O crime avança sobre o orçamento de Pernambuco

GESTÃO // Governo aplica cada vez mais em segurança sem resultados na mesma proporção Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 13.jan.2008 A cada ano, os investimentos em segurança pública crescem em Pernambuco. Ao contrário do que se espera, o número de homicídios não é reduzido. E ao mesmo tempo, como é de praxe em qualquer gestão pública, as despesas com pessoal e com o setor previdenciário também só aumentam. Se o ciclo continuar do mesmo jeito, sem mudanças pragmáticas no gerenciamento de verbas ou sem a criação de novas fontes de recursos, o governo do estado irá chegar a um ponto no qual não haverá mais dinheiro disponível para investir em segurança pública. É esta a conclusão de um detalhado estudo do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas (NIC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), assinado pelos cientistas políticos Adriano Oliveira e José Maria Nóbrega, com apoio de Mirelly Chiappeta.

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UPE, de graça e com independência

EDUCAÇÃO // Negociações com o governo Eduardo Campos podem conceder autonomia financeira para a Universidade de Pernambuco Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 13.jan.2008 A Universidade de Pernambuco (UPE) é a única universidade pública do Brasil a cobrar mensalidade dos alunos. Vinculada ao governo do estado por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, nos corredores da instituição – e do próprio governo – o fato é encarado de forma natural. Nos bastidores, credita-se a aparente normalidade ao elo de dependência direta da boa vontade do governo para com o planejamento orçamentário da UPE. Sem orçamento fixo e dependendo das verbas autorizadas pelo estado, supostamente não há como acabar com a cobrança de mensalidades e nem de criar um planejamento a longo prazo.

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Todos contra novo presídio em Canhotinho

SISTEMA PRISIONAL // Prefeituras do Agreste Meridional protestam contra a instalação de nova unidade para abrigar detentos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 09.dez.2007 Canhotinho — O governo estadual nega. A prefeitura não aceita, o povo protesta, as cidades vizinhas reclamam e os bandidos agradecem. Eis a situação enfrentada por este município do Agreste pernambucano, a 193 km do Recife, ao saber que o governo do estado pode instalar um novo presídio na cidade. A instalação seria adicional ao Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), de regime semi-aberto e com problemas sérios de infra-estrutura e superlotação. O prefeito Álvaro Porto (DEM) reclama que o governo não abre o jogo. “Não aceitamos em nenhuma condição o presídio”, resume. Demonstrando força política e apoio de boa parte da população e de prefeituras vizinhas, Álvaro Porto conseguiu reunir pelo menos duas mil pessoas, na tarde de quinta-feira, para uma passeata com direito a carro de som e pneus queimados no acostamento da PE-177. O protesto foi pacífico e contou com a presença de prefeitos de municípios próximos, como Angelim, São João, Capoeiras, Lajedo e Jurema.

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