Todos contra novo presídio em Canhotinho

SISTEMA PRISIONAL // Prefeituras do Agreste Meridional protestam contra a instalação de nova unidade para abrigar detentos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 09.dez.2007 Canhotinho — O governo estadual nega. A prefeitura não aceita, o povo protesta, as cidades vizinhas reclamam e os bandidos agradecem. Eis a situação enfrentada por este município do Agreste pernambucano, a 193 km do Recife, ao saber que o governo do estado pode instalar um novo presídio na cidade. A instalação seria adicional ao Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), de regime semi-aberto e com problemas sérios de infra-estrutura e superlotação. O prefeito Álvaro Porto (DEM) reclama que o governo não abre o jogo. “Não aceitamos em nenhuma condição o presídio”, resume. Demonstrando força política e apoio de boa parte da população e de prefeituras vizinhas, Álvaro Porto conseguiu reunir pelo menos duas mil pessoas, na tarde de quinta-feira, para uma passeata com direito a carro de som e pneus queimados no acostamento da PE-177. O protesto foi pacífico e contou com a presença de prefeitos de municípios próximos, como Angelim, São João, Capoeiras, Lajedo e Jurema.

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Procura-se uma luz na escuridão do Recife violento

Segurança // PCR só prioriza iluminação nos festejos natalinos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 25.nov.2007 O orçamento dos festejos natalinos no Recife vai custar à prefeitura R$ 5 milhões. Deste valor, pouco mais de R$ 1,5 milhão é destinado à iluminação especial, criada por Peter Gasper, 67, badalado iluminador alemão radicado no Brasil. O valor de R$ 5 milhões é a mesma quantia gasta pela prefeitura durante um ano inteiro para a manutenção de todo o sistema de iluminação pública na cidade. O custo mensal do consumo de energia pago à Celpe é de R$ 1,7 milhão, valor bem próximo ao da iluminação natalina. Valores tão altos de um lado, contra quantias tão modestas de outro, colocam na berlinda a gestão de recursos diante de tantas críticas sobre a precária luminosidade nos bairros. Quase de forma irônica, com a escuridão se ilumina outro calo dos atuais gestores: a insegurança pública é generalizada no Recife, que hoje ostenta o título de segunda capital mais violenta do Brasil de acordo com o ranking divulgado este mês pelos ministérios da Saúde e da Justiça.

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Em Pernambuco, área de baixo IDH tem mais suicídio

A região pernambucana que concentra municípios de baixo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) — na parte do Estado que faz divisa com Alagoas —, apresenta alto índice de depressão seguida de ações contra a própria vida. O alerta foi feito pelo Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) e o Sindicato dos Médicos, que em abril deste ano promoveram caravanas de estudo presencial em várias cidades da região e, em junho, apresentaram os primeiros resultados parciais.

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Pior IDH do Brasil impulsiona o desenvolvimento de Manari

Paulo Rebêlo PNUD / Nações Unidas 9 de julho de 2004 Terça-feira, 20h. Em meio à praça, jovens com um caderno debaixo do braço se escoram em uma árvore, conversando sobre a aula de Informática que acabou há pouco. Um pouco mais adiante, um trailer vende refrigerante, sanduíches e salgados para três animados grupos que parecem esperar por mais gente ainda naquela noite. Das janelas abertas nas casas ao redor, outras tantas pessoas observam o movimento ou esperam os filhos chegarem da escola. Tudo parece uma cena comum e corriqueira em qualquer cidade, mas não aqui em Manari. Há dois anos, este pequeno município no Sertão de Pernambuco parecia viver isolado do mundo. Bastava o céu escurecer para que as janelas se fechassem e a praça ficasse deserta, em desconfortável silêncio para os raros viajantes que por ali passavam. Foi em 2004 que estivemos pela primeira vez neste pequeno município que beira a divisa de Alagoas e dista 400 quilômetros a sudoeste do Recife, só existindo como um ponto do mapa em que o Guia Rodoviário alerta, ainda hoje, os improváveis viajantes: não há estradas para Manari, apenas um trecho com 30 quilômetros improvisado de barro — e ao chegar,

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Manari, onde IDH é baixo e água vale ouro

Em Pernambuco, cidade de menor Desenvolvimento Humano do país tem renda per capita de R$ 30 e esperança de vida de 57 anos Paulo Rebêlo Revista Carta Capital / PNUD * fotos: João Carlos Mazella 03 de abril de 2004 Manari, no sertão de Pernambuco, assusta pelos números. Segundo a classificação do PNUD, o município tem o menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Brasil. A renda per capita média de R$ 30,43 mensais só não é inferior, entre 5.507 municípios do país, à da recordista Centro do Guilherme, no Maranhão, com R$ 28,38. Na prática, quase não existem fontes primárias de renda. A maior parte da população de 13 mil habitantes sobrevive, principalmente, de três recursos: lavoura de subsistência, assistência governamental e aposentadorias. Com uma base econômica que sequer pode ser chamada de incipiente, é de se espantar como um único município consegue agregar tantos contrastes ao mesmo tempo. Afinal, a falta de renda em Manari é compensada pelas sobras de dedicação, companheirismo e um inexplicável carinho por aquele pedaço de terra a poucos quilômetros da divisa com o Estado de Alagoas, no miolo de uma região de difícil acesso, sem estradas e sem água encanada. Manari foi

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