A dureza do meu calcanhar é a leveza da minha história

A dureza do meu calcanhar

Quando coloquei os pés na areia da praia de Atalaia, em Aracaju, tentei lembrar há quantos anos eu não andava de frente para o mar e sem hora para voltar. Faltavam dois dias para virar o ano de 2018 e começar 2019. Atalaia é ótima para caminhar, mas acho que levou vinte minutos até meu calcanhar começar a reclamar. Será que eu estava enferrujado há tanto tempo?

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O monstro do Lago Paranoá

Paulo Rebêlo Terra Magazine 23.março.2011 Voltar a nadar foi uma das decisões mais acertadas que tive nos últimos tempos, se não fosse pelas crianças. Dos outros. Por não ter horário fixo e chegar em qualquer horário, imaginei que poderia dar minhas braçadas em paz, sem distrações e sem concorrer com ninguém. A mocinha da secretaria tentou me alertar sobre elas, mas foi em vão. No primeiro dia da coincidência de horários, fui fazer meu alongamento normalmente, mas agora estava diante de todo aquele barulho infernal típico de quando várias crianças estão na piscina brincando. Fiquei com vontade de jogar ácido muriático na água, mas depois pensei melhor e deu até pena. Não das crianças, mas dos pais. Naquele estabelecimento, aparentemente só tocam dois CDs: um da Ivete Sangalo (Ao Vivo em Salvador) e outro de uma compilação bate-estaca dos “Baladeiros de Goiânia”. Está escrito na capa do CD, tive que ir lá conferir para ter certeza que não estava delirando. Fui cobrar um desconto na mensalidade (por insalubridade e sanidade mental) e as professorinhas de maiô entrando na bunda me acharam um tiozinho muito engraçadinho, como se tivesse contado uma piada. Se eu soltasse uma piadinha de verdade sobre o

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Tubarões do Recife

Paulo Rebêlo // agosto.2004 Tomara que não mostrem jornais pernambucanos ao Steven Spielberg. Quando ele descobrir que tem tubarão comendo gente por aqui, com a água na altura do umbigo, não teremos mais sossego. Questão de otimização econômica. Os figurantes daqui não cobram cachê. Ficam sem pernas, sem braços, e continuam sem processar ninguém – como se tubarão esfomeado a dois metros da praia fosse natural. Talvez seja, pois sempre aparece gente para dizer que é vontade dos céus.

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O mistério da bolsa feminina

Paulo Rebêlo // novembro.2002 Anos atrás, eu não entendia o porquê de as mulheres levarem tanto bagulho nas bolsas. Pasta e escova de dente, colírio, pente, toalhinhas, lenços e dúzias de bugigangas. Era o tal “mistério da bolsa feminina”, popularmente conhecido como frescura de mulher. Elas sempre estiveram certas e nós, homens de pouca visão (literalmente), é que somos tolos.

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