A fuga das Copinhas

Paulo Rebêlo // junho.2006 Santa paciência, Batman. Ninguém mais agüenta ouvir falar em Copa do Mundo. Nunca foi preciso derrubar tantas árvores no planeta para ler as mesmas análises enfadonhas em praticamente todos os jornais brasileiros. Enquanto a mídia, que está careca de Ronaldo e sob todo o peso da atividade diária, perde-se em abobrinhas sobre a vida e os costumes na Alemanha, as pessoas espertas aqui mesmo no Brasil, debaixo do seu nariz, estão aproveitando a Copa para fazer o que pode ser feito de melhor durante um evento de tamanha grandiosidade: pular a cerca.

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Zoológico Recife

Paulo Rebêlo // maio.2006 Recife é uma cidade tão multicultural e cosmopolita (para entrar no vocabulário da panelinha) que, por aqui, alegria de rico também dura pouco. E não se trata apenas da crescente insegurança pública e o acentuado inconsciente coletivo político. É que o Recife se transformou em um verdadeiro zoológico, cujas cobaias se dividem entre ricos, pobres, favelados e magnatas.

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Parente nem sempre é serpente

Paulo Rebêlo // dezembro.2002 Todo Natal e Ano-Novo é a mesma coisa: familiares se reencontram, tapinhas nas costas, abraços, beijinhos falsos e às vezes a tradicional troca de presentes. Se é para trocar presentes, ao menos que sejam presentes úteis. O problema de reencontrar familiares distantes no Natal é o mico de ter que levar presentes para uma pessoa que, às vezes, pode estar tão diferente a ponto de você se perguntar se entrou na casa certa.

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O mistério da bolsa feminina

Paulo Rebêlo // novembro.2002 Anos atrás, eu não entendia o porquê de as mulheres levarem tanto bagulho nas bolsas. Pasta e escova de dente, colírio, pente, toalhinhas, lenços e dúzias de bugigangas. Era o tal “mistério da bolsa feminina”, popularmente conhecido como frescura de mulher. Elas sempre estiveram certas e nós, homens de pouca visão (literalmente), é que somos tolos.

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Pijamas e namoros

Paulo Rebêlo // junho.2000 O nhém-nhém-nhém começa em maio. Algumas agências de publicidade se arriscam a anunciar o dia dos namorados um mês antes, com os clichês que ninguém conhece: “você não vai deixar de comprar o presente da sua namorada na última hora, vai?”. Ainda em maio, os motéis começam a anunciar as promoções para o mês de junho: “em junho, mês dos namorados, suítes luxo pelo preço das simples” e por aí vai. Tudo muito belo, tudo muito bonito. Chega o mês de junho, e logo nos primeiros dias o bombardeio de publicidade começa. No trânsito, parece que todos os outdoors falam o mesmo idioma: promoções para o dia dos namorados, belos casais se abraçando — com a logomarca de determinadas empresas ao lado — e mensagens românticas estampadas no letreiro. É interessante notar como, nas propagandas, todos os namorados são iguais. Belos, brancos, felizes e com dinheiro para gastar.

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