Quando elas dizem sim

Paulo Rebêlo Portal NE10 | 07-maio-2012 | link Uma das maiores surpresas da minha vida foi quando convidei uma mulher bonita para sair e ela aceitou. Sem saber, ela acabara de violar a regra mais universal da adolescência masculina: a de que mulheres bonitas só querem sair com homens bonitos. Todos os meus objetivos de vida perderam o sentido. Eu não precisava mais ser fortão para que as mulheres bonitas olhassem para mim. Não precisava mais estudar para arrumar emprego. Não precisava mais ler vários livros por mês para parecer inteligente. Não precisava mais assistir filme francês para parecer descolado. Não precisava mais ser marxista para dar pinta de cabecista. Não precisava mais rezar antes de dormir para ver se acordava um pouco menos feio. Não precisava mais reclamar da genética por ser baixinho e míope. Enfim, não precisava mais tentar ser alguém teoricamente interessante para mulheres supostamente interessantes. Então o que sobrava para eu fazer da vida? Foi a abertura do Portal de Belzebu para um mundo totalmente novo e inexplorado. Fui à livraria procurar algum manual ou guia ilustrado, mas não encontrei. Deixei os filmes europeus de lado e fui assistir James Dean e Marlon Brando, mas não aprendi nada porque

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Elixir do emagrecimento

Paulo Rebêlo | 28.dez.2011 Com as confraternizações de fim de ano, a gente termina reencontrando umas pessoas desaparecidas do nosso convívio. E entre abraços e tapinhas nas costas, fica comprovado pela milésima vez que o melhor remédio para emagrecer continua sendo a separação. É impressionante como quase todas que perderam peso ou ficaram mais bonitas são, justamente, as que se separaram ou acabaram um relacionamento de longa data. É verdade que uma meia dúzia sofre tanto no divórcio que entra em depressão a ponto de perder a fome. Emagrecem doentes. O restante segue a cartilha da separação como se fosse um elixir. Se é para voltar ao mercado da luxúria e aos bons drinques, nada melhor do que aproveitar a passarela das confraternizações diárias de dezembro, o réveillon e o intervalo entre o fim de um ano e o início do próximo. Uma época, aliás, que todo mundo parece um pouco mais carente. Morro de medo dessas pessoas. Não sem razão. É que muitas dessas mulheres a gente já conhece do passado, quando eram casadas, perdidas no tempo e nos afazeres domésticos, sem rir das piadas sem graça dos amigos papudinhos do marido ou namorado. Anos depois, você encontra essas mesmas

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