O mundo seria melhor com mais máscaras de bichinhos

Máscaras de bichinhos - Paulo Rebêlo

Fico mais tranquilo sabendo que outros seres humanos não estão me reconhecendo e vão pensar duas vezes antes de perguntar "que oração" no meio da rua. Mas veja você, podemos também inverter essa lógica. Descobri que as máscaras de bichinhos são uma maravilha para ser bem atendido nos lugares, sem precisar conversar e sem precisar demonstrar simpatia.

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Invista ou não insista

Não sei se vocês já repararam, mas a gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento.

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Romantismo Retroiluminado

Paulo Rebêlo // Terra Magazine Meu ícone máximo de romantismo sempre foi o casal que divide livros na cabeceira da cama. De pijamão, luminárias de cada lado, folheando as páginas até o sono chegar. Intermitentes, elas coçam nosso bucho peludo e nós a cutucamos com o pé ao escutar o primeiro ronco delas. Claro que já tentamos imitar a bucólica cena. E claro que nunca funcionou. Bons livros devem ser tratados como bons filmes. Você até pode interromper, desde que seja algo importante. E nada é tão importante a ponto de interromper mais de uma vez. Ou duas, se for o apocalipse. Veja bem, quando estamos lendo, não queremos saber o que você está lendo. Conte depois. Na hora do almoço, no bar, amanhã quando acordar. Em qualquer outro horário. Não pergunte se estamos com fome ou sede. Agradecemos o carinho e a ternura, mas é uma questão cartesiana: se a gente tem sede, a gente bebe. Se temos fome, vamos até a cozinha e voltamos com uma bolacha ou um pedaço de bife entre os dentes. Às vezes, rosnando. Por tabela, é justo presumir que, se estamos deitados tentando ler, não estamos com fome e nem com sede. Temos muito interesse no

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Antes do casamento

Paulo Rebêlo 21.set.2010 Terra Magazine link A maior crueldade que uma mulher impõe a um homem é mostrar que não se recupera o que se deixou escapar. Marca o início de uma longa jornada de lembranças enviesadas e memórias chamuscadas sobre uma vida que poderia ter sido e não foi. Antigamente, a gente recebia o convite do casamento pelos Correios. Em geral, endereçado aos pais. Ficava sabendo pelos amigos em comum. Lia em letras miúdas no jornal. Com sorte, saberíamos anos depois. Com azar, o filho dela seria colega de classe da sua filha. Hoje, tem gente mais preocupada com o status no Facebook do que com a benção do padre e o carimbo do cartório. Em vez de saber anos depois, você descobre anos antes. Que ela já se foi. Que ela planeja ir embora. Que ela se vai. Que não pretende voltar. Os amigos em comum talvez nem existam mais. Tornaram-se desnecessários. Você a lê indo embora aos poucos. Até o dia em que ela se casa e você percebe que ela nunca se foi, você que ficou parado enquanto os anos passavam para ela. E sua única esperança recai em aderir às crendices tolas de vidas passadas ou

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Pax Spiritus

Acho que nunca vi um filme da Lindsay Lohan e não escuto a menor graça na Amy Winehouse. Mas tenho simpatia pelas duas, só por causa da mobilização mundial em relação ao que elas bebem da vida. Da sua bisavó à netinha de cinco anos, sempre vão condenar a coitada da Winehouse por não ter limites. Na minha religião, o céu é o limite. E as pessoas deixam as outras pessoas beberem em paz. Se você quer fazer sua Despedida em Las Vegas bebendo até morrer, vá em frente e não prejudique ninguém. Eu até pago as primeiras rodadas, só para manter distante a família de olho na herança, os amigos que nunca estavam lá quando você realmente precisava e as revistas de fofoca que todo mundo diz que não lê, mas decora página a página. É uma paranóia parecida com aquele pessoal que às 10h da manhã olha para a garrafa de uísque e não tem coragem de descer uma dose porque acha feio ou socialmente errado beber pela manhã. Tomo uma cerveja de trigo quando acordo às 11h ou um suco de laranja com cinco dias de atraso? Qual dos dois tem mais vitaminas? E no domingo, esquento

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Calcinhas de janeiro

Paulo Rebêlo Terra Magazine 12.dezembro.2009 O melhor do Natal é que acaba logo e a gente já pode pensar onde vai acordar de ressaca, talvez após uma injeção de glicose, no primeiro dia do ano. Quando os fogos aparecem no céu, geralmente já estou dormindo. Porque meu réveillon começa ao meio-dia. É injusto esperar por doze horas para começar a farra enquanto japoneses, australianos e tanta gente bacana já está comemorando a passagem de ano antes da gente. Esse negócio de esperar um determinado horário para abrir a primeira garrafa sempre me intrigou. É quase maquiavélico. No entanto, nada é mais intrigante do que a cor da calcinha delas. Não a cor em si, mas a importância que tantas mulheres dão à cor da calcinha do réveillon. Conheço mulheres burras e mulheres inteligentes, mulheres surtadas e mulheres equilibradas, mas poucos dias antes do réveillon todas elas se juntam feito zumbi na loja de lingerie e entram em discussões homéricas sobre a cor da calcinha para a “hora da virada”. Ainda mais intrigante é o enorme contingente de mulheres de todas as idades que realmente levam a sério essa história toda. Virar (o ano) de calcinha vermelha vai ajudar a trazer muita farra

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Discursos sinceros

O mundo gira, os anos passam, o buraco de ozônio aumenta e as pessoas continuam a acreditar em discursos seculares sem propósito algum. Vamos nos separar, mas vamos continuar amigos, diz a fulana para as colegas na academia de ginástica. Por mais que você acredite neste discurso, no fundo sabe ser humanamente impossível gostar muito de alguém e vê-la nos braços de outra pessoa e ainda ser aquele amigo para as horas de angústia ou alegria. É balela do tipo premium. Convívio civilizado não é amizade. E às vezes é pura necessidade quando há filhos na equação. Ex-namorados podem ser amantes, nunca amigos. Se forem, na prática é porque nunca sentiram nada realmente comovente ou foi só um passatempo ou namorico de adolescência. Em geral, um dos dois sempre vai gostar mais do que o outro. E não vai engolir essa de amizade depois que a gente vai embora. Até tentam, mas não leva muito tempo para um dos lados pedir penico e sumir do mapa. A gente conhece outras pessoas, se apaixona novamente, casa e tem filhos, se separa, casa de novo, mas ninguém fica amigo de ninguém. Se nem Albert Einsten conseguiu decifrar os mistérios matemáticos do tempo,

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Sorriso à cabidela

Paulo Rebêlo — O sorriso sincero de uma mulher é uma experiência tão sublime quanto sua própria silhueta desnuda à meia luz e com vista para o mar. Porque o sorriso, quando de verdade, é uma expressão ímpar. Não é apenas a boca. São olhos, sobrancelhas, testa, ombros, todos em uníssona harmonia. E quando somos nós os responsáveis por arrancar um sorriso assim, é difícil não querer um segundo. É quase tão bom quanto aquela última porção de galinha à cabidela que o garçom escondeu para entregar quando você chega no bar e a cozinha já está fechada. Mestres do disfarce, talvez por isso elas achem que nós nunca sabemos quando estão rindo de mentirinha. Seja de uma piada sem graça ou de uma cantada sofrível e repetida ad infinitum. Embora a gente perceba tão pouco o universo feminino, há duas coisas que conseguimos diferenciar a quilômetros de distância: sorrisos sinceros e mentiras sinceras. O resto a gente não entende, não adianta comprar brincos novos ou mudar o penteado. A gente não precisa ser Roger Rabbit e tampouco elas parecem ter vocação para Jessica. Mas roda o mundo e giro pelo mundo, não consigo parar de questionar: por que os

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Quanto vale para você o serviço de e-mail?

Se o e-mail é realmente importante para você, veja algumas alternativas para personalizar e manter seguro seu endereço principal, aquele que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão. Paulo Rebêlo Webinsider – 02.out.2009 Está na moda dizer que e-mail virou coisa de tiozinho. Em tempos de Twitter, Facebook e Gtalk, é no mínimo curioso como o planeta inteiro entra em pânico quando o Gmail sai do ar. Se o e-mail ainda é tão importante para as pessoas, por que elas preferem depender quase exclusivamente de um serviço gratuito? Muita gente garante que é porque o Gmail ainda é a melhor opção disponível. Talvez seja, mas é bom ter opções. Sobretudo porque em geral só temos como referência comparativa o e-mail do provedor de acesso. Vejamos abaixo algumas alternativas para quem deseja personalizar um endereço realmente importante, daqueles que você não coloca em formulários na internet e nem usa em listas de discussão. Para os novatos, uma dica rápida: POP3 é o serviço que permite baixar as mensagens para seu computador, via Outlook, Thunderbird e outros. IMAP é o protocolo que faz sincronia entre seu computador e o servidor, ou seja, ele não baixa as

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