Velhas piadas de velho

Quando a jovem manceba entrou na sala de reunião com aquele vestido solto e florido, logo perguntou para a amiga ao lado se estava bonita. O passo seguinte era óbvio: faltava a tal opinião masculina.

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Sorriso à cabidela

Paulo Rebêlo — O sorriso sincero de uma mulher é uma experiência tão sublime quanto sua própria silhueta desnuda à meia luz e com vista para o mar. Porque o sorriso, quando de verdade, é uma expressão ímpar. Não é apenas a boca. São olhos, sobrancelhas, testa, ombros, todos em uníssona harmonia. E quando somos nós os responsáveis por arrancar um sorriso assim, é difícil não querer um segundo. É quase tão bom quanto aquela última porção de galinha à cabidela que o garçom escondeu para entregar quando você chega no bar e a cozinha já está fechada. Mestres do disfarce, talvez por isso elas achem que nós nunca sabemos quando estão rindo de mentirinha. Seja de uma piada sem graça ou de uma cantada sofrível e repetida ad infinitum. Embora a gente perceba tão pouco o universo feminino, há duas coisas que conseguimos diferenciar a quilômetros de distância: sorrisos sinceros e mentiras sinceras. O resto a gente não entende, não adianta comprar brincos novos ou mudar o penteado. A gente não precisa ser Roger Rabbit e tampouco elas parecem ter vocação para Jessica. Mas roda o mundo e giro pelo mundo, não consigo parar de questionar: por que os

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Ranzinzamente correto

Paulo Rebêlo // fevereiro.2004 O mundo ficou muito mais chato depois que inventaram o tal do politicamente correto. Que nada mais é do que uma expressão perfeitamente tucanada para os pseudo-moralistas de plantão levarem tudo a sério. Não se pode mais contar piada de gays, virou preconceito. Brincar com o excesso de emotividade das mulheres agora é machismo. E conversar sobre mulheres boazudas e bundudas é sexismo.

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