Aula de Ioga

Paulo Rebêlo // fevereiro.2007 As pessoas têm uma dificuldade imensa em aceitar a própria natureza. Outro dia, uma colega ucraniana vem dizer que eu deveria experimentar uma aula de ioga. Supostamente, assim teria mais energia e não ficaria bocejando a tarde inteira. Fiquei pensando se não seria mais fácil e teria o mesmo efeito se eu, na hora do almoço, comesse algo um pouco mais leve no lugar do bife com feijão, macarrão, batata e maionese. Talvez eu pudesse dispensar a maionese. A ucraniana insistiu. ‘Você vai gostar, depois da aula me sinto tão leve, cheia de energia, o mundo parece melhor, parece que estou flutuando’… – disse ela. Nessa hora, não sabia mais se ainda estávamos falando de ioga ou se ela me chamava para fumar um baseado importado da Ucrânia. Seria ioga a marca do fumo? Pacientemente, expliquei à criatura que certas pessoas têm todos os motivos do mundo para não praticarem ioga. Primeiro, ioga é saudável. É como suco natural da fruta, meu organismo não foi moldado para coisas saudáveis. Segundo, ioga custa caro. Cada aula custaria R$ 7,00 para apenas uma hora. Pela mesma duração e com o mesmo valor, podemos comprar duas cervejas e um

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Palpitações cardio-cibernéticas

Paulo Rebêlo // março.2004 Antigamente era mais fácil se apaixonar. Por conseguinte, também era maior a facilidade de gerenciar as palpitações cardíacas. Até que resolveram inventar o computador, a internet, as mensagens instantâneas, a webcam e, pior de tudo, a maldita idéia de que todo mundo precisa estar plugado para não ficar fora da chamada sociedade da informação. Quanta pieguice. Resultado: hoje, tudo ficou bem mais difícil. Parece que vivemos todos na Matrix. E não aparece sequer uma Trinity para nos salvar.

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