Fome de serial killer na Sexta-feira 13

Jason Voorhees retorna com seu facão manchado de sangue no remake do clássico homônimo dos anos 80, que estreia hoje

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco
13.fevereiro.2009

Preferências e gostos à parte, a estreia de Sexta-feira 13 (Friday the 13th, EUA, 2009) nesta sexta-feira (13!) é curiosa, mas não pela proposital coincidência de datas. Enquanto Hollywood afunda em discussões sobre o download de filmes na internet, antes mesmo do lançamento nas salas de cinema, merece respeito a estratégia do estúdio Platinum Dunes – a distribuidora é a New Line/Paramount – em relação a este aguardado remake do clássico homônimo de 1980.

Até a data de hoje, quando ocorre a estreia em diversos países, ninguém conseguiu assistir Sexta-feira 13 pela internet. O filme simplesmente não existe na rede. Um caso praticamente inédito para filmes americanos. Não que a pirataria tenha respeitado a superstição da data. Trata-se apenas de ação muito bem orquestrada de não enviar DVDs promocionais para críticos de cinema e imprensa especializada, fechar o cerco a funcionários que costumam “liberar” cópias não-autorizadas e, sobretudo, não exibir prévias em festivais ou sessões antecipadas.

Coincidências ou não, a cópia de Sexta-feira 13 enviada ao Recife, que deveria ter sido exibida ontem à imprensa pernambucana – para dar subsídios à crítica do filme, como sempre acontece – não chegou a tempo, de acordo com a nota oficial de última hora da distribuidora local. Resta ao público, a partir de hoje à noite, conferir se vale ou não a nova incursão do serial killer Jason Voorhees e suas marcas registradas: a máscara de hóquei e o facão sempre manchado de sangue.

Por maior que seja a rejeição por filmes do gênero, é impossível resistir ao impacto da franquia Sexta-feira 13 na cultura do cinema de terror. O original de 1980 foi filmado sem maiores pretensões e em apenas 28 dias. Transformou-se em sucesso imediato e, para quem não lembra, o Jason nem aparecia – o personagem ainda não havia ganho corpo, surgindo somente na continuação de 1981. Não demorou para se tornar uma franquia milionária e também ridicularizada pela crescente baixa qualidade das inúmeras continuações. E, claro, pela imortalidade de Jason.

Além de incontáveis tiros de revólver, espingarda, rifle e metralhadora, Jason já foi eletrocutado, afogado, trucidado, enforcado, envenenado, esfaqueado, atropelado, enfim, já fizeram de Jason um picadinho. Várias vezes. E ele até “ensaiou” morrer, sendo ressuscitado em seguida. E com direito a upgrades cibernéticos que o transformaram numa espécie de superman do inferno em Jason X (2001), a décima continuação.

O remake de 2009 é o 12º filme e chega após o fiasco de Freedy vs. Jason (2003), um filme de terror-cômico sobre o confronto com Freddy Krueger, de A hora do pesadelo (Nightmare on Elm Street) outra franquia de similar sucesso e tantas continuações quanto. O primeiro Hora do pesadelo só foi lançado em 1984 – o mesmo ano do quarto capítulo de Sexta-feira 13, quando Jason “morre” pela primeira vez.

Embora seja um remake do original, o Sexta-feira 13 de 2009 agrega passagens dos quatro primeiros filmes de Jason, até mesmo para poder apresentar o personagem e mostrar como surgiu a famosa máscara de hóquei.

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