Plano Cultural do Recife dorme na Câmara

POLÍTICA // Documento entregue ao legislativo municipal em dezembro deveria ter tido a primeira audiência quarta-feira passada, adiada sine die Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 05.abril.2009 A espera vem de longe e não tem data para terminar. Na Prefeitura do Recife (PCR) e no Conselho Municipal de Cultura, a opinião é unânime quando o assunto é política cultural. Para eles, o desenvolvimento da cultura passa diretamente pela aprovação do Plano Municipal de Cultura (PMC) na Câmara de Vereadores. Por outro lado, para boa parcela dos produtores e agentes culturais, o otimismo chega com dificuldade quando, ao analisar o PMC, encontra-se um discurso já conhecido dos oito anos de gestão municipal.

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Do São Francisco ao Capibaribe

CULTURA POPULAR // Grupos Caçuá e Bongar se unem para manter vivas tradições dos griôs Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 05.abril.2009 Griô é um caminhante, educador, poeta, contador de histórias. Às vezes, até mediador político. Antes de mais nada, mestres griôs são artistas populares. Carregam na memória as artes seculares, ensinadas por antepassados africanos, cada vez mais esquecidas pelos jovens. Do rio São Francisco, desde a foz no estado de Alagoas, eles cantam, dançam, produzem, contam histórias e querem mostrar um pouco do que sabem aqui no Recife. Hoje, o auditório da Livraria Cultura recebe às 17h a fusão de duas sonoridades distintas, a partir de um curioso projeto do Grupo Bongar, de Olinda, aliado ao Grupo Caçuá, da cidade alagoana de Piaçabuçu, a 140 km de Maceió. O Bongar nasceu de um trabalho musical realizado desde 2001 pelo vocalista Guitinho da Xambá, nascido e criado na comunidade Quilombola Xambá – considerado o único povoado desta linhagem africana no Brasil. O Caçuá, por sua vez, surgiu da necessidade de manter vivas as tradições esquecidas, seja por meioda música, do teatro ou artesanato alagoano. Juntos, os dois grupos resolveram investir na convivência com os mestres griôs. Ouvir as histórias, aprender

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Brás Cubas provoca polêmica até em quadrinhos

Obra clássica de Machado de Assis é vertida de 176 páginas para uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 29.março.2009 A obra em si mesma é tudo, resume o defunto Brás Cubas. É uma desnecessária tentativa em explicar o motivo de relatar, diretamente do além, suas memórias póstumas – sem cortes e sem pudores. Ao lançar a adaptação em quadrinhos do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, a editora Escala Educacional não imaginava que um dos personagens mais interessantes da literatura brasileira continuaria a causar polêmica no além-vida, tantos anos depois. Espanto similar ao causado entre críticos literários em 1880, quando esta obra clássica de Machado de Assis foi publicada no formato de folhetim, em capítulos, ganhando corpo de livro no ano seguinte. Título mais recente da coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, o gibi de Brás Cubas resume as 176 páginas de Machado de Assis em uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas. E desencadeou discussão polêmica, embora saudável, sobre os limites de “popularizar” a literatura brasileira em quadrinhos, uma tentativa declarada (e talvez justa) de atrair adolescentes que, supostamente, perderam interesse nos originais. Na internet, ainda antes do lançamento oficial pela editora Escala, em

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Vale tudo para assistir ao Iron Maiden

Fãs de todos os estados do Nordeste estão vindo em caravana para conferir a única apresentação da banda no Recife, na terça-feira, no Jockey Club Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 29.março.2009 Eles só não vendem a mãe, mas há quem desconfie. De resto, vale tudo para assistir à primeira e única apresentação do Iron Maiden no Recife, nesta terça-feira (31), no Jockey Club. Ingressos comprados desde o início das vendas pela internet, os fãs estão vindo em caravanas de todos os estados do Nordeste.

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Sonoridades do São Francisco

Grupo Caçuá, do ponto de cultura Olha o Chico, de Piaçabuçu, em Alagoas, e o Bongar, de Pernambuco, juntaram forças para resgatar arte de mestres griôs. Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 28.março.2009 Analfabeto, iletrado e sem conhecimento suficiente para ensinar nada. Quem não conhece Cícero Lino, pode até acreditar. Porque assim ele se apresenta aos desavisados que se aproximam dos muros verdes de sua casa. Estamos no centro de Piaçabuçu, um pequeno município na foz do rio São Francisco em Alagoas, a 140 km de Maceió e 400 km do Recife, pelo litoral. A exemplo de outras cidades abraçadas pelo rio, não é apenas o cotidiano das pessoas que depende das águas. Aqui, os sons, a poesia e as histórias estão diretamente ligadas à onipresença do Velho Chico. O jeito de se apresentar não é falsa modéstia de Cícero Lino. Apenas fruto da curiosa trajetória deste simpático mestre pifeiro, natural de um sítio na fazenda Gameleira, distrito de Penedo. Aos 65 anos de idade, dos quais os últimos 19 em Piaçabuçu, Cícero Lino consegue “tirar” som de qualquer pífano que chegue às mãos. Certa vez, a pedidos, ele mesmo fez dois instrumentos usando apenas cano PVC. E os guarda

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Política Cultural // Lei Rouanet recebe sugestões dos comuns

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 25.março.2009 Se é para reclamar, que seja para todos ouvirem. Pelos próximos 42 dias, o Ministério da Cultura (Minc) quer saber quais são as principais sugestões dos brasileiros para modificar a atual Lei de Incentivo à Cultura, também conhecida como Lei Rouanet. A proposta de revisão pode ser lida no site do Minc (www.cultura.gov.br) e a consulta pública está aberta. O objetivo é alterar o atual modelo de financiamento para o setor cultural brasileiro.

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Estranha nostalgia de Maurício de Nassau

Cinema // Documentário Doce Brasil Holandês questiona a saudade que os pernambucanos têm do invasor europeu Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 25.março.2009 Passados quase 400 anos do domínio holandês, ainda ecoa entre historiadores e brasilianistas a teoria de que o Nordeste do Brasil poderia ter se desenvolvido bem mais sob a bandeira da Holanda em vez da regência de Portugal. Entre outros argumentos, expõe-se o tempo em solo pernambucano do Conde Maurício de Nassau, o príncipe holandês responsável pelo início de uma série de construções e reparos estruturais então restritos à Europa, a partir da ideia fixa em construir sua cidade ideal: Maurícia.

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Quando o visitante somos nós

CINEMA // Segundo longa de Thomas McCarthy explora o delicado terreno da hipocrisia Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 22.março.2009 Se você está cansado da sequência de filmes indicados ao Oscar ou da pirotecnia dos lançamentos recentes, não perca a “visita” ao Recife do segundo filme dirigido pelo ator Thomas McCarthy. Visita rápida por sinal. Porque O visitante (The visitor, EUA, 2007) tem prazo de validade no Recife, exibido apenas entre 20 e 27 de março no Box Guararapes, isto depois de levar mais de um ano para ser distribuído oficialmente por aqui, enquanto o DVD já circula em outras praças.

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Um mundo de conhecimento no caçuá do burrinho

Projeto Livros Andantes iniciado domingo em Amaraji, transforma cesto de equino em biblioteca-móvel para incentivar o hábito da leitura Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 17.março.2009 Amaraji – Aos 19 anos, Riana Mércia sonha em entrar para a faculdade de Pedagogia, uma realidade aparentemente distante para a maioria dos seus colegas no povoado de Estivas, na zona rural de Amaraji, a 92 km do Recife. Enquanto o vestibular de julho não chega, ela ajuda outros a sonhar. Desde domingo (15), Riana é peça fundamental de um curioso projeto chamado Livros Andantes. Pendurados no caçuá de um burrinho transformado em biblioteca-móvel, cerca de 100 livros ficam disponíveis para dramatização e empréstimo. Basta deixar o nome e devolver no domingo seguinte. Riana Mércia não é autora da idéia, mal conhece os coordenadores do projeto, mas é uma das professoras da Escola Conceição Barbosa Lima e Silva, antes conhecida como Escola 1º de Agosto. A mesma onde terminou seu ensino básico e fundamental. Hoje, com o apoio da biblioteca-móvel, ela ganha um aliado para incentivar o hábito de leitura em crianças como Raiane, Fabiana, Tiago, Enderson, Edvânia, Rose, Avani e Débora. “O pessoal aqui não gosta muito de ler, mas as crianças na

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