100 amores

Depois de 15 anos em jornais, revistas e colunas na internet, o livro com as Crônicas Hipopocaranga é lançado pela loja Kindle Brasil da Amazon. 100 amores é uma coletânea com as melhores crônicas publicadas entre 2003 e 2013, reeditadas e escolhidas de acordo com o interesse e a repercussão dos leitores nestes últimos dez anos. O livro é compatível com todos os dispositivos de leitura: Kindle, Kobo, Nook, iPad, iPhone, PC, Mac, Android e qualquer aparelho que tenha uma tela e um botão de liga/desliga. E o melhor de tudo: custa menos que um McLanche Feliz. — Formato: Kindle (.mobi) Editora: Paradox Zero Idioma: Português 1a. edição, 200 páginas ASIN: B00D2Z3A34 Preço: R$ 6,65 — Compre aqui.

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Dez anos sem solidão

Paulo Rebêlo NE10 | 03.junho.2012 | link Sobrevivi a dez anos sem televisão em casa. Não foi protesto contra a qualidade da programação, muito menos um rompante intelectualóide. Foi apenas falta de tempo e de vontade para usufruir da companhia daquela caixa barulhenta de 14 polegadas cuja antena parecia uma fábrica de bombril. Muita gente diz que morar sozinho sem televisão é deprimente e solitário. Sempre achei uma noção curiosa, pois nada me deixa mais aliviado do que chegar em casa e ouvir apenas o ronco do motor da geladeira velha e o tilintar do gelo quando a gente derrama aquele resto de uísque ruim que nunca acaba. Foram dez anos muito bons. E, para minha surpresa, sem nenhuma ponta de solidão. No início, foi difícil. A mim, a TV nunca fez muita falta de verdade. Mas sempre foi uma desculpa conveniente para as visitas. Um trunfo auxiliado pelo Corujão e pela Sessão de Gala naquelas madrugadas mais longas quando as moças não querem voltar para a casa delas. Sem a TV de argumento, o jeito é ficar na varanda com dois copos e dois ouvidos, pois não tardava a ouvir os conflitos existenciais dessas pequenas burguesas preocupadas com o

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Romantismo Retroiluminado

Paulo Rebêlo // Terra Magazine Meu ícone máximo de romantismo sempre foi o casal que divide livros na cabeceira da cama. De pijamão, luminárias de cada lado, folheando as páginas até o sono chegar. Intermitentes, elas coçam nosso bucho peludo e nós a cutucamos com o pé ao escutar o primeiro ronco delas. Claro que já tentamos imitar a bucólica cena. E claro que nunca funcionou. Bons livros devem ser tratados como bons filmes. Você até pode interromper, desde que seja algo importante. E nada é tão importante a ponto de interromper mais de uma vez. Ou duas, se for o apocalipse. Veja bem, quando estamos lendo, não queremos saber o que você está lendo. Conte depois. Na hora do almoço, no bar, amanhã quando acordar. Em qualquer outro horário. Não pergunte se estamos com fome ou sede. Agradecemos o carinho e a ternura, mas é uma questão cartesiana: se a gente tem sede, a gente bebe. Se temos fome, vamos até a cozinha e voltamos com uma bolacha ou um pedaço de bife entre os dentes. Às vezes, rosnando. Por tabela, é justo presumir que, se estamos deitados tentando ler, não estamos com fome e nem com sede. Temos muito interesse no

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Brás Cubas provoca polêmica até em quadrinhos

Obra clássica de Machado de Assis é vertida de 176 páginas para uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 29.março.2009 A obra em si mesma é tudo, resume o defunto Brás Cubas. É uma desnecessária tentativa em explicar o motivo de relatar, diretamente do além, suas memórias póstumas – sem cortes e sem pudores. Ao lançar a adaptação em quadrinhos do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, a editora Escala Educacional não imaginava que um dos personagens mais interessantes da literatura brasileira continuaria a causar polêmica no além-vida, tantos anos depois. Espanto similar ao causado entre críticos literários em 1880, quando esta obra clássica de Machado de Assis foi publicada no formato de folhetim, em capítulos, ganhando corpo de livro no ano seguinte. Título mais recente da coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, o gibi de Brás Cubas resume as 176 páginas de Machado de Assis em uma adaptação apressada de 40 páginas ilustradas. E desencadeou discussão polêmica, embora saudável, sobre os limites de “popularizar” a literatura brasileira em quadrinhos, uma tentativa declarada (e talvez justa) de atrair adolescentes que, supostamente, perderam interesse nos originais. Na internet, ainda antes do lançamento oficial pela editora Escala, em

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Um mundo de conhecimento no caçuá do burrinho

Projeto Livros Andantes iniciado domingo em Amaraji, transforma cesto de equino em biblioteca-móvel para incentivar o hábito da leitura Paulo Rebêlo (texto/fotos) Diario de Pernambuco 17.março.2009 Amaraji – Aos 19 anos, Riana Mércia sonha em entrar para a faculdade de Pedagogia, uma realidade aparentemente distante para a maioria dos seus colegas no povoado de Estivas, na zona rural de Amaraji, a 92 km do Recife. Enquanto o vestibular de julho não chega, ela ajuda outros a sonhar. Desde domingo (15), Riana é peça fundamental de um curioso projeto chamado Livros Andantes. Pendurados no caçuá de um burrinho transformado em biblioteca-móvel, cerca de 100 livros ficam disponíveis para dramatização e empréstimo. Basta deixar o nome e devolver no domingo seguinte. Riana Mércia não é autora da idéia, mal conhece os coordenadores do projeto, mas é uma das professoras da Escola Conceição Barbosa Lima e Silva, antes conhecida como Escola 1º de Agosto. A mesma onde terminou seu ensino básico e fundamental. Hoje, com o apoio da biblioteca-móvel, ela ganha um aliado para incentivar o hábito de leitura em crianças como Raiane, Fabiana, Tiago, Enderson, Edvânia, Rose, Avani e Débora. “O pessoal aqui não gosta muito de ler, mas as crianças na

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Uma língua portuguesa sem fronteiras

Literatura // Acordo ortográfico divide a opinião de escritores sobre criação de nicho de mercado para autores africanos Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 15.março.2009 Ainda é um tabu no mercado editorial. Linguistas apresentam opiniões divergentes. Acadêmicos nem sempre querem expor suas ideias sobre o assunto. Escritores se dividem entre a esperança e o ceticismo. E sob o topo da polêmica, reside um continente desconhecido para a maioria dos brasileiros – África – e uma nação lusófona que transcende fronteiras e culturas. Até que ponto o acordo ortográfico, também conhecido popular e erroneamente como “reforma ortográfica”, pode estabelecer um nicho de mercado para os autores africanos no Brasil? Hoje, trata-se de uma abertura incipiente. Não somente pelo conservadorismo das editoras, mas, também, pelos custos e pelas conhecidas diferenças entre duas línguas portuguesas eventualmente estranhas entre si.

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Jumento-biblioteca é sensação em Amaraji

Projeto cultural Livros Andantes começa a funcionar hoje com a proposta de aproximar os moradores da Zona da Mata Sul do mundo literário Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 15.março.2009 Enquanto os livros não criam asas, eles podem chegar de jumento para satisfazer a curiosidade de vários povoados rurais onde, de outro modo, ninguém teria acesso aos clássicos da literatura nacional e estrangeira que mudaram a vida de tanta gente na cidade grande. Por enquanto, o único município contemplado com esses jumentos-bibliotecas é Amaraji, a 90 km do Recife, na Zona da Mata Sul do estado. A partir de hoje, quem estiver de passagem pela região – vindo das redondezas de Chã Grande, Primavera, Ribeirão, Cortês ou Gravatá – deve redobrar a atenção no trânsito. Espalhados na zona urbana e rural de Amaraji, os jumentos estarão equipados com o que há de mais refinado e produtivo culturalmente: livros. De todos os gostos, pesos e tamanhos. Se depender dos donos destes jumentos do saber, os 20 mil habitantes de Amaraji podem ficar certos de que ainda há muito caminho pela frente. Vão dividir espaço com a cana-de-açúcar, abacaxi, mandioca, borracha, banana, batata-doce e laranja – produtos típicos da agricultura do local. Ao

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Mísseis de Gaza eclodem na arte

Conflitos entre Israel e Palestina e a realidade da região são temas de livros e de filmes que ajudam a entender melhor as motivações das guerras no Oriente Médio Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 19.janeiro.2009 O sofrimento resultante dos mísseis na Faixa de Gaza, durante o atual conflito entre Israel e Palestina, abre uma brecha cultural para quem deseja ir além da superficialidade do noticiário. Enquanto as editoras correm para divulgar os livros com temáticas relacionadas às infindáveis guerras no Oriente Médio, as distribuidoras promovem relançamentos de filmes premiados sobre a região. Antes de correr à livraria ou locadora, vale a pena conhecer um pouco das principais – e nem sempre bem divulgadas – expressões artísticas da região e seus habitantes. De um lado, há livros que sobrevivem ao tempo e fogem do maniqueísmo empregado em várias das publicações; de outro, filmes realizados entre Israel e a Palestina mostram cenários desconhecidos pela maioria dos brasileiros. Não há política, não há guerras, não há discurso vazio. Há famílias, trabalhadores, crianças vivendo uma vida como qualquer outra, apesar do iminente risco de ataques suicidas ou mísseis teleguiados. São produções distintas dos empreendimentos milionárias de Hollywood.

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Metralhadora literária

Bíblia da geração beat, “On the road” ganha tradução sem cortes para o português Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 02.janeiro.2008 Dean Moriarty é, na verdade, Neal Cassady. Já Chad King é Allen Ginsberg. Se estes nomes lhe são conhecidos, então você é um sério candidato a correr até a livraria mais próxima. E se você não faz idéia de quem eles sejam, a melhor hora para conhecer é agora. Pela primeira vez no Brasil, a edição original e sem cortes de On the road (Pé na estrada) chega às prateleiras do país. Obra-prima de Jack Kerouac, o relato sobre suas andanças mochileiras pelos Estados Unidos e pelo México (de carro, trem, navio, a pé, carona…) foi escrito em 1951 e publicado somente em 1957, com vários cortes e nomes trocados a pedido dos editores. Jack Kerouac é o ícone por trás da chamada geração beat, com estilo até hoje inconfundível e uma influência sem fronteiras.

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