Os números revelam: não acredite em números

Paulo Rebêlo Revista Backstage junho 2004 A briga de dondocas entre indústria fonográfica, usuários e artistas continua de vento em popa. A indústria continua cega, os usuários permanecem céticos e a classe dos artistas segue desunida, como sempre.

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Bufunfa, política e terrorismo

Paulo Rebêlo Revista Backstage maio 2004 Foi notícia novamente: um estudo realizado por dois acadêmicos americanos demonstrou que programas do tipo P2P (peer-to-peer) na internet, quase sempre utilizados para trocar arquivos MP3, afetam muito pouco ou nada a vendagem de CDs. O trabalho foi produzido por Felix Oberholzer-Gee, professor da Harvard Business School; e por Koleman Strumpf, da Universidade da Carolina do Norte.

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Poço das Trincheiras, a ‘cidade-fantasma’

Não existe nem feira no município que tem os piores indicadores de mortalidade infantil e renda de Alagoas e IDH dos mais baixos do país Perfil do Município Área: 304,1 km² km² Distância da capital: 174,5 km População total: 13.222 habitantes População rural: 11.665 habitantes (88,2% do total) IDH: 0,499 (21º menor do Brasil e 3º menor do Estado) Taxa de analfabetismo: 51% Taxa de analfabetismo funcional: 77,3% Esperança de vida ao nascer: 55,9 anos Mortalidade na infância**: 109,67 por mil * Dados de 2000 ** Até cinco anos de idade Fontes: “Censo 2000” e “Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil” Paulo Rebêlo enviado especial PNUD link original Poço das Trincheiras, sertão norte de Alagoas, é uma boa locação para filmes de faroeste. O caubói entra na cidade e não encontra uma alma viva para contar história. Quase uma cidade-fantasma durante a maior parte do tempo, a constante preocupação da prefeitura em manter as ruas impecavelmente limpas parece agravar, ainda mais, a sensação de que gente é uma espécie rara durante o dia. Vários fatores indicam que Poço não deveria ser assim. Não obstante a classificação do PNUD, a qual aponta o município como um dos mais pobres do país

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Celebridades digitais

Paulo Rebêlo Revista Backstage abril 2004 Hoje, os quinze minutos de fama vão para aqueles provedores de acesso que, a favor das expectativas dos usuários e contra a vontade da indústria fonográfica, se voltam contra grandes gravadoras quando estas resolvem acioná-los judicialmente para que liberem informações confidenciais sobre seus clientes. Informações tais cujo teor é simples: o que os usuários baixam (download) e enviam (upload) pela internet. Música? Com que intensidade? Quantos megabytes por dia?

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Manari, onde IDH é baixo e água vale ouro

Em Pernambuco, cidade de menor Desenvolvimento Humano do país tem renda per capita de R$ 30 e esperança de vida de 57 anos Paulo Rebêlo Revista Carta Capital / PNUD * fotos: João Carlos Mazella 03 de abril de 2004 Manari, no sertão de Pernambuco, assusta pelos números. Segundo a classificação do PNUD, o município tem o menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Brasil. A renda per capita média de R$ 30,43 mensais só não é inferior, entre 5.507 municípios do país, à da recordista Centro do Guilherme, no Maranhão, com R$ 28,38. Na prática, quase não existem fontes primárias de renda. A maior parte da população de 13 mil habitantes sobrevive, principalmente, de três recursos: lavoura de subsistência, assistência governamental e aposentadorias. Com uma base econômica que sequer pode ser chamada de incipiente, é de se espantar como um único município consegue agregar tantos contrastes ao mesmo tempo. Afinal, a falta de renda em Manari é compensada pelas sobras de dedicação, companheirismo e um inexplicável carinho por aquele pedaço de terra a poucos quilômetros da divisa com o Estado de Alagoas, no miolo de uma região de difícil acesso, sem estradas e sem água encanada. Manari foi

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Recolhimento de recorrências

Paulo Rebêlo Revista Backstage março 2004 Enquanto todo mundo se cansa de ler matérias sobre os prejuízos bilionários que o MP3 causa à indústria fonográfica, sem nenhum questionamento além do que vem escrito nos releases para imprensa, tem muita gente descansando e rindo à toa com as mesmas galinhas de ovos de ouro que perduram desde sempre. Durante o ano passado, gastamos a paciência do leitor com algumas colunas sobre o jabá nas rádios. Vejamos agora um enfoque sobre a arrecadação dos direitos autorais. Justamente o tal do copyright que as gravadoras tanto batalham para colocar na mídia.

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Adeus às armas (e aos CDs)

Paulo Rebêlo Revista Backstage fevereiro 2004 Muita gente (eu incluso) já aboliu o uso de CDs de música em casa. Pegar a sua coleção de Bossa Nova e ficar trocando de disco, enquanto trabalha ou faz qualquer coisa no computador, não é uma tarefa convidativa. Bem mais simples é transformar seus CDs em MP3, armazená-los no computador – ou até mesmo gravar em outro CD, porém no formato digital – e quase nunca trocar. Com o MP3, você escuta horas e horas. Acaba o expediente e não acaba a música.

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Eles (também) não pedem desculpas

Paulo Rebêlo Revista Backstage janeiro 2004 Deixemos opiniões musicais de lado e vamos ao fatos. Caetano Veloso esteve recentemente no Recife, onde foi homenageado com o título de cidadão pernambucano na Assembléia Legislativa. Ele e Paula Lavigne parecem ter se divertido na praia de Boa Viagem, sobretudo quando encontraram um vendedor de CDs piratas que, ao ver o casal, correu para avisar que já tinha a trilha do filme Lisbela e o Prisioneiro. Para vender, é claro.

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O caso APDIF vs. Alvir Reichert Júnior

Paulo Rebêlo Revista Backstage novembro 2003 Segundo a associação que representa as gravadoras, o brasileiro preso por vender CDs com MP3 foi notificado mas prosseguiu. A defesa dele diz que o réu tem bons antecedentes e depoimentos apontam como bode expiatório. Tivemos acesso a uma série de documentos, registros e depoimentos sobre o esquema entre o site MP3 Forever, de Alvir Reichert Júnior, e a confusão que alguns setores da mídia parecem ter deixado passar em branco.

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