Crônicas

O homem backup

Paulo Rebêlo Terra Magazine 03.agosto.2011 A gente nunca admite por vergonha, mas estamos quase sempre procurando – ou esperando – alguém para substituir algo que perdemos. Os amigos são os mesmos. Família, trabalho e problemas, também. Arquivos do acaso, alguém puxa o mesmo livro que o seu na prateleira da livraria e, sem ninguém lembrar direito como isso acontece, estão…

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Crônicas

Trepadeiras natalinas

Paulo Rebêlo Terra Magazine | 21-dez-2010 O que eu mais gosto do Natal é que eu detesto Natal. Logo, não preciso inventar desculpa ou matar algum parente pela terceira vez no mesmo ano para não ir às confraternizações onde há o maior número de inimigos por cadeira quadrada. Fujo de eventos assim o ano inteiro. Dividir uma cerveja é um…

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Crônicas

Ventos alísios de janeiro

Paulo Rebêlo | janeiro.2009

O mais difícil de janeiro é a balança. É quando você tenta descobrir o peso das pessoas que passaram pela sua vida, das que ficaram e, principalmente, das que voltaram.

Feita a pesagem, vem o pêndulo de um relógio de parede. Ele pende para um lado, lembrando as pessoas que você machucou um dia; e depois para outro, revivendo as que magoaram você.

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Crônicas

Novos tempos, novas táticas de conquista (online)

Paulo Rebêlo // junho.2005

Às vésperas do Dia dos Namorados, o apelo comercial da data não é novidade para ninguém. Ao mesmo tempo, a ladainha dos solitários de plantão não surpreende, sobretudo quando se origina daquelas pessoas que não admitem passar mais um dia dos namorados sem companhia. É como um atestado não-escrito de incompetência social.

O fato é que, com o advento da Internet e da crescente popularização de acesso, nunca foi tão fácil encontrar companhia. Mesmo que seja uma companhia, digamos, passageira ou quebra-galho.

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Crônicas

O homem bonzinho e seus colóquios

Paulo Rebêlo // março.2005

É muito tênue, quase inexistente, a linha que separa um homem bonzinho de um homem tolo. Adjetivo este que doravante poderá ser substituído por mané, paspalho, inepto, insosso ou zé ruela. É comum generalizar que o homem bonzinho ‘nasceu ontem’ — uma expressão redundante para aqueles homens que só querem agradar. Porque é preciso ser bem inexperiente para não saber que homens a agradar demais sempre ganham um agrado na testa. Ou melhor, um par de agrados.

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