Lula ataca postura de médicos

Presidente socorreu Eduardo Campos ao questionar os profissionais de saúde que com movimento grevista prejudicam a população Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 05.set.2008 Petrolina – Sem verbalizar o nome do estado de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou abertamente o movimento grevista dos médicos. De modo contundente e quase aos gritos, deixou a modéstia de lado ao se considerar o melhor sindicalista do Brasil nos anos 70, mas que “sempre teve dúvida sobre greve de médico e de metrô, porque quem paga a conta é o mais pobre”. A crítica direta foi o auge do evento de inauguração do campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), ontem à tarde, em Petrolina. O presidente discursou após o governador Eduardo Campos (PSB), que não fez referência à crise na saúde.

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Apoio político é tudo na terra de Lula

CAETÉS // Primo do presidente, José Moura de Melo, fortalece a oposição no município Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 24.agosto.2008 ____ CAETÉS, PE — Famosa por ser a terra natal do presidente Lula e pela pobreza traduzida com o penúltimo lugar no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) das Nações Unidas, este município a 252 quilômetros do Recife consegue ser ainda mais inusitado nesta campanha eleitoral. Apesar de toda a máquina dos governos estadual e federal em apoio a Sampainho (José Luiz de Sá), é o candidato da oposição Lindolfo Almeida (PSDB) que conta com o apoio explícito de um dos primos mais conhecidos do presidente da República, José Moura de Melo.

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O elogio da mediocridade

Paulo Rebêlo (*) Observatório da Imprensa, 22.fevereiro.2005 Mesmo para quem não lê jornal e não assiste TV, foi difícil não se inteirar da balbúrdia que os veículos de comunicação fizeram com a vitória de Severino Cavalcanti. Vale o registro da Folha de S.Paulo, em editorial de 16 de fevereiro, tachando-o de “candidato sem estatura política, retrógrado e inexpressivo, que se especializou em negociações menores no dia-a-dia da vida parlamentar”. Foi quase um elogio. O leitor mais atento, porém, talvez consiga perceber que alguns jornais estão achando ótima esta vitória. É uma nova oportunidade para certas publicações – e colunas – voltarem a propagar aquela equivocada noção de que o Nordeste, principalmente Pernambuco, é o grande beneficiado desta politicagem. Politicagem, aliás, que é a cara do que o governo federal vem fazendo nos últimos dois anos. A interpretação é simples: o presidente da República e o da Câmara são pernambucanos; o presidente do Senado (Renan Calheiros) é alagoano; e o 1º secretário da Câmara (Inocêncio Oliveira) também é pernambucano. Para um Sul-maravilha rico e poderoso, até que estamos bem na fita. Bem o suficiente para propagar o conhecido ufanismo, digno da mais Polyanna das Polyannas, de que o Nordeste é o

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Lula no Nordeste

Oba-oba e pautas perdidas Paulo Rebêlo (*) Observatório da Imprensa, 15.fevereiro.2005 Cada visita, cada inauguração é uma oportunidade ímpar para os jornais fazerem jus ao poder que possuem junto à sociedade. As melhores pautas estão sempre debaixo do nariz dos jornais, mas ninguém quer sentar o traseiro e questionar o carismático presidente Lula. Em contrapartida, seguem a comitiva do presidente interior afora, acompanham os discursos, as promessas faraônicas e publicam exatamente isto: os discursos, as promessas e a festa ao redor do carisma do personagem-presidente frente ao povo que ali está, feliz e sorridente, diante da presença ilustre. Passados dois anos, parte da imprensa parece ainda se iludir com a eleição do metalúrgico que veio da pobreza para acabar com a fome e a desigualdade. Poucos presidentes visitaram tanto o Nordeste quanto Lula, em tão pouco tempo de mandato. Vez por outra, ele está aqui a inaugurar obras e discursar sobre como o Brasil melhorou. Todo governo faz oba-oba e este de agora não é diferente. O problema é quando a imprensa – que supostamente deveria questionar para informar – enche as páginas com matérias cujo teor nada mais é do que um reles e pífio oba-oba. Não questiona. Logo,

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