Pinheirinho e os eleitores cordiais

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco | 20.abr.2012 | link | email Três meses depois, o assunto desapareceu do noticiário. Mesmo assim, ainda hoje encontramos grupos de direitos humanos discutindo a desocupação das famílias em Pinheirinho pela polícia de São Paulo. De carona na discussão, há uma dúvida recorrente e de amplitude nacional: será que todas as pessoas que ficaram escandalizadas e foram às ruas e às redes sociais para protestar irão, mais uma vez, colocar no poder os mesmos responsáveis por aquela injustificável truculência com as famílias desabrigadas? Há centenas de Pinheirinhos, todos os dias, em todo o Brasil. Estão na falta de livros e professores nas escolas, no sucateamento dos hospitais públicos, na ausência de saneamento básico, segurança pública, infraestrutura e dignidade. Também protestamos contra tudo isso, é verdade. Curiosamente, meses depois colocamos no poder os mesmos responsáveis pelos mesmíssimos Pinheirinhos. A história política do Brasil nos comprova que somos frutos de gerações inteiras de eleitores bem cordiais. Com muita fé na humanidade e também nas promessas de campanhas que, vejamos bem, são exatamente iguais de norte a sul. Nas ruas e na internet, todos conclamam que os governantes deveriam ter vergonha do que aconteceu em Pinheirinho. Que deveriam ter

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Bicho da maçã: vírus no Mac

Paulo Rebêlo Webinsider/UOL – 09.abr.2012 link O alerta de quase 600 mil Macs infectados por vírus é o fim da picada. Muita gente traumatizou-se tanto com os vírus no Windows que, quando alguém diz “Mac não pega vírus”, praticamente entrega o passaporte carimbado para um Macbook na loja mais próxima. Conheço várias dessas pessoas que migraram do PC para Mac unicamente para não se preocupar em “ter cuidado na internet” ou tentar descobrir se o antivírus está atualizado ou não. É um alívio ter que se preocupar apenas com o seu trabalho sem medo daquela sua tia lá de Marabá que aprendeu a usar internet e envia doze arquivos de Powerpoint por dia para o seu e-mail. Ali pelos anos 80 e início dos 90, era quase uma verdade universal que as próprias empresas de segurança criavam vírus para ter mercado. Com o advento da internet, essa teoria perdeu o sentido porque nós fazemos o trabalho deles. Hoje, essas empresas só precisam se preocupar em criar alarmes e tocar o terror. É tanta gente infectada (sem nem desconfiar) e tanta gente que ainda usa Windows sem antivírus que, na prática e na planilha, o lucro dessas empresas de segurança só duplica a cada ano. E

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Paywall e jornais brasileiros

Sites de jornais e revistas procuram modelos para cobrar pelo conteúdo produzido para o impresso Paulo Rebêlo Webinsider – 25.mar.2012 | link Editores e diretores de jornais e revistas agora só querem saber desse tal de paywall. Parecem esquecer que foram eles mesmos que cancelaram, uma a uma, todas as tentativas e experimentações de usar um sistema adaptado de cobrança por conteúdo no Brasil. Escolheram o caminho mais fácil — e menos inteligente — de fechar tudo para assinantes. Em geral, foram decisões cuja fundamentação podemos resumir em apenas duas razões: pressão do departamento comercial e total falta de qualificação e conhecimento em termos de internet. Agora, com as incessantes e insistentes autopromoções de jornais como o The New York Times e The Washington Post, que evidentemente têm total interesse de que a ideia pegue e vire moda, muita gente acha que o paywall é a solução do velho dilema de cobrar ou não cobrar por conteúdo na internet. Limitações Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, o paywall é um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias por dia. Ultrapassado o limite, o usuário

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Brazil’s Security Concerns Rise as 2014 FIFA World Cup Approaches

Paulo Rebêlo Diálogo – March 5, 2012 link original BRASÍLIA — The head of the Federal Police in São Paulo is preparing his officers for Brazil’s upcoming 2014 FIFA World Cup. South America’s largest country has never had to deal with a major terrorist attack and officially dismisses the existence of terrorists within its borders. But Roberto Troncon Filho told Brazil’s largest daily newspaper that the World Cup will present local authorities in a dozen cities with unique safety challenges. “In Brazil, the [threat] level is very low, but an event like the World Cup can provide the opportunity for an attack, not against the Brazilian people, but against an international delegation,” Troncon told Folha de S. Paulo in a recent interview. The month-long event, scheduled for June 12 to July 13, 2014, will mark only the second time in history that soccer’s most important tournament has taken place in Brazil; the first time was back in 1950. Twelve Brazilian cities were selected as World Cup venues out of the 17 that applied. The 12 are Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador and São Paulo. Targeted infrastructure initiatives in the host

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A palavra-chave para o futuro da Apple

Paulo Rebêlo Webinsider/UOL – 06.out.2011 link Para o mercado, nada muda com a morte de Steve Jobs. Em termos de inovação, porém, o futuro da Apple reside em apenas uma palavra-chave: conivência. Grandes empresas de tecnologia como Apple, Google, Facebook e Microsoft funcionam como nações presidencialistas e sem um federalismo forte. Não importa quantos prefeitos e governadores reivindiquem decisões. A decisão final sempre irá passar pelo crivo do presidente. Você pode ter dez ministros corruptos. Eles só continuam no cargo se você for conivente. O mesmo vale para programadores e engenheiros de software. A conivência com falhas é universal para cargos e funções. Desde que Bill Gates deixou o cotidiano da empresa para se dedicar apenas à filantropia, o mundo nunca mais viu sequer um grande produto da Microsoft. Trinta anos depois, a Microsoft tornara-se uma empresa sem orientação clara e definida, mesmo tendo alguns dos melhores engenheiros do mundo. Quem ainda escuta alguma coisa do Yahoo? Perdemos as contas de quantos presidentes e CEOs começaram a dar as cartas, sempre com as decisões questionadas ou emperradas por vários “governadores”. Qual foi o último grande produto do Yahoo, aliás? Temos a America Online (AOL) que durante anos foi sinônimo de

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Lion não é o rei da selva

Paulo Rebêlo Webinsider/UOL – 21.jul.2011 link Se você é semi-cardíaco feito eu, o Mac OS X Lion é quase um atentado às pontes de safena da humanidade. Interessante notar que, se depender dos sites especializados em Apple e a legião de adoradores de Steve Jobs, o Lion é praticamente a última coca-cola no deserto. A bala que matou Kennedy. A gilete da Vera Fischer. Já mostramos as principais novidades deste novo Mac OS. Agora, vejamos os sustos que podem lhe tirar um pouco de paciência. Pequenos problemas presentes desde a primeira versão beta do Lion (testamos todas) até a versão final que você pode comprar na App Store por 29 dólares.

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Por dentro do Mac OS X Lion

Conheça as principais novidades do novo sistema operacional da Apple, os cuidados e perigos antes de instalar, requisitos mínimos, dicas de sobrevivência na selva e como fazer um pendrive de boot para instalar o Lion em várias máquinas.

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Alternativas ao Microsoft Office para Mac

Paulo Rebêlo Webinsider, 21 de março de 2011 link Existe vida além do Microsoft Office para Mac. Principalmente para profissionais que trabalham escrevendo. O popular OpenOffice também tem versão para Mac. E é praticamente idêntico ao pacote para Windows. Ou seja, se você gosta, vai continuar gostando. Se não gosta, continue longe. Os aplicativos são honestos. A exemplo da opção para Windows, falta um programa de e-mail, há recursos deixados de fora e o pacote não é tão leve quanto poderia ser. Tem bugs do mesmo jeito. Mas atende a tudo que 90% dos usuários precisam. Um “genérico” do OpenOffice é o NeoOffice. É honesto, vale a tentativa, chega a ser mais interessante no Mac do que o OpenOffice. Os dois, contudo, pecam pela interface. Visual espartano. Chega a dar pena olhar para janelas e ícones tão pobres no MacOS. Se visual for besteira para você, tente os dois. Até o Pages é mais requintado do que o OpenOffice no Mac. E por falar nele, tente experimentar esse programa “desconhecido” dos usuários Windows. É a solução integrada ao pacote iWork (2009), da própria Apple. Ao usar o Pages, você pode salvar todos seus arquivos com uma cópia em formato .doc automaticamente. Vai resolver questões de

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Microsoft Office 2011 para Mac

Novos recursos e visual renovado contrastam com problemas de performance e bugs inexplicáveis. Paulo Rebêlo // Webinsider O jeito mais fácil de ter dor de cabeça no Mac é usar qualquer programa da Microsoft. São pesados, bugados e não funcionam direito. A opção simples seria deixá-los de lado. Contudo, por incompetência ou falta de interesse da própria Apple, até hoje não apareceu um substituto ao Microsoft Office para Mac no ambiente corporativo. O novo Office 2011 para Mac é, de fato, um grande avanço quando comparado às versões 2008 e 2004. Não à toa, os primeiros reviews do produto são só elogios. Primeiro, porque as versões anteriores são muito ruins. Segundo, porque só depois de um certo tempo de uso vamos descobrir que nem tudo são flores.

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