém pedir ou querem fugir da esbórnia momesca. Poderia ser simples assim, mas não é. Fulano passa o ano inteiro sedentário, não sobe sequer um andar de escada quando falta luz no edifício (melhor esperar fumando na portaria) e, durante o carnaval, o mesmo ser humano dorme apenas quatro horas por dia e passa cinco dias subindo e descendo ladeira, pulando atrás de trio-elétrico por oito horas seguidas, não faz nenhuma refeição decente e vive apenas comendo batata frita e coxinha de aquário. No dia seguinte a criatura está inteirinha da silva, zero bala, já acorda fantasiada, gritando e pulando igual ao boneco Chucky do Brinquedo Assassino, aparentemente entalado de pilhas alcalinas e metanol nas entranhas. Como isso pode ser normal? A televisão já produziu o Hulk – era um cientista antes do acidente no laboratório – mas até hoje a nossa ciência não descobriu de onde essas pessoas normais, que brincam carnaval, tiram tanta energia do nada. Agora

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Disputa pelo cinema do Pajeú

Afogados da Ingazeira // Cineteatro São José virou ponto de discórdia entre Diocese, Prefeitura e a atual gestão Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 26.abril.2009 O cineteatro São José, em Afogados da Ingazeira, a 380 km do Recife, é a única sala de cinema em todo o Sertão do Pajeú. Patrimônio histórico e cultural do município, o espaço tem gerado atrito entre a prefeitura, a igreja e a comissão responsável pela gerência do cinema. O prédio onde se localiza o cineteatro pertence à Diocese da região do Pajeú e é cedido à comissão gestora por meio de comodato renovado, historicamente, por ambas as partes.

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Estranha nostalgia de Maurício de Nassau

Cinema // Documentário Doce Brasil Holandês questiona a saudade que os pernambucanos têm do invasor europeu Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 25.março.2009 Passados quase 400 anos do domínio holandês, ainda ecoa entre historiadores e brasilianistas a teoria de que o Nordeste do Brasil poderia ter se desenvolvido bem mais sob a bandeira da Holanda em vez da regência de Portugal. Entre outros argumentos, expõe-se o tempo em solo pernambucano do Conde Maurício de Nassau, o príncipe holandês responsável pelo início de uma série de construções e reparos estruturais então restritos à Europa, a partir da ideia fixa em construir sua cidade ideal: Maurícia.

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Um mundo de conhecimento no caçuá do burrinho

Projeto Livros Andantes iniciado domingo em Amaraji, transforma cesto de equino em biblioteca-móvel para incentivar o hábito da leitura Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 17.março.2009 Amaraji – Aos 19 anos, Riana Mércia sonha em entrar para a faculdade de Pedagogia, uma realidade aparentemente distante para a maioria dos seus colegas no povoado de Estivas, na zona rural de Amaraji, a 92 km do Recife. Enquanto o vestibular de julho não chega, ela ajuda outros a sonhar. Desde domingo (15), Riana é peça fundamental de um curioso projeto chamado Livros Andantes. Pendurados no caçuá de um burrinho transformado em biblioteca-móvel, cerca de 100 livros ficam disponíveis para dramatização e empréstimo. Basta deixar o nome e devolver no domingo seguinte. Riana Mércia não é autora da idéia, mal conhece os coordenadores do projeto, mas é uma das professoras da Escola Conceição Barbosa Lima e Silva, antes conhecida como Escola 1º de Agosto. A mesma onde terminou seu ensino básico e fundamental. Hoje, com o apoio da biblioteca-móvel, ela ganha um aliado para incentivar o hábito de leitura em crianças como Raiane, Fabiana, Tiago, Enderson, Edvânia, Rose, Avani e Débora. “O pessoal aqui não gosta muito de ler, mas as crianças na

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