Pirataria 2.0

Você não paga pelo produto original, mas vai pagar pelo download ilegal. É a lei do mercado aplicada à risca pela indústria e pelos piratas. Paulo Rebêlo Webinsider – 03.dez.2009 (link) Passados dez anos do emblemático caso Napster vs Metallica, a indústria de entretenimento mirou onde viu e acertou onde não viu. Pirataria 2.0 é quando você não se importa mais em pagar para ter acesso privilegiado (e ilegal) a todo tipo de conteúdo: filmes, música, pornografia, seriados, desenho animado, livros. Conteúdo que até agora você sempre teve de graça. E em apenas uma fração de minuto pela conexão banda larga. É extensa a lista dos sites que foram fechados e das tecnologias que desapareceram nesse intervalo de tempo. O golpe de misericórdia veio agora, final de 2009. Após uma longa jornada de batalhas judiciais, conseguiram fechar ou intimidar sites outrora considerados imunes à perseguição. Caso do Demonoid, Mininova e The Pirate Bay, por exemplo. Sobrou pouco. Alternativas menores e menos populares continuam disponíveis enquanto brigam judicialmente, fazendo com que advogados repensem uma série de princípios das relações comerciais e diplomáticas entre países. Quem acompanha de perto o cenário tem até medo de ser processado ou perseguido por baixar arquivos

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Uma sexta-feira 13 invisível aos piratas e a Hollywood

Quem tentou baixar o torrent do remake Sexta-feira 13, não conseguiu. Quem foi ao IMDB conferir a nota, também não conseguiu. Estratégia bem orquestrada deixou o novo filme de Jason praticamente invisível à pirataria. Por que ainda reclamam? Paulo Rebêlo | 13.fev.2009 Webinsider/UOL Hoje é a estreia mundial do remake de Sexta-feira 13 (Friday the 13th, EUA, 2009), cujo original é de 1980 e, para quem não lembra, Jason nem aparece. O personagem surge apenas no segundo filme, de 1981. A releitura de 2009 sobre Jason Voorhees inclui passagens dos quatro primeiros filmes da franquia e poderia ser apenas mais uma estreia qualquer do final de semana, a exemplo de tantas outras. Mas, não é. Não pela proposital e previsível coincidência de datas, já que hoje é realmente sexta-feira 13. Enquanto a indústria de entretenimento e os estúdios de cinema se afogam em discussões inócuas sobre os prejuízos “milionários” causados pelo download de filmes na internet, Sexta-feira 13 é a recorrente prova de que esse discurso só convence os ingênuos e os executivos de uma era jurássica onde internet é novidade e banda larga é luxo para poucos.

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Tire suas dúvidas e entenda que ações podem ser pirataria

Paulo Rebêlo Universo Online, 05.nov.2007 (link) Você liga a televisão e vê a polícia colocando os camelôs para correr. Abre o jornal e lê sobre as “novas” medidas do governo e da indústria para conter a pirataria na internet e nas ruas. Escuta, no rádio, um executivo garantindo que, ao comprar produto pirata, você alimenta o tráfico de drogas. De uma hora para outra, sem saber direito onde foi a curva, trocar arquivos pela Internet ou até mesmo emprestar um CD para um amigo se transformou em um câncer que só faz mal, uma atitude cruel por colocar dinheiro na mão de traficantes. Aquele artista tão famoso e supostamente vanguardista, mas que cobra uma pequena fortuna para um show de cinquenta minutos, explica que o valor é alto por causa da pirataria, apesar de seus CDs continuarem vendendo feito cerveja na praia em domingo de sol.

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As gravadoras independentes e o fator Chico Buarque

Paulo Freire costumava dizer que o oprimido de hoje tende a se tornar o opressor de amanhã. O pensamento, cujas bases podem ser encontradas com o devido contexto no livro que é considerado sua obra-prima – Pedagogia do Oprimido, 1970 – é uma boa referência quando observamos o movimento das gravadoras que ficaram conhecidas como independentes.

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Indústria quer processar quem baixa MP3

Paulo Rebêlo e Guilherme Gatis Folha de Pernambuco – 18.janeiro.2006 Ano 2003. Um curitibano é preso em casa, na frente das duas filhas pequenas, acusado de vender MP3 pela internet. O assunto ganha as manchetes de todo o País. Quatro dias depois, ele é solto e o processo continua em trâmite. Com tanta polêmica, o assunto cai no esquecimento da mídia e a indústria fonográfica brasileira evita continuar os processos judiciais. Ano 2006, hoje. As barraquinhas de CDs piratas se multiplicam em cada esquina das capitais brasileiras. Os álbuns de artistas famosos chegam ao mercado “alternativo” antes mesmo do lançamento oficial. Ao lado de delegacias e edifícios de instituições públicas, caixas e mais caixas de discos piratas são vendidos a R$ 5,00 – enquanto, nas lojas, o preço chega a valores surreais de R$ 30, R$ 35 para um CD fabricado nacionalmente. Com tanta coisa errada vindo de cima, a indústria fonográfica prepara um dossiê para, pelos próximos meses, analisar a possibilidade de processar judicialmente o usuário doméstico: aquele que está em casa, não vende nada ilegal, mas baixa MP3 pela web. Fazer download de arquivos MP3, com músicas protegidas por direitos autorais, consiste em pirataria e é crime. O

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Tem pirata no cabo da TV

Paulo Rebêlo Folha de Pernambuco / agosto.2005 link no Webinsider A TV por assinatura da sua casa pode estar usando uma transmissão pirata, sem que você saiba. O assunto tem rendido calorosas discussões, campanhas e ameaças, mas os dados oficiais sobre o índice de ilegalidade ainda são frágeis. As operadoras reconhecem o problema, mas evitam comentar ou revelar detalhes. Os usuários conhecem o esquema, mas não sabem direito como funciona e têm medo de falar sobre o assunto.

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Música & Algemas

Observatório, 16.setembro.2003 Todo cuidado é pouco com Mp3 Paulo Rebêlo (*) A prisão do paranaense Alvir Reichert Júnior em 25 de agosto, em Curitiba, acusado de vender Mp3 pela internet, pode ter dado início a longa batalha técnica e jurídica entre usuários brasileiros e gravadoras. O caso também é revelador por reafirmar um certo quadro de letargia da imprensa de tecnologia no Brasil. Após investigação da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF) (http://www.apdif.org.br), Reichert foi preso em casa, numa segunda-feira pela manhã, acusado de vender músicas pirateadas através do site Mp3 Forever. Na prática, a Associação é um braço da Recording Industry Association of America (RIAA) no Brasil. Aconteceu o seguinte: Reichert foi a primeira pessoa a ser presa a partir da mudança da lei nº 10.695 (https://www.rebelo.org/files/mp3/lei10695.pdf), sancionada em 2 de julho deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança altera os artigos 184 (https://www.rebelo.org/files/mp3/art184.pdf) e 186 do Código Penal e acrescenta parágrafos ao artigo 525 do Código de Processo Penal. A nova lei, que entrou em vigor 30 dias após a assinatura do presidente, é resultado de um projeto de lei datado de dezembro de 1996, de autoria do próprio Poder Executivo, para coibir

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MP3 chega em sua casa

Paulo Rebêlo | dezembro.1998 Hoje, são poucas as pessoas que não sabem o que é MP3 – Mpeg Layer 3 Audio. Com um formato de compressão de áudio excelente, é possível extrair faixas de CD’s comuns de música, converter e escutar em seu computador, sem a necessidade do CD original. E o melhor: de uma forma mais prática, barata e eficiente.

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MP3 : descubra a nova febre da internet

Paulo Rebêlo | fevereiro.1998 A música é, indiscutivelmente uma das grandes paixões do homem. Lendo, dormindo, conversando ou almoçando, ela estará presente. E por que não nos computadores? Não, não estamos falando daqueles arquivos de som em formato wave (.WAV) que ocupam um tamanho enorme e reproduzem faixas pequenas o suficiente para não termos o trabalho de guarda-los. Não, nós também não estamos falando daquelas seqüências de instrumentos midi (.MID) que já arrecadou tantos adeptos e colecionadores. Estamos mostrando a você, um apaixonado pela música, um novo formato de compactação de audio que já virou mania no mundo inteiro e principalmente na mãe de todas as redes – a Internet. É o padrão Mpeg Layer 3 Format, ou simplesmente, MP3.

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