Corações furtados

Paulo Rebêlo 11.junho.2010 Terra Magazine link Não é chato quando a gente conhece alguém interessante e não dá certo? Primeiro porque o mundo passa por um acelerado processo de extinção das pessoas razoavelmente interessantes. Tipo, gente que tenha um mínimo de conteúdo para você conversar algo que não seja o resultado do jogo de ontem, a novela de hoje ou as subcelebridades de amanhã. Segundo porque a maioria das pessoas solteiras sempre tropeça no mesmo pensamento: se demorou tanto para aparecer alguém interessante, quem garante que não irá levar outros duzentos anos até aparecer outra? São em momentos assim que a porca torce o rabo e a cobra fuma charuto. Dia dos namorados é quando vemos um monte de gente bonita sucumbindo ao desespero para namorar com o primeiro brucutu que se prontifique a pegar sua mão, levar para passear no shopping lotado, comer uma pizza no domingo à noite, conhecer sua mãe e elogiar aquele estrogonofe que você aprendeu a fazer dez anos atrás na Cozinha Maravilhosa da Ofélia. O padrão mínimo de exigência fica do tamanho de um piolho e você começa a chamar urubu de meu louro. É um roubo. Roubamos oportunidades bem melhores para nossas vidas por causa de

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