Crônicas

30mar
Mariposas e mariposa bruxa

Não tenho jardim, mas as mariposas me visitam mesmo assim

Tenho medo da maioria dos bichos que voam e rastejam, então quando elas chegaram pela primeira vez, meu comportamento foi do típico assassino de vassoura. Não funcionou muito bem, porque a cada mariposa expulsa da parede, duas voltavam. Nos dias seguintes, deixei a vassoura de lado e me transformei no genocida do Baygon. Comportamento o qual não guardo o menor orgulho. Pelo contrário, hoje carrego uma culpa tão grande que fui tentar descobrir do que as mariposas se alimentam.
01jan

Parei de escrever com medo de me entender

É uma expectativa improvável, para não dizer impossível. Ninguém escreve para ninguém ler. Quero apenas colocar para rua as toneladas de sentimentos e observações da minha própria estrada.
23maio

Os cachorros de Bucareste

Da minha primeira incursão na capital da Romênia, nada me chamou mais atenção do que a quantidade de cachorros enormes e peludos pelas ruas de Bucareste. Pareciam ursos domésticos dentro de uma coleira fininha.
07maio
(c) rebelo.org

A diferença de tempo entre idades diferentes é a soma das expectativas

Fico feliz, de verdade, que várias de minhas amigas na faixa dos 40 a 50 anos de idade estejam saindo com homens bem mais novos. Por vontade própria, porque querem e porque podem. Embora o interesse e o desinteresse nada tenha a ver com idade, a diferença cronológica às vezes direciona as expectativas para argumentos enviesados.
04jan
A dureza do meu calcanhar

A dureza do meu calcanhar é a leveza da minha história

Quando coloquei os pés na areia da praia de Atalaia, em Aracaju, tentei lembrar há quantos anos eu não andava de frente para o mar e sem hora para voltar. Faltavam dois dias para virar o ano de 2018 e começar 2019. Atalaia é ótima para caminhar, mas acho que levou vinte minutos até meu calcanhar começar a reclamar. Será que eu estava enferrujado há tanto tempo?