AMD quer Web para 50% da população

Paulo Rebêlo * Folha de Pernambuco, email SÃO PAULO — Conhecida por ter mudado vários paradigmas no mercado de tecnologia, com processadores rápidos e mais baratos do que a concorrência, a AMD agora concentra atenções na inclusão digital em países menos desenvolvidos. A iniciativa foi batizada de 50×15, um acrônimo para expressar a idéia de conectar 50% da população mundial até o ano de 2015. Projeto ambicioso quando se observa os atuais índices de continentes como África, América do Sul e Ásia. Os conceitos do 50×15 tem rodado o mundo e agora chegam ao Brasil, durante visita do presidente e diretor-executivo da AMD, Hector Ruiz. Ele apresenta a proposta de inclusão digital nos chamados “mercados emergentes”, mostrando como a computação pode mudar a vida das pessoas, social e culturalmente. “A tecnologia só é poderosa se for acessível. Isso acarreta em ganhos de educação, informação e um senso de comunidade que podem ajudar no combate à AIDS, desnutrição, ignorância e até negligência”, enfatiza. Um dos pilares da AMD, na estratégia de inclusão digital, é o chamado PIC – Personal Internet Communicator. É uma espécie de caixa, um computador de tamanho bastante reduzido com conexão à Internet. Ligado a um monitor, funciona

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Inclusão digital: o que é isso?

Paulo Rebêlo Na próxima terça-feira, se comemora em Pernambuco o Dia da Inclusão Digital. A data é fruto do empenho levantado pela unidade pernambucana do Comitê para Democratização da Informática CDI) e oficializada no Estado pelo projeto de lei 12.607, de autoria do deputado Raimundo Pimentel (PSDB). O dia correto seria todo o último sábado de março, mas foi antecipado por conta do feriado da Semana Santa. Mas, afinal, o que é inclusão digital? O termo é tão popular na mídia que já se tornou um jargão. É comum ver empresas e governos falando em democratização do acesso para cá e inclusão digital para lá, sem prestar atenção se a tal inclusão promove os efeitos desejados. O problema é que virou moda falar do assunto, ainda mais no Brasil, com tantas dificuldades – impostos, burocracia, educação – para facilitar o acesso aos computadores. É que inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão “inclusão digital” nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia

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CDI Pernambuco investe em Linux

Paulo Rebêlo O Comitê para Democratização da Informática de Pernambuco (CDI-PE) vai usar software livre nas Escolas de Informática e Cidadania (EIC), uma resposta à altura das críticas que sempre sofreu, por parte de especialistas e profissionais de tecnologia, sobre a exclusividade em usar produtos Microsoft nas aulas para jovens de baixa renda. Com a iniciativa, funcionários e cerca de três mil adolescentes poderão escolher entre o Windows e o Linux. A idéia é que os alunos saibam operar ambos os sistemas operacionais, se adaptando ainda mais às necessidades do mercado de TI. Toda a implementação do Linux foi realizada pela empresa Triforsec, parceira do CDI. Para o coordenador-executivo do Comitê, Diego Garcez Alves, a opção do Linux ainda oferece outra vantagem. “Temos a missão de realizar a democratização da informática e, além disso, a obrigação de possibilitar o acesso desses jovens às tecnologias vigentes. Então, apresentamos o software livre para que esses novos usuários possam ter a liberdade de escolher qual sistema irão utilizar”, explica. Com interfaces parecidas, Windows e Linux vão rodar nos mesmos computadores e o usuário/aluno escolhe em qual sistema quer começar a usar o comuptador, logo ao ligar a máquina. Na sede do CDI Pernambuco,

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PC Conectado – Governo pode ceder às pressões

Paulo Rebêlo [email protected] O PC Conectado, projeto de computador barato para a população de baixa renda que foi noticiado pela Folha na edição passada, acaba de ser adiado novamente. Inicialmente previsto para março, agora o governo trabalha com o mês de abril para colocar no mercado as primeiras unidades. Duas empresas já mostraram interesse em fabricar computadores para o programa: a Cobra Tecnologia, que é do Banco do Brasil; e Ponto Frio, da Positivo, em parceria com operadoras de telecomunicações. Informações de bastidores dão conta de que o governo pode ter cedido às pressões da Microsoft em incluir o sistema Windows no PC Conectado, opção contrária à defendida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (ITI), que pretende incluir apenas o Linux e softwares de código aberto. Seriam três versões diferentes do PC Conectado: uma com o Linux, mais barata; outra com Linux e Windows XP, a um valor intermediário; e a mais cara, somente com XP. O diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Sérgio Rosa, não confirma as informações relacionadas à inclusão do Windows. “É prematuro falar em definições sobre plataformas e aplicativos do PC Conectado, todas as informações nessa área são especulações”, classifica. O Serpro, também estatal,

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PC popular , o Fome Zero da tecnologia

Paulo Rebêlo – [email protected] A novela do PC Popular está sendo reprisada. Desta vez, o novo projeto do Governo Federal se chama PC Conectado e tem como objetivo vender computadores a preços reduzidos para a população de baixa renda. O governo entra com subsídios e o comprador poderá parcelar o valor em até dois anos, em prestações que não devem ultrapassar R$ 50. Resta saber se vai dar certo. Afinal, não é a primeira vez que o Brasil tenta expandir o acesso à informática com programas populares. Confira o que está acontecendo e o que já aconteceu em programas estatais de popularização da tecnologia. Governo tenta popularizar novamente O governo trabalha com um prazo para o mês de março, mas o fato é que ninguém sabe ao certo quando chega, ou se vai chegar um dia, o chamado PC Conectado – a nova cria brasileira em matéria de computador popular para as massas. Com sistema operacional Linux e programas gratuitos de escritório, o PC deverá ter um custo final de R$ 1,4 mil. No início das negociações entre ministérios e empresas, durante o ano passado, a idéia era que o micro não ultrapassasse R$ 1 mil. O custo do equipamento

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Chile seeks to cross digital divide

Paulo Rebêlo 5 May 2004 Source: SciDev.Net Chile’s government has launched a wide-ranging programme to increase the use of computers and boost the role of information technology (IT) in the country’s economy. As part of the initiative, the government aims to establish fast Internet connections in all universities, and at least 80 per cent of schools, by 2006. The Digital Agenda initiative, which aims to transform Chile into a digital country by the year 2010, will seek to attract foreign investment into the country’s technology sector in order to promote IT development. It also includes projects to increase Internet access, improve computer training, and develop e-commerce activities. As part of the initiative, the country’s laws and regulations on new technologies will be revised to make each of these goals easier to achieve. In addition, at least one million people will be trained in digital technologies in the next two years. And to increase the number of homes with Internet access, the initiative will reduce the price of computers and broadband services. At the official launch of the initiative, Chilean President Ricardo Lagos said that increasing the use of computers and boosting Chile’s IT sector would help to enrich the country’s

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A PC in Every Desk

Brazzil Magazine Monday, 01 April 2002 Brazilian government approved last month a project for producing a cheap personal computer for the masses that could cost as low as $300. The new PCs will be going first to schools, libraries, health posts and community institutions and clubs. By Paulo Rebêlo Researchers from UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais—Federal University of Minas Gerais) have developed a computer prototype with a 500 MHz equivalent processor, 64 Mb RAM, an Ethernet network card, a 56k modem, 14″ monitor, sound and video cards, serial and USB ports, mouse and keyboard, that could cost as low as $300. Despite the lack of CD-ROM, floppy and hard disk, the popular PC is focused on lower-income families who can’t afford to buy an ordinary computer. People won’t be able to save files, unless they make an upgrade, but the main role of the computer will be accessing the Internet. The PC, however, will be primarily used in social programs from the government’s FUST (Fundo de Universalização das Telecomunicações—Fund for the Universalization of Communication), which already has a $500,000-yearly budget. The government intends to buy the first shipment of PC’s to equip schools, libraries, health posts and communities, in

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O Digital Divide no mundo

Paulo Rebêlo Jornalistasdaweb.com.br Ultimamente tem sido comum ouvir falar em “Digital Divide”. Entretanto, poucos ainda conhecem o real significado da expressão e sequer imaginam a importância do conceito e as repercussões iminentes. Em linguagem rasteira, o Digital Divide representa a fossa entre os países com acesso e os sem acesso à tecnologia de informação. Uma espécie de exclusão digital. Em História e Geografia, muito se estuda sobre as divisões sociais existentes em uma mesma nação e as diferenças econômicas entre países. O Digital Divide nada mais é do que o mesmo conceito aplicado em uma vertente voltada à tecnologia e, essencialmente, à informação. Durante anos procurou-se formular teorias e pesquisar acontecimentos relacionados à divisão entre países desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos. Expressões como industrialização, centro-periferia e dívida externa tornaram-se comuns. Com o crescimento de abrangência tecnológica, veio o termo “nova economia” e, a partir dele, uma nova série de conceitos e modelos que dividem sociedades a partir de uma visão socio-econômica. A questão deixa de ser apresentada na ótica de países mais ou menos industrializados, mas sim em nações “conectadas”, “não conectadas” e “em vias de conexão”. Diferentemente das teorias sociais de outrora, o Digital Divide não é uma exclusividade dos

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