Apagão, louvado sejas tu

Paulo Rebêlo // maio.2001 É incrível como ainda existem pessoas que não conseguem ser simpáticas ao apagão. Parece mentira, mas ainda tem gente que não aprende: esta é uma oportunidade única em nossas vidas. São tantas coisas boas em conseqüência do apagão que apenas uma crônica não foi suficiente. O tal Ministro do Apagão, Pedro Parente (parente de quem, ninguém sabe), anunciou que o governo começa a analisar a possibilidade de decretar como feriado nacional a segunda-feira. Todas elas.

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Baby boom do apagão

Paulo Rebêlo // maio.2001 Estou impressionado com a quantidade de pessoas que reclamam sobre o iminente apagão generalizado que pode ocorrer no Brasil. Incrível como o pessimismo reina perante a sociedade quando, ao menos, poderiam pensar em tantas coisas boas para se fazer no escuro. Neste exato momento eu não consigo pensar em tantas, mas quem precisa de opções quando se tem o melhor argumento: vamos fazer menino?

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Revolta dos eletrodomésticos 2/2

Paulo Rebêlo // maio.2001 Duas horas (cronometradas) depois do pipoco seguido da falta de energia, ligo ao prontidão da CELPE e recebo como resposta: “meu senhor, não está faltando energia no seu bairro, estou olhando nos computadores e não tem nada aqui.” Computadores, a culpa é sempre deles. A perdição do homem contemporâneo. Não mandei os computadores para aquele canto porque já basta o que o meu precisa ouvir quando o Windows trava. E, cá para nós, trava muito.

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Revolta dos eletrodomésticos 1/2

Paulo Rebêlo // maio.2001 Para o dicionário, ranzinza é aquele indivíduo birrento, insistente, teimoso, aborrecido, rabugento, impertinente, ranheta. O pai dos burros é demasiadamente meticuloso. Pode-se definir ranzinza apenas como aquele cidadão muito, muito chato. Simples assim. Pelos motivos acima expostos e outros quinhentos a mais, um ranzinza precisa morar só. Trata-se de um respeito social com os demais. Questão puramente cognitiva: se o ranzinza não vai ter em quem descontar a chatice, vai sobrar para a geladeira, o fogão, o microondas, a televisão…

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A pena misteriosa

Paulo Rebêlo // abril.2001 Quem mora sozinho, deve presenciar barulhos estranhos e situações inusitadas que sempre ocorrem e você não tem ninguém para lançar aquele olhar inquisitório e indagar sobre o acontecimento. Afinal, sem dúvida, duas cabeças sempre pensam melhor do que uma. É comum, no meio da madrugada, ouvir uma martelada oriunda do andar superior e ficar imaginando hipóteses das mais extravagantes. Enfim, são fenômenos domésticos os quais, apesar de esdrúxulos, normalmente não geram dores de cabeça para descobrir as causas. Como, por exemplo, acordar no meio da noite com o cheiro de queimado no ar e só então lembrar que esqueceu o forno ligado. Era uma vez o jantar requantado de duas semanas.

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Como conquistar uma mulher

manual prático para o galanteador pós-moderno do novo milênio Paulo Rebêlo // abril.2001 Todo ano as pessoas se olham no espelho e dizem para si mesmas: eu vou mudar. O contexto psicológico e desesperador na frase “eu vou mudar” é clamoroso o suficiente para fazer com que não queiramos entrar no mérito reflexivo da questão. Não posso falar em nome das mulheres, porém, no caso dos homens o “eu vou mudar” quase sempre significa o seguinte: este ano eu vou traçar o dobro de mulheres que papei no ano passado. Como o dobro de zero é zero, a situação permanece estagnantemente nula. Todavia, 2001 não é apenas um ano qualquer. É o primeiro ano do novo milênio e do novo século – tá certo, você não agüenta mais a ladainha de “novo milênio” e “novo século”. Nem eu, mas vou fazer o quê? Preciso agradar as esotéricas que, por sinal, têm um fogo… A fim de ajudar as almas masculinas em súplica, a revista IstoÉ publicou, em janeiro, o resultado de uma pesquisa de opinião sobre o que as mulheres mais gostam nos homens. Eis as características que elas mais apreciam nos seres humanos de duas cabeças, de acordo com

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Cinema para solteiros

Paulo Rebêlo // março.2002 Quando foi a última vez que você convidou alguém do sexo oposto para ir ao cinema? Não vale namorada/noiva/esposa, amizades coloridas ou parente. Até porque, sabemos todos, parente é serpente. Nunca anunciei nada em classificados de jornal; mas se um dia eu houvesse de pagar por um anúncio, seria mais ou menos assim: “Procura-se: companhia para ir ao cinema, sem compromissos, mas…” Mas, na eventualidade de tal companhia ser atraente e, de quebra, puder ser simpática e inteligente, fica difícil não pensar em um after hours. Nada que uma seqüência de pensamentos insanos não resolvam: a Marlene Mattos nua ou a Hebe só de calcinha, por exemplo. Explica-se: não há duvidas de que existam pessoas do sexo oposto que conseguem se convidar para o cinema sem pintar um certo clima de te(n)são. Também é fato que existem pessoas que gostam de ir ao cinema sozinhas.

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Invenções do novo milênio – III

Paulo Rebêlo // dezembro.2000 Em continuidade às crônicas anteriores, onde abordamos invenções na área de relacionamentos, vejamos agora o que poderia ser inventado no setor de gastronomia, meu predileto.

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Invenções do novo milênio – II

Paulo Rebêlo // dezembro.2000 PARA OS HOMENS – Todo mundo já viu propaganda na TV sobre aparelhos auditivos para surdos, aqueles cotocos grudados na orelha. Por que não ainda inventaram um aparelho auditivo para não-surdos, ou seja, para quem consegue ouvir muito bem? A razão social do aparelho seria outra, é claro. Sabe quando você sai com alguém do sexo oposto para jantar, por exemplo, e a supra-citada passa a noite inteira fazendo seu ouvido de pinico? Ela começa a falar do momento em que coloca os pés no carro até a hora em que se despede e vai pra casa. Se brincar, ela não pára de falar nem na hora do papai e mamãe.

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