O monstro do Lago Paranoá

Paulo Rebêlo Terra Magazine 23.março.2011 Voltar a nadar foi uma das decisões mais acertadas que tive nos últimos tempos, se não fosse pelas crianças. Dos outros. Por não ter horário fixo e chegar em qualquer horário, imaginei que poderia dar minhas braçadas em paz, sem distrações e sem concorrer com ninguém. A mocinha da secretaria tentou me alertar sobre elas, mas foi em vão. No primeiro dia da coincidência de horários, fui fazer meu alongamento normalmente, mas agora estava diante de todo aquele barulho infernal típico de quando várias crianças estão na piscina brincando. Fiquei com vontade de jogar ácido muriático na água, mas depois pensei melhor e deu até pena. Não das crianças, mas dos pais. Naquele estabelecimento, aparentemente só tocam dois CDs: um da Ivete Sangalo (Ao Vivo em Salvador) e outro de uma compilação bate-estaca dos “Baladeiros de Goiânia”. Está escrito na capa do CD, tive que ir lá conferir para ter certeza que não estava delirando. Fui cobrar um desconto na mensalidade (por insalubridade e sanidade mental) e as professorinhas de maiô entrando na bunda me acharam um tiozinho muito engraçadinho, como se tivesse contado uma piada. Se eu soltasse uma piadinha de verdade sobre o

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Por um mundo de carecas unidos

Paulo Rebêlo // julho.2006 Ficar careca é uma arte. É preciso muita concentração para não se deixar levar por aquela mentira cabeluda do é dos carecas que elas gostam mais. Inclusive, talvez o excesso de concentração seja o motivo de acelerar a queda dos cabelos. Se bem que os meus não estão mais caindo. Há tempos, eles simplesmente se jogam.

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Debaixo dos Caracóis…

Paulo Rebêlo // julho.2004 Ficar careca é uma arte. É preciso muito controle e concentração para não se deixar levar por aquela mentira cabeluda ‘é dos carecas que elas gostam mais’. Inclusive, talvez o excesso de concentração seja o motivo de acelerar a queda dos cabelos. A queda, não. Porque os meus não estão mais caindo. Agora eles se jogam.

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Geladeira Tamagotchi

Paulo Rebêlo // julho.2003 Eu só queria trocar de geladeira. Quer dizer, eu não queria trocar de geladeira, mas precisava. A nova teria que ser maior. Igualzinha à anterior, só que maior. Quando fiz minha primeira mudança, deixei claro para meu alter-ego ranzinza que não precisaria de eletrodomésticos da última geração, cheios de novidades técnicas que a gente nunca usa.

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