Viagra da folha em branco

Paulo Rebêlo // agosto.2007 Não há nada mais ridículo do que a chamada síndrome da folha em branco. Pura enrolação, serve para preencher o tabelado espaço no jornal quando grandes escritores e consagrados cronistas ficam sem assunto – um eufemismo para preguiça ou ressaca do uísque falsificado de ontem. Então, escrevem sobre a falta de assunto até preencher os centímetros restantes.

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O homem bonzinho e seus colóquios

Paulo Rebêlo // março.2005 É muito tênue, quase inexistente, a linha que separa um homem bonzinho de um homem tolo. Adjetivo este que doravante poderá ser substituído por mané, paspalho, inepto, insosso ou zé ruela. É comum generalizar que o homem bonzinho ‘nasceu ontem’ — uma expressão redundante para aqueles homens que só querem agradar. Porque é preciso ser bem inexperiente para não saber que homens a agradar demais sempre ganham um agrado na testa. Ou melhor, um par de agrados.

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Como escrever uma crônica – I

Paulo Rebêlo // abril.2004 Escrever poderia ser um negócio bem mais fácil. Bastava não ter alguém do outro lado para ler. Quase todas as crônicas são escritas durante o fim de semana. Tudo por conta de uma hipocrisia super ranzinza de que, durante a semana, não se deve perder tempo produtivo de trabalho com abobrinhas.

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Síndrome da escova de dentes

Paulo Rebêlo // maio.2002 Quando dizem que adultos são tão ou mais crianças do que os próprios filhos, você pode até ousar admitir ser uma frase batida e piegas. Eu admito. No entanto, admita também que não é uma verdade apenas contextual, mas uma verdade tão factual que chega a ser embaraçoso. O fim de um relacionamento, mesmo aquele que não tenha tido tanto significado assim para você, é o momento no qual podemos parar em frente ao espelho e admitir que somos muito mais crianças do que nossos filhos ou sobrinhos. Quem não é filho único, deve lembrar bastante. Na infância, passamos o dia inteiro procurando um motivo para arrumar confusão com o(a) irmã(o). Vale qualquer coisa. O mínimo detalhe é suficiente para causar gritaria, puxão de cabelo, unhada, empurrão, fofoca e choro-ro-rô. E assim os anos vão passando e os irmãos sempre brigando, brigando, brigando. O que os pais da gente diziam? Os meus, quando esgotavam todos os argumentos racionais, filosóficos e humanitários que nenhuma criança de sete anos entende, falavam: só briga dois, quando um quer. No dia que você não quiser brigar (apontando para mim), sua irmã vai lhe deixar em paz. Mas é claro que

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