Sorriso à cabidela

Paulo Rebêlo — O sorriso sincero de uma mulher é uma experiência tão sublime quanto sua própria silhueta desnuda à meia luz e com vista para o mar. Porque o sorriso, quando de verdade, é uma expressão ímpar. Não é apenas a boca. São olhos, sobrancelhas, testa, ombros, todos em uníssona harmonia. E quando somos nós os responsáveis por arrancar um sorriso assim, é difícil não querer um segundo. É quase tão bom quanto aquela última porção de galinha à cabidela que o garçom escondeu para entregar quando você chega no bar e a cozinha já está fechada. Mestres do disfarce, talvez por isso elas achem que nós nunca sabemos quando estão rindo de mentirinha. Seja de uma piada sem graça ou de uma cantada sofrível e repetida ad infinitum. Embora a gente perceba tão pouco o universo feminino, há duas coisas que conseguimos diferenciar a quilômetros de distância: sorrisos sinceros e mentiras sinceras. O resto a gente não entende, não adianta comprar brincos novos ou mudar o penteado. A gente não precisa ser Roger Rabbit e tampouco elas parecem ter vocação para Jessica. Mas roda o mundo e giro pelo mundo, não consigo parar de questionar: por que os

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Cartilha Feminina Universal – CFU

Paulo Rebêlo // setembro.2005 Com o passar dos anos, os homens vão identificando cada processo que antecede os chiliques femininos, popularmente conhecidos como piti. É comum ouvir reclamações que os homens não entendem as mulheres. É um clichê. E como todo clichê, é uma afirmação pueril.

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Réveillon e as pombas da discórdia

Enquanto o natal exerce o dom de evidenciar o que há de mais hipócrita, demagogo e às vezes incrivelmente falso nas pessoas, a virada de ano parece ter um poder inversamente proporcional. Chega a ser estranho ver algumas pessoas bebendo tanto, após um ano inteiro de sobriedade. É como se o réveillon gerasse um efeito similar ao que ocorre nas mulheres durante as festas de formatura (delas) ou antes de casar: tomam todas até cair, como se o dia de amanhã fosse trazer uma iluminação dos céus. No entanto, engana-se quem pensa que a bebedeira descontrolada do ano-novo atinge apenas os leigos. Não é incomum ver profissionais papudinhos caindo na mesma armadilha. Justamente por isso, diferentes histórias de réveillon possuem um contexto bem similar. Sempre há bebedeira e constrangimentos. Três causos ilustram bem a semelhança etílica desta época do ano. Veremos uma por dia, até 1 de janeiro.

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