Terrorismo: mistério paira sob o Canadá

Uma semana após a prisão de dois supostos terroristas, pouco se sabe sobre ligação com a rede Al-Qaeda Paulo Rebêlo Jornal do Commercio 28.abril.2013 MONTREAL – Seis dias após a prisão de dois suspeitos de terrorismo no Canadá, o país continua dividido entre a aparente tranquilidade e os mistérios crescentes sobre os dois homens detidos pela polícia: Chiheb Esseghaier, 30 anos, natural da Tunísia e residente de Montreal, na francofônica província de Quebec, e Raed Jaser, 35, natural dos Emirados Árabes Unidos, preso em Toronto (Ontario), centro econômico do país. Ambos foram detidos na última segunda-feira, acusados de planejar um atentado contra um trem de passageiros que faz o percurso Toronto-Nova Iorque, após investigação bilateral entre Canadá e Estados Unidos. Os dois países alegam vínculos dos dois com a rede terrorista Al-Qaeda. Enquanto parte dos canadenses critica a conhecida flexibilidade das leis de imigração, especialistas em segurança questionam a imputabilidade do governo sobre as informações públicas e o banco de dados de imigrantes. Residentes de todas as nacionalidades se preocupam sobre um eventual surto de xenofobia, principalmente com imigrantes de países árabes. Não à toa, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, durante a semana fez questão de agradecer em rede nacional

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Brazil’s Security Concerns Rise as 2014 FIFA World Cup Approaches

Paulo Rebêlo Diálogo – March 5, 2012 link original BRASÍLIA — The head of the Federal Police in São Paulo is preparing his officers for Brazil’s upcoming 2014 FIFA World Cup. South America’s largest country has never had to deal with a major terrorist attack and officially dismisses the existence of terrorists within its borders. But Roberto Troncon Filho told Brazil’s largest daily newspaper that the World Cup will present local authorities in a dozen cities with unique safety challenges. “In Brazil, the [threat] level is very low, but an event like the World Cup can provide the opportunity for an attack, not against the Brazilian people, but against an international delegation,” Troncon told Folha de S. Paulo in a recent interview. The month-long event, scheduled for June 12 to July 13, 2014, will mark only the second time in history that soccer’s most important tournament has taken place in Brazil; the first time was back in 1950. Twelve Brazilian cities were selected as World Cup venues out of the 17 that applied. The 12 are Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador and São Paulo. Targeted infrastructure initiatives in the host

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Amei. Amei demais.

No domingo (24/jun/2007), a primeira página da Folha de S. Paulo assustou leitores. Foram comprar o jornal que muitos consideram o mais sério (no sentido de carrancudo) do Brasil e ficaram em dúvida se era o mesmo jornal ou uma alternativa à revista Caras. Entrevista exclusiva com a Mônica Veloso, a jornalista que teve um relacionamento com o Renan Calheiros (o rei do gado em Alagoas), em que ela responde aos questionamentos relacionais das repórteres. Nas palavras dela: “amei, amei muito. Ele é um homem extremamente inteligente.” Na mesma primeira página, vemos o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, “mostrando sua intimidade à Mônica Bergamo (não à Veloso), colunista social do jornal. O problema não é exatamente a inusitada primeira página da Folha. É o conteúdo. A entrevista com Mônica Veloso é pueril e parece um chá da tarde. E sobre o presidente do BC, sem comentários.

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Declínio do Nordeste. No futebol…

A semana não começa nada bem para os torcedores pernambucanos. Logo de cara, a Folha de Pernambuco “brinda” o jogador do Sport Recife com uma triste, porém verídica, reportagem: a atual campanha do Sport no Campeonato Brasileiro é a pior desde 1991. A campanha do time tem sido sofrível e deprimente, o que dá respaldo ainda maior para a polêmica capa do Globo comentada aqui no blog. O crédito da foto que ilustra este post é do glorioso Bob, vulgo Robert Fabisak, na edição desta segunda-feira do mesmo jornal. Mas a imagem não mostra o Sport, e sim o Náutico, em jogo recente. Por que? Porque no caso do Nordeste, a reportagem da Folha de Pernambuco é aquele tipo de texto que o repórter quase não tem trabalho. É mudar um detalhe aqui, outro ali, salvar e colocar o texto para rebolar. Não desmerece o trabalho de apuração, evidentemente, apenas evidencia como o futebol nordestino está capenga há muito tempo. Desta vez, nem precisamos ir longe no nosso banco de dados. Há apenas dois anos, o Jornal do Commercio publicou uma extensa reportagem sobre o declínio do futebol pernambucano. Era dezembro de 2005 e o texto abre assim: Má gestão

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Chacal brasileiro

O bafafá sobre Lamarca traz à tona uma sugestão interessante para quem gosta de ler. Lamarca liderou a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), com ações guerrilheiras como assalto a bancos e seqüestros. A menção à VPR nos obriga a deixar a dica de leitura do livro-reportagem O Homem que Morreu Três Vezes, do colega Fernando Molica, que trata da figura do advogado gaúcho Antonio Expedito Carvalho Perera, o “Chacal brasileiro”. Antonio Perera é uma figura pouco conhecida dos livros de história, mas teve papel crucial no desenvolvimento da VPR. O mais interessante no livro-reportagem do Molica é a metamorfose pela qual Perera passa, de um advogado fuinha e conservador, até o auge de carregar a alcunha de Chacal brasileiro. O livro é facilmente encontrado nas livrarias online, como Submarino, Saraiva etc. Quem foi o verdadeiro Chacal? Sobretudo para os mais jovens, o “verdadeiro” Chacal é conhecido por causa do cinema com o filme O Chacal (The Jackal, 1997, EUA) com os famosos Richard Gere, Bruce Willis e Sidney Poitier. Em termos de qualidade, o filme de 1997 zela apenas pelo teor estilizado. Bom mesmo é o original The Day of the Jackal, de 1973, dirigido pelo Fred Zinnemann e baseado no

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Lamúrias de Lamarca

Os militares estão em polvorosa. Criticaram duramente a decisão do governo em conceder pensão de general-de-brigada à esposa de Carlos Lamarca (1937-1971), o militar-que-virou-guerrilheiro na época da ditadura. Lamarca foi morto pelo Exército na Bahia, em setembro de 1971, depois de ter desertado em 1969 levando consigo armas e munições. O Ministério da Justiça divulgou a nota oficial, com a decisão da Comissão de Anistia do governo, para a imprensa. E desde então, o assunto continua na roda da mídia. Os institutos de Direitos Humanos aplaudem a decisão. Os militares, não aceitam que Lamarca seja condecorado, ainda por cima como general-de-brigada (R$ 12.152,61 mensais), visto que naquela época ele desertou como capitão. Para entender melhor a questão, esta matéria na Folha de S. Paulo, para assinantes UOL. Em setembro de 1971, Lamarca foi morto na Bahia. Se você quer saber como aconteceu a história da perseguição e o desfecho, visite o Banco de Dados da Folha, gratuito, com o material publicado na época. A história de Lamarca é deveras interessante. Ninguém precisa virar especialista, mas o filme Lamarca, de 1994, vale a locação. A começar pela excelente atuação do Paulo Betti. Tem direção de Sérgio Rezende. Uma resenha de 1997,

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Indústria quer processar quem baixa MP3

Paulo Rebêlo e Guilherme Gatis Folha de Pernambuco – 18.janeiro.2006 Ano 2003. Um curitibano é preso em casa, na frente das duas filhas pequenas, acusado de vender MP3 pela internet. O assunto ganha as manchetes de todo o País. Quatro dias depois, ele é solto e o processo continua em trâmite. Com tanta polêmica, o assunto cai no esquecimento da mídia e a indústria fonográfica brasileira evita continuar os processos judiciais. Ano 2006, hoje. As barraquinhas de CDs piratas se multiplicam em cada esquina das capitais brasileiras. Os álbuns de artistas famosos chegam ao mercado “alternativo” antes mesmo do lançamento oficial. Ao lado de delegacias e edifícios de instituições públicas, caixas e mais caixas de discos piratas são vendidos a R$ 5,00 – enquanto, nas lojas, o preço chega a valores surreais de R$ 30, R$ 35 para um CD fabricado nacionalmente. Com tanta coisa errada vindo de cima, a indústria fonográfica prepara um dossiê para, pelos próximos meses, analisar a possibilidade de processar judicialmente o usuário doméstico: aquele que está em casa, não vende nada ilegal, mas baixa MP3 pela web. Fazer download de arquivos MP3, com músicas protegidas por direitos autorais, consiste em pirataria e é crime. O

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