Invasões médicas

Paulo Rebêlo Portal NE10 / JC – 04.dez.2012 link original Não faz muito tempo e a gente ia ao médico apenas para ouvir a pergunta: faz exercício físico regularmente ou é sedentário? Aquilo já me irritava sobremaneira. Não havia meio termo. Ninguém quer saber se a gente faz exercício quando dá tempo, quando não tem deadline, quando o parque ainda está aberto. Ou você é saudável ou é sedentário, um preguiçoso que passa o dia inteiro vendo televisão e comendo batata-frita com Baré Cola. Bons tempos foram aqueles. Hoje eles querem saber quais são os meus hábitos alimentares. Se incluo frutas e verduras na minha dieta. Se corto frituras e gorduras. Se evito sal, açúcar e enlatados. Tento explicar que não faço nada disso porque, se o fizesse, certamente estaria pensando em suicídio. Mas eles não escutam. Pior ainda, agora o enxerimento foi além da linha vermelha e querem saber como anda minha vida sexual. Doutor, minha vida sexual não anda, ela deita. Quando dá tempo, quando não tem deadline, quando o parque está aberto para mim. O dente dói. Vou à dentista e a ninfeta acha que por ser novinha e bonita tem o direito de influenciar meus hábitos de quatro xícaras

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Um vôo em conflito

Paulo Rebêlo | setembro.2008 Não adianta escrever mais sobre as frustrações em viagens de avião, com direito a aeronaves mais apertadas do que ônibus de linha e passageiros que parecem nunca ter visto comida na frente. Como nem tudo é aperto e nem todos são morta-fome, um vôo de longa duração e relativamente vazio até que tem um pouco de serventia. Você termina refletindo sobre coisas realmente importantes na vida. Por exemplo: por que é tão difícil achar uma aeromoça gorda?

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