Miles Davis // 50 anos de Kind of Blue

Relíquia para os amantes do jazz e de Miles Davis chega ao país com oito meses de atraso Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 19.abril.2009 Não é de hoje que artistas se tornam ícones de uma geração ou de um estilo musical. Curioso é quando um simples álbum com somente cinco músicas, gravado em apenas duas sessões, sem produção e sem pretensão de absolutamente nada, transcende o próprio artista e sua carreira. Assim é Kind of blue, o mais conhecido (e vendido) disco de Miles Davis. Com oito meses de atraso, finalmente chega ao Brasil a edição especial de 50 anos de lançamento. Uma relíquia para poucos. Lançado em setembro do ano passado nos Estados Unidos, a caixa comemorativa é um verdadeiro luxo. Além de dois CDs com diferentes versões das cinco músicas originais – So what, Freddie Freeloader, Blue in green, All blues e Flamenco sketches – e gravações até hoje inéditas, a caixa traz um LP de 180 gramas (isso mesmo, disco de vinil), um pôster gigante, um DVD para colecionadores contendo cenas de making-off e a biografia de Miles, um livreto com textos escritos por especialistas e inúmeras fotos da segunda sessão de gravação do álbum histórico. Infelizmente,

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Batalha entre vampiros e lobisomens

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 18.abril.2009 Uma sanguinária batalha milenar explode entre duas tribos poderosas e imortais. De um lado, vampiros. De outro, lobisomens. Eles não se bicam, claro, mas uma paixão entre representantes de cada lado pode mudar todo o destino da humanidade. Não é sinopse de desenho animado, mas é quase. Trata-se do terceiro filme da franquia Anjos da Noite (Underworld), sempre com relativo sucesso de bilheteria nos Estados Unidos e no Brasil, sobretudo entre os mais jovens.

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“Dúvida” expõe a pedofilia na igreja católica

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 17.abril.2009 Cinéfilos católicos, tremei. Antes que resolvam excomungar o diretor, os atores e quem for ao cinema, uma boa opção é a estreia de Dúvida (Doubt, EUA, 2008) com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman. Streep está brilhante no papel da freira conservadora que, aos poucos, começa a desconfiar do padre Flynn. A dúvida começa a se transformar na estranha certeza de que o padre está seduzindo um garoto negro de 12 anos, embora as evidências não sejam claras e nem compartilhadas por outras freiras.

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Lília Cabral novamente no Divã

Atriz recria a personagem Mercedes, sucesso absoluto no teatro, no filme que chega amanhã aos cinemas de todo o país Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 16.abril.2009 Para divulgar Divã (Brasil, 2009), cuja estreia ocorre amanhã em todo o país, a atriz Lília Cabral enfrentou uma verdadeira batalha de holofotes. De cartazes a material promocional, além de várias entrevistas na imprensa, ela está em todas, sempre disposta a defender este novo filme dirigido por José Alvarenga Jr. Ao menos em termos artísticos, a superexposição de Lília é até merecida. Além de protagonista do filme, é ela quem consegue segurar sozinha mais um produto milimetricamente moldado para ser uma espécie de novela na tela grande – com direito a Reynaldo Gianecchini no papel de sempre, galã quase mudo.

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Longa estrada para a interiorização da cultura

Gestão pública // Equipes da Fundarpe têm percorrido o Estado em mais uma tentativa de ampliar a política cultural Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 13.abril.2009 Parece um túnel do tempo. Você fecha os olhos e escuta técnicos do governo e representantes de grupos e associações culturais debatendo as dificuldades de comunicação, de captação de recursos, de organização e sobre a burocracia inerente às gestões públicas. As reuniões levam horas, em lugares e cidades diferentes. Terminam com um sem número de propostas e promessas. O tempo passa, você abre os olhos e vê que os técnicos mudaram, a cidade é outra, mas as discussões, os argumentos e as promessas parecem idênticas – embora a roupagem e os termos sejam diferentes.

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Mais uma tirada do rei dos nerds

Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 12.abril.2009 Fazer um filme pornô só por brincadeira e para conseguir pagar as contas do mês pode parecer o paraíso para os homens, mas é claro que devemos esperar muita confusão e sarcasmo quando o roteiro tem o aval de Kevin Smith. Diretor cultuado graças a uma série de comédias moderninhas e de ótimos personagens que rapidamente conquistaram o público, Smith assina o roteiro e a direção nesta comédia com Seth Rogen e Elizabeth Banks. Em Pagando bem, que mal tem? (Zack and Miri make a porno, EUA, 2008), o casal de amigos se vê com dívidas até o pescoço e, muitas discussões depois, resolvem produzir por conta própria um caseiro filme pornô. Com direito a seleção de elenco, locações “fetiches” e até mesmo um roteiro com “história”, naturalmente.

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Comédia francesa com influência do besteirol

CINEMA // Ao ser atropelado, o problemático contador Jean-Christian Ranu, vivido por Daniel Auteuil, incorpora o espírito do motorista que morreu no local Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 10.abril.2009 Daniel Auteuil faz parte de um pequeno grupo de atores franceses que não precisa explicar os filmes nos quais atua. E não são poucos, na carreira deste argelino de nascença, com onze prêmios nas costas e 14 indicações, até hoje mantendo-se distante de Hollywood sem a menor crise de identidade.

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Abril chega com cortes na cultura

Política Cultural // Crise financeira reduz patrocínios de eventos realizados no Recife Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 07.abril.2009 A crise financeira mundial é o argumento da vez para o corte nos orçamentos de diversos setores da administração pública. Na cultura, uma pasta carente de recursos por natureza, não é diferente. Somente em abril, três grandes e consolidados eventos locais – Paixão de Cristo do Recife, Cine PE e Abril Pro Rock – enfrentam problemas com as cotas de patrocínio da Prefeitura do Recife e, em menor escala, de fontes corporativas. De acordo com os organizadores de cada evento, 2009 será o ano mais fraco em termos de estrutura e duração. É o caso do espetáculo da Paixão montado no Marco Zero. Em vez dos cinco dias habituais, a peça ocorrerá em apenas três. “Nosso custo para os cinco dias é de R$ 400 mil. A prefeitura cortou R$ 100 mil dos R$ 200 mil que repassava, nos forçando a tomar uma série de medidas”, explica o idealizador, diretor e Jesus Cristo José Pimentel. No caso da Paixão, o corte foi apenas da prefeitura, já que os outros patrocinadores – governo estadual, CNI, Sesc e Unilever – mantiveram as cotas. Em

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Nação Cultural reforça ação no interior

Festival que vai circular por dez regiões do estado levou a Goiana discussões sobre o fazer cultural e oficinas de bonecos, adereços e cinema de animação Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 06.abril.2009 Goiana – Via de regra, shows em praça pública costumam ser o ponto alto das iniciativas de governos no interior do estado, quando não são, de fato, a única atração. Em Goiana, a 63 km do Recife, a festa também se destacou no encerramento do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte na sexta, sábado e também ontem. Mas é o aprendizado das oficinas, ministradas durante toda a semana passada em Goiana, uma das apostas da Fundarpe para abrir novas perspectivas à população, seja ampliando as fontes de renda ou a bagagem cultural das pessoas. O festival faz parte de uma série de ações prometidas pela Fundarpe e incentivadas pelo Ministério da Cultura para aprimorar a interiorização da cultura, juntando-se à ampliação dos pontos de cultura espalhados em Pernambuco. A próxima etapa será entre os dias 25 e 31 de maio, em São José do Belmonte, no Sertão Central. Outras dez regiões do estado – Sertão do São Francisco, do Araripe, de Itaparica, do Pajeú, do Moxotó, Agreste

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