Deputados faltam a 25% das sessões

LEGISLATIVO // Levantamento da ONG Transparência Brasil revela que Assembléia lidera ausências entre as Casas que divulgam a freqüência Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 06.jan.2008 Passado um ano do levantamento realizado pelo Diario sobre as ausências dos deputados nas sessões da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a virada de 2007 revela pouca mudança no comportamento. Dentre as (poucas) casas parlamentares brasileiras que disponibilizam a ata de presença na internet para consulta, a de Pernambuco é líder com índice de 25% de faltas. Em segundo lugar vem a de Sergipe (21%), seguida por Rio Grande do Sul (12%), a Câmara dos Deputados (12%) e o legislativo estadual do Rio de Janeiro (5%). Os dados são filtrados pelo Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil. Os números específicos sobre Pernambuco, com o ranking completo, foi atualizado no final de dezembro a pedido do Diario. A atualização da base de dados ocorre porque, pelo regimento interno da Alepe, os deputados devem comparecer apenas às sessões ordinárias e extraordinárias. Outras sessões, como as solenes, não exigem presença obrigatória. Logo, a metodologia de computar as faltastotais induz o cidadão a erro, já que parte dos deputados é assídua apenas nas sessões obrigatórias, por exemplo. Enquanto

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São Francisco se transforma no rio da discórdia

Projeto de transpor as águas coloca em lados opostos ribeirinhos e sertanejos Paulo Rebêlo Folha de S. Paulo | 26/dez/2007 link O chão é árido a ponto de rachar. Os galhos quebram com facilidade de tão secos. Açudes e palmas de cactos que servem como alimento de animais -e até de seres humanos- também secam. Se vivo estivesse, Graciliano Ramos certamente diria que as vidas nunca deixaram de ser secas. Ele só não saberia explicar como pode haver tanta água a poucos quilômetros de um cenário tão ríspido. Às margens do rio São Francisco, o agricultor Valdemar Bezerra Luna criou filhos e netos nessa região longe de grandes cidades e carente de infra-estrutura. Afinal, dos 84 anos 54 foram à beira do rio no sertão pernambucano. Depois de tanto tempo, ele garante que sua própria existência tornou-se uma extensão do rio, com benesses desde a água para consumo até a manutenção de uma pequena roça com a qual alimenta a família. A vida de seu Valdemar não é muito diferente da de milhares de famílias às margens do gigantesco rio com 2.863 km de extensão, cuja nascente fica na Serra da Canastra (MG). As turvas águas da bacia hidrográfica do

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Até analfabeto passou em concurso

DENÚNCIA // Justiça decide anular disputa por cargos públicos na Prefeitura de Ferreiros Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 21.dez.2007 O concurso público para preenchimento de vagas vinculadas à prefeitura municipal de Ferreiros, na Mata Norte, a 122 km do Recife, foi anulado pela Justiça sob alegação de diversas irregularidades. A decisão judicial foi despachada pelo juiz de direito André Rafael de Paula Batista Elihimas. As ações cautelares nº 2.909 e nº 2.959, ambas de 2007, relatam em detalhes diversas fraudes apuradas a partir de uma denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o município de Ferreiros.

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Todos contra novo presídio em Canhotinho

SISTEMA PRISIONAL // Prefeituras do Agreste Meridional protestam contra a instalação de nova unidade para abrigar detentos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 09.dez.2007 Canhotinho — O governo estadual nega. A prefeitura não aceita, o povo protesta, as cidades vizinhas reclamam e os bandidos agradecem. Eis a situação enfrentada por este município do Agreste pernambucano, a 193 km do Recife, ao saber que o governo do estado pode instalar um novo presídio na cidade. A instalação seria adicional ao Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), de regime semi-aberto e com problemas sérios de infra-estrutura e superlotação. O prefeito Álvaro Porto (DEM) reclama que o governo não abre o jogo. “Não aceitamos em nenhuma condição o presídio”, resume. Demonstrando força política e apoio de boa parte da população e de prefeituras vizinhas, Álvaro Porto conseguiu reunir pelo menos duas mil pessoas, na tarde de quinta-feira, para uma passeata com direito a carro de som e pneus queimados no acostamento da PE-177. O protesto foi pacífico e contou com a presença de prefeitos de municípios próximos, como Angelim, São João, Capoeiras, Lajedo e Jurema.

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Caruaru // Protesto contra vereador gazeteiro

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 07.dez.2007 Caruaru – Mais um protesto chamou a atenção de transeuntes no final da tarde de ontem, quando militantes das juventudes do PT, PCdoB, PDT, além de integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e do Sindicato das Costureiras se reuniram em frente à Câmara dos Vereadores para pedir pelo fim da corrupção e por um novo sistema político. O protesto começou por volta de 15h30 e, inicialmente previsto para seguir em passeata até a Igreja Matriz, os organizadores resolveram continuar em frente à Câmara no aguardo de uma maior adesão. Poucas pessoas participaram. O baixo número foi relevado por uma das organizadoras do movimento, a militante do PT Louise Caroline. “Caruaru não tem tradição de mobilizações sociais, não tem movimentos organizados, não tem tradição, tudo isso é raro na cidade, ainda hoje. Há uma semana temos conseguido manter os protestos que, apesar de pequenos, têm um significado muito importante”, acredita.

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No Sertão, violência pode ser reduzida sem mágica

ENCONTRO // Prefeitos reúnem-se com os comandos da PM para discutir o combate ao crime na região Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 02.dez.2007 Petrolina – Em matéria de segurança pública, especialistas e estudiosos do tema costumam bater na mesma tecla: embora a burocracia e os valores culturais façam diferença negativa, a falta de empenho político é o principal entrave na aplicação de medidas que possam reduzir os altos índices de violência. E é na tentativa de reverter esses obstáculos inerentes à atividade política que 24 municípios do interior se reuniram com comandos da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), durante o 1º Painel de Segurança Pública do Alto Sertão, na última quarta-feira (28). Organizado pela Prefeitura de Petrolina e pelo Comando de Policiamento do Sertão da 2ª Grande Área (CPS-2), cuja sede se encontra nesta cidade, os objetivos eram tão claros quanto simples. Mostrar aos prefeitos e seus representantes que para conter a violência não é preciso mágica, projetos extensos, verbas de ministérios que demoram anos para chegar e nem ações mirabolantes disfarçadas de cultura e programas sociais. O necessário e eficaz, de acordo com as experiências no painel, atende por dois nomes: polícia e gestão.

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Procura-se uma luz na escuridão do Recife violento

Segurança // PCR só prioriza iluminação nos festejos natalinos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 25.nov.2007 O orçamento dos festejos natalinos no Recife vai custar à prefeitura R$ 5 milhões. Deste valor, pouco mais de R$ 1,5 milhão é destinado à iluminação especial, criada por Peter Gasper, 67, badalado iluminador alemão radicado no Brasil. O valor de R$ 5 milhões é a mesma quantia gasta pela prefeitura durante um ano inteiro para a manutenção de todo o sistema de iluminação pública na cidade. O custo mensal do consumo de energia pago à Celpe é de R$ 1,7 milhão, valor bem próximo ao da iluminação natalina. Valores tão altos de um lado, contra quantias tão modestas de outro, colocam na berlinda a gestão de recursos diante de tantas críticas sobre a precária luminosidade nos bairros. Quase de forma irônica, com a escuridão se ilumina outro calo dos atuais gestores: a insegurança pública é generalizada no Recife, que hoje ostenta o título de segunda capital mais violenta do Brasil de acordo com o ranking divulgado este mês pelos ministérios da Saúde e da Justiça.

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Operação Navalha: a culpa não é da imprensa nordestina

Paulo Rebêlo (email) Observatório da Imprensa – 22.maio.2007 – link original Não foram apenas políticos e empresários que tiveram a carne cortada pela Operação Navalha, da Polícia Federal. No Nordeste, a maioria dos jornalistas empregados em redação pouco ou nada pôde fazer para contornar a censura, declarada e explícita, dos donos de jornais. Como bem escreveu Ivan Moraes Filho neste Observatório [“O fato, a notícia e o pedigree”), jornais nordestinos publicaram pequenas matérias sem citar nomes dos políticos e empresários presos.

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Os jornalismos medíocres do Brasil

Paulo Rebêlo Observatório da Imprensa, 10.out.2006 ( link original ) seção Formação Profissional No Brasil, uma das (várias) ervas daninhas do jornalismo é a cultura da mediocridade que parece acentuar-se cada vez mais nas redações. Um corporativismo não-sadio que gera uma situação deprimente para quem atualmente cursa Jornalismo na universidade ou para os recém-formados que não encontram emprego. Jornalistas que não querem se aprimorar como profissionais, que só fazem o feijão-com-arroz, ocupam o lugar de tantas outras pessoas que poderiam fazer um trabalho melhor e, com isso, aquecer toda uma cadeia de produção jornalística: incentivando colegas, conquistando mais leitores, vendendo mais jornal e deixando o dono mais rico. Não é o que eles querem, afinal? É um consenso mundial de que não existe desenvolvimento sem educação. De igual modo, é impossível esperar jornalismo de qualidade sem jornalistas de qualidade – não necessariamente bem preparados por natureza, mas dispostos a tal. Contudo, assim como a história do Brasil sempre deixou de lado a educação, a história do jornalismo brasileiro parece seguir o mesmo caminho e, diante de “atuais conjunturas econômicas e de mercado”, esquece a qualidade do material que apresenta aos leitores – e depois reclama pomposamente, nos congressos internacionais, que

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