Anormais

A ciência tem muito a aprender com o carnaval brasileiro. Durante os dias de folia, a sociedade se divide (por conta própria) em pessoas normais que vão brincar carnaval ou aproveitar o feriadão viajando; e as pessoas anormais que ficam em casa e trabalham sem ninguém pedir ou querem fugir da esbórnia momesca. Poderia ser simples assim, mas não é. Fulano passa o ano inteiro sedentário, não sobe sequer um andar de escada quando falta luz no edifício (melhor esperar fumando na portaria) e, durante o carnaval, o mesmo ser humano dorme apenas quatro horas por dia e passa cinco dias subindo e descendo ladeira, pulando atrás de trio-elétrico por oito horas seguidas, não faz nenhuma refeição decente e vive apenas comendo batata frita e coxinha de aquário. No dia seguinte a criatura está inteirinha da silva, zero bala, já acorda fantasiada, gritando e pulando igual ao boneco Chucky do Brinquedo Assassino, aparentemente entalado de pilhas alcalinas e metanol nas entranhas. Como isso pode ser normal? A televisão já produziu o Hulk – era um cientista antes do acidente no laboratório – mas até hoje a nossa ciência não descobriu de onde essas pessoas normais, que brincam carnaval, tiram tanta energia do nada. Agora

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Pedofilia e a nova lei em debate

Webinsider / Universo Online 19.novembro.2008 Os arautos do ufanismo comemoram a nova legislação – ainda a ser aprovada – para combater o crime de pedofilia no Brasil. Entre outras medidas, a lei em questão transforma em crime atos de exposição, venda e posse no computador de conteúdo pedófilo. É uma perigosa faca de dois gumes, mas até agora só um lado tem voz. Ecoam elogios ao projeto de lei 3777/08 e expectativas de que o presidente Lula sancione a lei até dezembro. O que irá acontecer se a sua empresa for atacada por um vírus ou spyware, destes que pipocam janelas de pornografia logo ao se conectar à internet? Muita das imagens ficam armazenadas nocachedo navegador ou do Windows. E se houver imagens de crianças entre os arquivos? Talvez você responda que ninguém poderá culpar o funcionário por um descuido técnico, sobretudo por uma omissão além de suas funções corporativas. Então será o suporte técnico responsável por permitir a entrada de spywares? Irão responder judicialmente? E quem responde por eles não é o administrador de redes ou o gerente de tecnologia? Como fica? E se entre os seus 300 funcionários realmente houver um pedófilo que guarda imagens de pedofilia propositalmente? E se um desafeto

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PPP: instalação de nova geração de presídios sob ameaça

RECUO // Prefeitura de Itaquitinga pode não ceder terreno para presídio estadual Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 16.março.2008 fotos: Juliana Leitão/DP Itaquitinga (PE) – Presídio de última geração, mais de três mil vagas, melhores condições para os detentos e a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do sistema penitenciário brasileiro, cujo valor pode chegar a R$ 250 milhões. É a promessa do Governo de Pernambuco, que deve publicar até o final deste mês o edital para construção do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga, a 66 km do Recife, na Mata Norte. Só há um problema: a prefeitura desta cidade perdeu a confiança no governo, após um longo processo de convencimento para que o município aceitasse a chegada do presídio e todas as conseqüências decorrentes do processo.

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Juízes cobram projeto para abrir as contas públicas

TRANSPARÊNCIA // Associação tenta regulamentar lei que dá acesso a dados dos Três Poderes Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 24.fev.2008 Novas descobertas sobre gastos com cartões corporativos, aliadas à inexistência de uma lei de transparência para as contas públicas no Brasil, ainda vão render bastante munição para os partidos da oposição durante as campanhas eleitorais deste ano. Passados 20 anos da Constituição de 1988, o governo ainda não regulamentou a lei de direito de acesso às informações públicas, prevista no art. 5º, inciso 33. Por conseguinte, a sociedade torna-se refém da boa vontade dos governantes em apresentar faturas e prestar contas ao cidadão que, por sua vez, se vê impossibilitado de cobrar formalmente.

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Fiscalizar gastos públicos, uma tarefa para poucos

TRANSPARÊNCIA // Governo evita regulamentar lei que abre informações do orçamento Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 17.fev.2008 Gastos de governo – qualquer governo – são crescentes a cada ano. E quanto maior a despesa, maior é a dificuldade de fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público. Se os próprios políticos encontram dificuldade em supervisionar, a situação é ainda pior para eleitores e a sociedade em geral. As denúncias sobre o uso de cartões corporativos para custeio de despesas fantasmas ou pessoais reafirmaram não apenas o legado de pouca transparência nas contas públicas, mas, sobretudo, a dificuldade de acesso às informações públicas. No site Portal da Transparência, mantido pela Controladoria Geral da União (CGU) e considerado a “mais completa ferramenta” aberta ao cidadão comum, as lacunas de fiscalização são grandes e os dados disponíveis deixam a desejar. Um levantamento do Instituto A Voz do Cidadão, realizado a pedido do Diario, mostrou que as contas reveladas pela CGU no ano-base 2007 representam apenas 10% do total de gastos governamentais. E dentro deste escopo, há uma série de furos técnicos, como é o caso dos saques em dinheiro vivo, como mostra a imagem ao lado. Antes de ser um direito da sociedade,

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Números negam prioridade prometida para o Turismo

ORÇAMENTO // Governo fala em turbinar investimentos na área, mas histórico não ajuda Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 11.jan.2008 O orçamento da prefeitura do Recife em 2008 somente para o Carnaval – R$ 30 milhões – é maior do que o orçamento para turismo do Governo de Pernambuco durante todo o ano passado. A soma dos valores repassados pelo governo estadual foi de R$ 24,3 milhões, de acordo com dados da Controladoria Geral do Estado. Apesar de a prefeitura contar com cotas de patrocínio da iniciativa privada, o Carnaval 2007 ainda teve orçamento superior – R$ 25 milhões – ao custo total de turismo do estado. A prefeitura gasta muito em apenas um evento ou o governo investe pouco em turismo? Depende de quem responde. O novo secretário de Turismo de Pernambuco, Silvio Costa Filho (PMN), costuma citar a Bahia como exemplo de atração de turistas. Ontem, ao lançar oficialmente o “primeiro plano estratégico do turismo” com o governador Eduardo Campos e uma série de autoridades convidadas (leia detalhes do projeto em Economia) a menção aos baianos novamente se fez presente. A diferença é que em 2007 o orçamento estadual para o turismo na Bahia foi de R$ 124,4

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Eles querem restaurar a Monarquia

Movimento nacional, com forte presença em Pernambuco, tenta instituir sistema de governo com imperador, primeiro-ministro e parlamentarismo Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 15.nov.2007 (link) O presidente se preocupa com as próximas eleições, enquanto o rei se preocupa com as próximas gerações. Eis um dos principais pontos a nortear monarquistas de vários estados, a partir de hoje (15), em um debate em São Paulo sobre o “novo” projeto político para o país. Poucos têm observado, mas neste exato momento diversas associações trabalham e discutem a restauração da Monarquia no Brasil. O modelo inclui as figuras do imperador, do primeiro-ministro e de gestores eleitos pelo povo, em regime de Monarquia parlamentarista. De forma um tanto discreta, os chamados círculos monárquicos promovem encontros e palestras sobre a viabilidade política e o momento mais oportuno para a restauração. Agora, quando se comemora 119 anos da Proclamação da República, eles se sentem preparados a enfrentar e tentar esclarecer a opinião pública. E até mesmo fazer parte do atual sistema político, por meio de um partido e de uma base no Congresso Nacional. São planos e idéias que, de hoje a sábado, constam na programação do Encontro Monárquico 2007 na capital paulista, organizado pelo Instituto

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PC Conectado – Governo pode ceder às pressões

Paulo Rebêlo [email protected] O PC Conectado, projeto de computador barato para a população de baixa renda que foi noticiado pela Folha na edição passada, acaba de ser adiado novamente. Inicialmente previsto para março, agora o governo trabalha com o mês de abril para colocar no mercado as primeiras unidades. Duas empresas já mostraram interesse em fabricar computadores para o programa: a Cobra Tecnologia, que é do Banco do Brasil; e Ponto Frio, da Positivo, em parceria com operadoras de telecomunicações. Informações de bastidores dão conta de que o governo pode ter cedido às pressões da Microsoft em incluir o sistema Windows no PC Conectado, opção contrária à defendida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (ITI), que pretende incluir apenas o Linux e softwares de código aberto. Seriam três versões diferentes do PC Conectado: uma com o Linux, mais barata; outra com Linux e Windows XP, a um valor intermediário; e a mais cara, somente com XP. O diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Sérgio Rosa, não confirma as informações relacionadas à inclusão do Windows. “É prematuro falar em definições sobre plataformas e aplicativos do PC Conectado, todas as informações nessa área são especulações”, classifica. O Serpro, também estatal,

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PC popular , o Fome Zero da tecnologia

Paulo Rebêlo – [email protected] A novela do PC Popular está sendo reprisada. Desta vez, o novo projeto do Governo Federal se chama PC Conectado e tem como objetivo vender computadores a preços reduzidos para a população de baixa renda. O governo entra com subsídios e o comprador poderá parcelar o valor em até dois anos, em prestações que não devem ultrapassar R$ 50. Resta saber se vai dar certo. Afinal, não é a primeira vez que o Brasil tenta expandir o acesso à informática com programas populares. Confira o que está acontecendo e o que já aconteceu em programas estatais de popularização da tecnologia. Governo tenta popularizar novamente O governo trabalha com um prazo para o mês de março, mas o fato é que ninguém sabe ao certo quando chega, ou se vai chegar um dia, o chamado PC Conectado – a nova cria brasileira em matéria de computador popular para as massas. Com sistema operacional Linux e programas gratuitos de escritório, o PC deverá ter um custo final de R$ 1,4 mil. No início das negociações entre ministérios e empresas, durante o ano passado, a idéia era que o micro não ultrapassasse R$ 1 mil. O custo do equipamento

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