Viagra da folha em branco

Paulo Rebêlo // agosto.2007 Não há nada mais ridículo do que a chamada síndrome da folha em branco. Pura enrolação, serve para preencher o tabelado espaço no jornal quando grandes escritores e consagrados cronistas ficam sem assunto – um eufemismo para preguiça ou ressaca do uísque falsificado de ontem. Então, escrevem sobre a falta de assunto até preencher os centímetros restantes.

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Pequenas burguesas, grandes afeições

Paulo Rebêlo // fevereiro.2007 Janeiro é quando as pessoas costumam fazer aquelas listas inúteis de prioridades. É sempre a mesma coisa, em fevereiro a gente nem lembra mais da lista e no final do ano não fizemos metade do que imaginamos. E no próximo ano, o ciclo se repete e, num piscar de olhos, uma década se passa e a gente ainda não escreveu aquele livro, não plantou aquela árvore e não fez aquele filho. (oficialmente) Em vez de perder cinco minutos pensando sobre nossos feitos e desfeitos, poderíamos perder cinco minutos refletindo sobre os feitos e desfeitos das outras pessoas na nossa vida e fazer uma lista de prioridades contra elas. É que depois de alguns anos, a gente olha para trás e percebe que, afinal, aquelas burguesas e patricinhas não eram tão burguesas e patricinhas assim. Hoje, quem sabe, tenham se transformado em donas-de-casa.

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Como escrever uma crônica – I

Paulo Rebêlo // abril.2004 Escrever poderia ser um negócio bem mais fácil. Bastava não ter alguém do outro lado para ler. Quase todas as crônicas são escritas durante o fim de semana. Tudo por conta de uma hipocrisia super ranzinza de que, durante a semana, não se deve perder tempo produtivo de trabalho com abobrinhas.

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