Geosnic está no ar, mas tem consulta limitada

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco – 27.abril.2008

Políticos, pesquisadores, estudantes ou qualquer cidadão interessado em gestão pública já podem começar a testar o Geosnic, lançado oficialmente pelo Ministério das Cidades em Brasília. Ainda em caráter preliminar, o recurso inclui um atlas digital com imagens de satélite em alta definição e quase 800 indicadores que comtempla todos os 5.564 municípios brasileiros. Informações sociais, geográficas, econômicas e culturais fazem parte do projeto, que pretende abrigar em uma única plataforma dados públicos hoje espalhados por várias autarquias e, quase sempre, não disponíveis de forma facilitada para a sociedade e para governantes locais.


A iniciativa de lançar o Geosnic tem sido discutida há um ano e a intenção de implantar o programa foi abordada em detalhes pelo Diario no dia 13 de abril. Construído com software livre e apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, o mapa digital sofreu vários atrasos e mudanças de diretrizes ao longodo caminho. A versão disponível na internet (www2.cidades.gov.br/geosnic) possui recursos abertos ao público, mas outros exigem um cadastro, a ser analisado pelo ministério, antes de uma senha ser liberada para funções mais avançadas.

É possível cruzar dados sobre assuntos variados, incluindo participação nas eleições, déficit habitacional, índice de desenvolvimento humano (IDH), receita com impostos, renda, movimentação bancária e até mesmo a quantidade de estabelecimentos comerciais e de lazer. Um dos diferenciais do Geosnic é o conjunto de imagens em alta definição via satélite, ainda não disponível nesta edição preliminar. De acordo com os técnicos do ministério, a previsão oficial é que elas sejam incluídas pelos próximos dias.

A primeira versão do Geosnic foi apresentada na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Não à toa, é na gestão municipal onde reside a maior expectativa de alimentação de informações para o banco de dados do Geosnic. Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Senra, a entrada de dados será por meio de um link no próprio software, a “biblioteca municipal”, sendo feita por profissionais concursados da gestão pública.

Cruzamento de dados

As informações disponíveis no Geosnic são oriundas de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Banco Central e Ministério da Fazenda. Em períodos eleitorais, a aposta é que dados como o número de votos e dos censos populacionais possam ser cruzados e utilizados para formulação de políticas públicas localizadas.

A coordenadora Luciana Senra acredita que, mais adiante, seja aberta ao público a parte dos contratos do ministério, para que a população possa conhecer e monitorar as obras e os contratos firmados. Uma segunda etapa do GeoSNIC, ainda sem previsão de data, prevê a instalação do software Terraview nos gabinetes das prefeituras. Por meio do programa, gestores poderão planejar melhores ações e políticas públicas, construindo mapas temáticos em territórios específicos, usando georeferenciamento.

O ministério pretende capacitar técnicos dos municípios para uso de todo o material. O treinamento será feito através de 17 universidades públicas. Dois funcionários de 700 prefeituras receberão o treinamento que deverá ser concluído em outubro.

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