A bola dos outros

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Outro dia, vi duas crianças discutindo o futuro delas como profissionais. Uma queria ser desenhista, outra queria ser médica. Fiquei em choque. Quando eu era guri, queria ser jogador de futebol; igual à maioria dos meninos. Só queria jogar bola. Depois percebi que os meninos que jogavam bem tinham sempre mais atenção das meninas mais bonitas. Na rua, no colégio, na praia e até debaixo do viaduto.

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Brazil’s Security Concerns Rise as 2014 FIFA World Cup Approaches

Paulo Rebêlo Diálogo – March 5, 2012 link original BRASÍLIA — The head of the Federal Police in São Paulo is preparing his officers for Brazil’s upcoming 2014 FIFA World Cup. South America’s largest country has never had to deal with a major terrorist attack and officially dismisses the existence of terrorists within its borders. But Roberto Troncon Filho told Brazil’s largest daily newspaper that the World Cup will present local authorities in a dozen cities with unique safety challenges. “In Brazil, the [threat] level is very low, but an event like the World Cup can provide the opportunity for an attack, not against the Brazilian people, but against an international delegation,” Troncon told Folha de S. Paulo in a recent interview. The month-long event, scheduled for June 12 to July 13, 2014, will mark only the second time in history that soccer’s most important tournament has taken place in Brazil; the first time was back in 1950. Twelve Brazilian cities were selected as World Cup venues out of the 17 that applied. The 12 are Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador and São Paulo. Targeted infrastructure initiatives in the host

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Cervejeiros de araque

Não entendo nada de futebol. Nem de matemática. Mas entendo um pouco de cerveja. Daí minha dificuldade de levar a sério o Dunga como profissional de qualquer coisa. E tantos outros aratacas. Há duzentos anos não vejo ninguém pedir uma Brahma na mesa de bar. Agora todo mundo é brameiro. Tire o ‘h’ da marca e consulte pai Aurélio. Não é o Miguel. De futebol não entendo se a escalação do Brasil é boa ou ruim, nunca ouvi falar de metade dos jogadores. Conheço o Grafite, jogou na minha terra pelo Santa Cruz (2001-2002), time hoje confortavelmente situado na disputada Série D do Campeonato Brasileiro. De matemática, não entendo se é humanamente possível uma pessoa faturar uns 500 mil reais por mês e sentir qualquer diferença se ganha ou perde um jogo de futebol. Aqui ou além-mar. Mas, de cerveja, entendo o mínimo para não levar a sério ninguém que se prontifica a me dizer que cerveja ruim é cerveja boa como se eu tivesse nascido ontem do cruzamento de um ministro da TFP com uma missionária Jeová. Num país onde ninguém lembra quem colocou para mandar na vida da gente no Senado, essa história de brameiro e guerreiro é um

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O monstro do Lago Paranoá

Paulo Rebêlo Terra Magazine 23.março.2011 Voltar a nadar foi uma das decisões mais acertadas que tive nos últimos tempos, se não fosse pelas crianças. Dos outros. Por não ter horário fixo e chegar em qualquer horário, imaginei que poderia dar minhas braçadas em paz, sem distrações e sem concorrer com ninguém. A mocinha da secretaria tentou me alertar sobre elas, mas foi em vão. No primeiro dia da coincidência de horários, fui fazer meu alongamento normalmente, mas agora estava diante de todo aquele barulho infernal típico de quando várias crianças estão na piscina brincando. Fiquei com vontade de jogar ácido muriático na água, mas depois pensei melhor e deu até pena. Não das crianças, mas dos pais. Naquele estabelecimento, aparentemente só tocam dois CDs: um da Ivete Sangalo (Ao Vivo em Salvador) e outro de uma compilação bate-estaca dos “Baladeiros de Goiânia”. Está escrito na capa do CD, tive que ir lá conferir para ter certeza que não estava delirando. Fui cobrar um desconto na mensalidade (por insalubridade e sanidade mental) e as professorinhas de maiô entrando na bunda me acharam um tiozinho muito engraçadinho, como se tivesse contado uma piada. Se eu soltasse uma piadinha de verdade sobre o

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O homem do telhado

Mal havia saído da adolescência quando conheci um cara chamado Cegonha. Esportista, ele treinava bem próximo de onde eu morava na época. Às vezes, eu passava naquela casa velha caindo aos pedaços a qual chamavam de academia. Quase sempre, ao entrar, me deparava com um homem sozinho no telhado. Ele mirava o horizonte e por horas a fio fazia exercícios de respiração como se estivesse num universo paralelo, alheio a tudo que acontecia lá embaixo. Uma visão curiosa, quase psicodélica. Todas as pessoas “normais” embaixo e um único ser humano no telhado. Eu chegava, ia embora, ele continuava no telhado. Talvez uma espécie de templo, não sei ao certo. Nunca tive coragem de subir, apesar da recorrente curiosidade em saber como era a vista ali de cima.

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O Globo x Sport Recife

A capa que revoltou os pernambucanos torcedores do Sport é, diga-se de passagem, um primor do jornalismo esportivo. Para o torcedor, é compreensível que o deboche mexa com os brios e com o regionalismo que só aparece em causas de pouca importância na região. A comentada capa saiu na segunda-feira, 11 de junho, um dia após o time pernambucano perder – de novo – para um time carioca. Os animadores de festa não gostaram. Dirigentes ameaçaram processar o jornal e o editor de Esportes. Os torcedores do Santa Cruz e do Náutico acharam a maior graça. Fato é que a capa está engraçada e não falta com a verdade. A campanha do Sport tem sido deprimente e só fez animar a festa dos cariocas. Reclamaram que se o time em questão não fosse nordestino, o Globo nunca teria publicado uma capa dessas. Poderia ser um argumento plausível – o eterno preconceito contra os nordestinos – mas é apenas mais uma manifestação da síndrome de vira-lata que Nelson Rodrigues eternizou. O Globo publica diversas capas do mesmo estilo, inclusive, com os próprios times cariocas. Não é todo dia que o mesmo time é a mãe para o gol mil de Romário

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Hungria se despede do irmãozinho

Paulo RebêloFolha de S. Paulo – 18.nov.2006 (link original) BUDAPESTE – A morte de Ferenc Puskas, chamado de Öcsi (irmãozinho) pelos húngaros, causou grande mobilização ontem em Budapeste, com autoridades correndo para fazer anúncios públicos no rádio e na TV. O primeiro-ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsány, classificou o ex-jogador como o húngaro mais conhecido do século 20. “Com ele dizemos adeus à era mais gloriosa do futebol húngaro. Sabíamos que Puskas Öcsi estava muito doente, mas não poderíamos nunca estar preparados para o seu falecimento”, disse o premiê. O húngaro-brasileiro André Adler, que visitou Puskas pouco depois da internação na UTI, faz parte de uma geração que sentiu o orgulho pátrio no máximo com Puskas. “Cresci no Brasil, orgulhoso de tê-lo como a melhor explicação do meu país.” Um dos companheiros de Puskas na seleção húngara, Jeno Buzanszky considera a morte uma tragédia. “O maior esportista deste país se foi.” Na semana retrasada, quando Puskas ainda mostrava sinais de que poderia ter seu quadro de saúde estabilizado, a revista “Matala” publicou uma lista dos 50 húngaros mais ilustres de todos os tempos. No topo do ranking, o astro foi definido assim: “Só os húngaros discutem se Puskas é o maior

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Conheça o Windows Millennium Edition (ME)

Paulo Rebêlo | agosto.1999 Enxadristas, curiosos e entusiastas, preparem seus tabuleiros, pois vocês podem estar tendo a chance de vencer o campeão mundial de xadrez, graças às maravilhas que a Web nos proporciona. Os jogadores e simpatizantes do jogo, espalhados em todo o mundo, já guardaram o dia 21 de junho de 1999 como um momento único e especial, quando naquela segunda-feira se deu início uma partida histórica: Garry Kasparov contra o mundo.

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Xadrez conquista a web

Paulo Rebêlo | março.1999 A Internet é um meio de comunicação com enorme poder de reunir diferentes tipos de facções, todas facilmente encontradas com poucos cliques de mouse. Entre esses grupos, estão fã-clubes, torcidas organizadas, admiradores, jogadores, escritores e tantos outros. Os adeptos de jogos também possuem seu espaço. Com certeza, o jogo de xadrez faz parte deste espaço, com centenas de páginas dedicadas ao assunto.

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