Invista ou não insista

Não sei se vocês já repararam, mas a gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento.

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Filhos da mãe

Se vivo estiver, terei uma aposentadoria muito tranquila. Não por méritos meus. Muito menos do INSS. Irei agradecer a todas as minhas amigas que têm filhos pequenos e compartilham conosco na mesa de bar, no trabalho e no Facebook.

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Cervejeiros de araque

Não entendo nada de futebol. Nem de matemática. Mas entendo um pouco de cerveja. Daí minha dificuldade de levar a sério o Dunga como profissional de qualquer coisa. E tantos outros aratacas. Há duzentos anos não vejo ninguém pedir uma Brahma na mesa de bar. Agora todo mundo é brameiro. Tire o ‘h’ da marca e consulte pai Aurélio. Não é o Miguel. De futebol não entendo se a escalação do Brasil é boa ou ruim, nunca ouvi falar de metade dos jogadores. Conheço o Grafite, jogou na minha terra pelo Santa Cruz (2001-2002), time hoje confortavelmente situado na disputada Série D do Campeonato Brasileiro. De matemática, não entendo se é humanamente possível uma pessoa faturar uns 500 mil reais por mês e sentir qualquer diferença se ganha ou perde um jogo de futebol. Aqui ou além-mar. Mas, de cerveja, entendo o mínimo para não levar a sério ninguém que se prontifica a me dizer que cerveja ruim é cerveja boa como se eu tivesse nascido ontem do cruzamento de um ministro da TFP com uma missionária Jeová. Num país onde ninguém lembra quem colocou para mandar na vida da gente no Senado, essa história de brameiro e guerreiro é um

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Promessas anuais em loop infinito

Paulo Rebêlo // janeiro.2004 Todo fim/início de ano é a mesma coisa. Justamente por ser a mesma coisa – um dia após o outro – sempre considerei um saco todo aquele excesso de festividades. Como festa é um bom argumento (precisa?) para beber, então tudo está perdoado aos alentos de Baco. O difícil de engolir são aquelas listinhas de promessas -ou “projetos”- que a gente faz todo bendito início de ano. A gente sabe que não vai cumprir nem metade, quiçá um terço; mas continua fazendo, mesmo subconscientemente. Sempre tudo igual. Emagrecer, comer menos chocolate, dar mais atenção aos amigos, se preocupar menos com o trabalho, não entrar em [novas] enrascadas amorosas, blá blá blá.

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As cinco mulheres de todo homem

Uma viagem etílico-filosófica sobre a presença feminina na vida dos homens. Paulo Rebêlo // agosto.2002 Outro dia pude comprovar mais uma irredutível prova da burrice masculina. Sentado à mesa no bar do Carranca – aqui do lado de casa e um dos poucos que ainda descolam uma pendura – um colega chamado Ambrósio (nome fictício) puxou a carteira e tirou um pedaço de papel. Desdobrou-o e notei que era quase uma folha inteira, com uma lista de nomes escritos em letra miúda e com observações esmiuçadas. Tipo uma planilha. Era a lista de todas as mulheres que o Ambrósio já, digamos assim, teve algum tipo de relacionamento. Relacionamento puramente carnal, há de se explicar. Durante minutos, o Super Ranzinza que vos escreve quase cai da cadeira de tanto zoar, mas o momento hilário não durou o suficiente para conter aquela ponta de desafio: olhar a lista e dar uma sacudida cerebral para tentar recordar, desde os tempos áureos (era pré-ranzinza mesozóica), se o conta-giros tinha condições de concorrer com o A4 do Ambrósio. Ao menos o Ambrósio foi ético. Não colocou o sobrenome das pobrecoitadas, apenas o primeiro nome ou apelido, junto a uma observação rápida – para que ele

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