Crônicas de Réveillon (2015)

Elixir do emagrecimento  As calcinhas de janeiro Projeto Calcinha Malhação Trepadeiras natalinas Encaixotando dezembro  Perdão de pecador Matou papai noel e foi ao deserto Réveillon e as pombas da discórdia

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Elixir do emagrecimento

Paulo Rebêlo | 28.dez.2011 Com as confraternizações de fim de ano, a gente termina reencontrando umas pessoas desaparecidas do nosso convívio. E entre abraços e tapinhas nas costas, fica comprovado pela milésima vez que o melhor remédio para emagrecer continua sendo a separação. É impressionante como quase todas que perderam peso ou ficaram mais bonitas são, justamente, as que se separaram ou acabaram um relacionamento de longa data. É verdade que uma meia dúzia sofre tanto no divórcio que entra em depressão a ponto de perder a fome. Emagrecem doentes. O restante segue a cartilha da separação como se fosse um elixir. Se é para voltar ao mercado da luxúria e aos bons drinques, nada melhor do que aproveitar a passarela das confraternizações diárias de dezembro, o réveillon e o intervalo entre o fim de um ano e o início do próximo. Uma época, aliás, que todo mundo parece um pouco mais carente. Morro de medo dessas pessoas. Não sem razão. É que muitas dessas mulheres a gente já conhece do passado, quando eram casadas, perdidas no tempo e nos afazeres domésticos, sem rir das piadas sem graça dos amigos papudinhos do marido ou namorado. Anos depois, você encontra essas mesmas

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Projeto Calcinha Malhação 2011

Paulo Rebêlo Terra Magazine | 04.jan.2011 Nunca entendi a razão de mulheres teoricamente adultas, eventualmente belas e supostamente bem educadas, desfilarem seus corpinhos malhados usando roupa de adolescente, falando feito adolescente, bebendo feito adolescente e, desconfio cá com meus botões, trepando feito adolescente. Quando vejo uma mulher adulta usando uma bolsa da Barbie ou um conjunto de roupa todo cor-de-rosa, não sei se me jogo na frente de um trem ou se tiro porte de arma. Prefiro o trem, por causa da Lei Maria da Penha. Ao esbarrar com uma criatura usando bolsa da Barbie, a primeira coisa que me vem à cabeça é que ela também deve usar calcinha com desenhos estampados. E não tem nada mais brochante do que “calcinha de bichinho”. Imagine a cena. Alguém levanta o seu vestido no maior amasso e, de repente, dá de cara com os ursinhos carinhosos, o Bambi, o Rei Leão ou o Mickey Mouse. Filhota, você não vai emagrecer em 2011, então estabeleça metas alcançáveis: pare de usar calcinha de bichinho. Veja você. Em comunicado oficial, o grupo Vigilantes do Peso do Brasil me diz que ajudou o país a emagrecer 330 mil quilos em 2010. Somente em Brasília foram

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Trepadeiras natalinas

Paulo Rebêlo Terra Magazine | 21-dez-2010 O que eu mais gosto do Natal é que eu detesto Natal. Logo, não preciso inventar desculpa ou matar algum parente pela terceira vez no mesmo ano para não ir às confraternizações onde há o maior número de inimigos por cadeira quadrada. Fujo de eventos assim o ano inteiro. Dividir uma cerveja é um ato sagrado de contrição espiritual e minha religião não permite participar desse ritual com lobos que viram cordeiros só porque é Natal. Me dá uma ressaca dos infernos. Veja você. Aqui na ruazinha onde morei por cinco anos alternados, no centro deste Recife limpo e cheiroso, há um grupo de cheira-colas que dormem por lá desde sempre. Às vezes aumenta, às vezes diminui, mas sempreteve. Fazem parte da paisagem e até me chamam pelo nome, pois geralmente o único bêbado sem noção que tem coragem de passar por ali de madrugada sou eu, confiante no meu crachá subjetivo de “mantenha distância, sou cidadão nativo, bêbado local”. Até quando não sei, mas até hoje funciona. Embora desconfie que o pão com mortadela e a garapa de uva que costumo pegar no caminho de volta e deixar pela ruazinha sejam, de fato,

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Encaixotando dezembro

Enquanto muita gente passa o mês de dezembro fazendo listas de tarefas para o próximo ano, eu só consigo pensar nas malditas caixinhas de Natal. Quem inventou essa desgraça? Na maioria dos lugares onde penduram a caixinha, o pessoal recebe 13º salário. Eu não recebo 13º há muito tempo e ainda preciso colaborar para o chester alheio? Todo ano penso em fazer uma caixinha só para mim. E pendurá-la no pescoço. Na barriga eu penduro uma placa com letras verde-limão “eu não recebo 13º, por favor colabore”. Nas costas poderia pendurar uma cópia da minha carteira de trabalho. Desisti da idéia porque vi que não dá para lutar contra a concorrência. Nos últimos seis meses, quase todo dia tomo café da manhã na mesma padaria ao lado de casa e levo moedinhas contadas para os R$ 2,50 do pão com queijo na chapa. Nos últimos seis dias, além de ouvir um sonoro bom dia (detesto), os dois rapazes da chapa ainda fazem questão de dizer que capricharam no queijo. Claro, de frente para mim tem uma caixinha de Natal. Vou com minhas moedinhas contadas até o caixa. Lá tem outra caixinha. Como se a gente fosse um porquinho de madeira

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Tudo bem no ano que vem

Paulo Rebêlo // dezembro.2008 O mundo só se torna um lugar interessante quando há opções. Sem elas, o trabalho se transforma numa rotina sufocante a qual as pessoas não conseguem sair. O trânsito se torna um companheiro que você nem sente mais, talvez como o próprio companheiro que divide o teto e as contas da casa com você. O pior do natal é a falta de opções. E o pior das opções é o medo das pessoas. O marasmo, a rotina e a sangria vão engolindo suas alternativas de ontem. Para hoje você concluir que a viagem de amanhã não poderá ser feita. O emprego que tanto quis, fechou. E a pessoa que tanto amou, se foi.

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Natal dos incluídos

Distante do luxo de buffets e shows fechados, os palcos alternativos fervem de cultura popular nas noites de Natal e Réveillon Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 24.dezembro.2008 Enquanto muita gente vai pagar R$ 200 para ceias de natal em luxuosos restaurantes do Recife, outros vão desembolsar valor parecido para shows de bandas famosas do Sul e do Sudeste. De hoje à noite até o réveillon, não faltam opções. E quanto mais caro, mais difícil é achar uma vaga ou ingresso. Mas, para quem deseja respirar cultura de verdade, os lugares são outros. Os pólos alternativos para natal e ano-novo, longe do centro e do luxo, contam com o que há de melhor em termos de dança, música e apresentações populares. De graça. Além dos tradicionais Marco Zero, Sítio da Trindade e Pátio de São Pedro, é hora de ir para Brasília Teimosa, Ibura, UR-7/Várzea, Bongi, Jardim São Paulo, Morro da Conceição e Nascedouro de Peixinhos.

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Matou papai-noel e foi ao deserto

Paulo Rebêlo // dezembro.2006 Depois dos ataques terroristas do 11 de setembro, o terrorismo mudou de lado. Em vez dos loucos ensandecidos que entram em processo auto-explosivo em nome de um pseudo-deus qualquer, agora a gente precisa ter medo – e enfrentar – os terroristas que usam o crachá do aeroporto. Com leis de segurança ridículas que não funcionam, qualquer pessoa pode ser um terrorista em potencial. Eles fazem você tirar os sapatos, abrir a mala, confiscam seus pertences pessoais e mandam abrir o cinturão da calça na frente de todo mundo. E quando você está sem banho, sem fazer a barba, com a roupa amassada, cabelo despenteado e olheiras, a cena fica a um palmo de ir parar na delegacia mais próxima. O problema é que esses gaiatos nunca pedem para as galegas boazudas fazerem o mesmo, como se apenas homens pudessem ter bombas amarradas na cintura. Quem me garante que a galega logo ali na frente não carrega explosivos amarrados nos peitos? Aliás, aqueles peitos enormes podem muito bem não ser peitos de verdade, mas explosivos. Explosivos de silicone, que sejam, mas explosivos. Só que os terroristas de crachá nunca nos dão a oportunidade de presenciar uma vistoria

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Turbine seu Natal com jogos para PC

Paulo Rebêlo Folha de Pernambuco – 14.dez.2005 Em dúvida sobre um bom presente para as festas natalinas? Não pense duas vezes, compre um jogo para PC e faça uma alegria em dobro: a sua e a do presenteado. Durante os últimos meses deste ano, as desenvolvedoras de games aceleraram a produção e hoje as lojas dispõem de uma série de títulos novos, dentre os quais haverá pelo menos um que lhe faça perder algumas horas semanais em frente ao monitor. Tem de tudo: ação, estratégia, tiro, terror, corrida… A Folha Informática testou alguns. Veja também os macetes para usar na hora do aperto. É clichê dizer que os jogos estão cada vez mais cinematográficos, com enredos também semelhantes a roteiros de cinema. Afinal, o setor de games é uma das indústrias nas quais inexiste o termo “crise” ou “recessão”. Em cálculos de hoje, movimenta quase US$ 10 bilhões, um valor superior ao movimentado pelos filmes de Hollywood, de acordo com o levantamento Global Entertainment and Media Outlook 2004/2008. Com tanto dinheiro e tanta gente se dando bem, o processo óbvio é que a festança se reflita na qualidade dos games. Mesmo quando o jogo é ruim, às vezes faz parte

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