Não fale conosco

É mais fácil encontrar o e-mail de Barack Obama do que o de um repórter nos jornais brasileiros. Repórteres, editores e chefes preferem assim.

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Jornal diário: reforma não sai porque o gesso não quebra

Paulo Rebêlo Observatório da Imprensa, ed. 743 23.abril.2013 (link) Reforma é quando jornal resolve enxugar custos na planilha, espaço no papel e funcionários na mesa. Às vezes, também atende pelo nome de inovação. Não existe reforma porque jornal ainda não pretende reformar nada. Falta interesse e conhecimento para mexer no status quo, embora o discurso para público, acionistas, funcionários e colaboradores seja outro. Um jogo de cena conhecido – e alimentado – por quem dele faz parte. Uma reforma, de fato, significa quebrar tabus quase religiosos dessa instituição chamada jornal diário. E o principal tabu é o gesso. Você tem três fotos excelentes para a matéria? Só tem espaço para uma. Tem uma reportagem ótima com duas páginas essenciais? O leitor não vai ler. Não tem notícia suficiente de Economia para hoje? Se vira porque tem quatro páginas para preencher. Coloca qualquer coisa da agência. Há 10 anos, já não fazia sentido manter esse método gesseiro de produção. Continuaram. Hoje, jornal impresso é motivo de piada. Um elefante na sala. E nossa sala tem cada vez menos espaço para papel ruim. Também não há mais espaço para veículos engessados, presos a regras semirreligiosas de produção, edição, diagramação e publicação. O

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Paywall e jornais brasileiros

Sites de jornais e revistas procuram modelos para cobrar pelo conteúdo produzido para o impresso Paulo Rebêlo Webinsider – 25.mar.2012 | link Editores e diretores de jornais e revistas agora só querem saber desse tal de paywall. Parecem esquecer que foram eles mesmos que cancelaram, uma a uma, todas as tentativas e experimentações de usar um sistema adaptado de cobrança por conteúdo no Brasil. Escolheram o caminho mais fácil — e menos inteligente — de fechar tudo para assinantes. Em geral, foram decisões cuja fundamentação podemos resumir em apenas duas razões: pressão do departamento comercial e total falta de qualificação e conhecimento em termos de internet. Agora, com as incessantes e insistentes autopromoções de jornais como o The New York Times e The Washington Post, que evidentemente têm total interesse de que a ideia pegue e vire moda, muita gente acha que o paywall é a solução do velho dilema de cobrar ou não cobrar por conteúdo na internet. Limitações Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, o paywall é um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias por dia. Ultrapassado o limite, o usuário

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Paywall à brasileira

Paulo Rebêlo Observatório da Imprensa | 20.março.2012 | link A moda do momento, entre editores e diretores de jornal, parece ser o paywall. Promovido sobretudo por jornais americanos e ingleses, trata-se de um método para cobrar pelo conteúdo do jornal impresso oferecido na internet. O recurso permite a leitura de uma quantidade limitada de matérias por dia. Ultrapassado o limite, o usuário é convidado a fazer uma assinatura digital ou híbrida, que inclui o recebimento do impresso. Cabe ao jornal decidir como proceder. Por ser tecnicamente muito simples, o paywall trabalha com a noção de permissões por página. Pode ser personalizado a gosto do freguês, abrindo um leque de oportunidades para promoções e direcionamento de conteúdo e reportagens – do ponto de vista comercial ou de interesse público. Como usar e oferecer o paywall é justamente o que diferencia atualmente os jornais que o adotam. Não faz milagres em termos de receita, mas tem mostrado resultados bem interessantes. Além de ser uma alternativa viável aos veículos de comunicação que ainda insistem no clichê pouco inteligente de fechar totalmente o conteúdo do jornal impresso. A adoção do paywall é uma discussão movida, em grande parte, pela autopromoção de veículos como The

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