Gripe suína: Tamiflu vira manchete, mas pouco ou nada se sabe

Paulo Rebêlo | 04.agosto.2009 Knight Center for Journalism Quanto mais casos de morte por gripe suína são reportados na América Latina, maior é o tom alarmista da imprensa e menor é o real conhecimento da população sobre variáveis presentes na cobertura. Da noite para o dia, o nome do remédio “tamiflu” ganhou as principais manchetes, diariamente, de jornais, revistas e televisão. Mas na maioria dos países latinos, pouco ou nada se ouviu falar sobre o medicamento até agora. Excetuando-se reportagens isoladas e específicas sobre saúde, publicadas no passado e sem vínculo algum com a gripe suína, o Tamiflu é uma grande novidade para a maioria da população que desconhece esse remédio tão popular nos Estados Unidos. Por que? Ninguém sabe explicar ao certo e, até agora, a imprensa tem falhado em ir além do noticiário factual. Críticas sobre potenciais efeitos adversos do Tamiflu também estão fora das manchetes, mesmo quando há precedentes até hoje pouco explicados, como mostra uma reportagem do Japan Times publicada no dia 20 de março de 2007. O Japão é o país que mais compra Tamiflu e há dezenas de casos de suposto suicídio por pacientes que usavam o medicamento. Estudos sobre efeitos colaterais do Tamiflu em crianças e efeitos nocivos à pele também

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Contagem regressiva na Bolívia

População se prepara para votar a principal promessa de campanha de Evo Morales: a aprovação de uma nova Constituição Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 30.novembro.2008 A refundação da Bolívia. É assim que o governo do presidente Evo Morales trata o referendo programado para 25 de janeiro de 2009. Os bolivianos se preparam para votar a principal – e mais polêmica – promessa de campanha de Morales: a aprovação de uma nova Constituição. Eleito em dezembro de 2005 com 53,7% dos votos, Evo Morales é o primeiro presidente indígena do país e os alicerces de sua campanha foram as causas indígenas, os “grupos excluídos do Estado” e a repatriação dos recursos naturais.

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Povo da Venezuela vai às urnas

VOTO // Com a popularidade em declínio, o presidente Hugo Chávez enfrenta hoje o desafio das eleições regionais Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 23.novembro.2008 Com a popularidade em declínio e a economia cada vez mais ameaçada pela queda no preço do barril de petróleo, o presidente venezuelano Hugo Chávez enfrenta, hoje, mais um de seus polêmicos desafios políticos. Para Chávez, as eleições regionais são quase um pleito presidencial. Sem pudor de usar a máquina pública, há vários meses o presidente faz campanha aberta para seus aliados e para candidatos de sua família. Ao mesmo tempo, ameaça os opositores com possíveis intervenções do Exército, caso eles vençam em Estados considerados fundamentais para a “revolução socialista do século 21” pregada pelo líder venezuelano.

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Eleições sob vigilância na Venezuela

Observadores internacionais chegam à Venezuela para fiscalizar a lisura do processo eleitoral que vai escolher novos governadores e prefeitos do país Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 16.novembro.2008 Uma centena de observadores internacionais são esperados na Venezuela, a partir desta semana, para conferir a lisura das eleições locais do próximo domingo, 23. Por trás da boa vontade patrocinada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), contudo, há a expectativa velada sobre os limites da influência atual do presidente Hugo Chávez, prestes a completar 11 anos no poder e com mandato até 2013. Observadores já presentes no país relatam que o clima é tenso, sobretudo diante do crescimento da oposição à Chávez e, por tabela, o aumento das ameaças do presidente. Os venezuelanos vão escolher seus representantes em 22 dos 23 Estados do país, além de 328 prefeitos e 233 legisladores provinciais.

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América latina fica esquecida

Política externa norte-americana esteve no debate da campanha, mas não citou os vizinhos latino-americanos além do discurso de praxe Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 02.novembro.2008 Para a América do Sul, a campanha presidencial nos Estados Unidos chega ao fim do mesmo jeito que começou: totalmente no escuro. Terça-feira, quando o eleitor norte-americano for escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, gestores e autoridades latino-americanas continuarão sem saber quais as diretrizes esperadas para os vizinhos do hemisfério sul.

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Chapa dos sonhos para democratas

ELEIÇÕES NOS EUA // Obama e Hillary costuram aliança para derrotar McCain Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 25.maio.2008 Embora todos os governantes na América do Sul tenham plena ciência do pouco significado político do continente antes e depois das eleições norte-americanas, não há veículo de comunicação no mundo que não destaque, quase que diariamente, os bastidores do pleito de novembro. Além da razão óbvia de se tratar do futuro comandante da nação mais poderosa e influente, a disputa interna no Partido Democrata para indicar o candidato, entre Barack Obama e Hillary Clinton, hoje se mostra também insignificante do ponto de vista prático. Com propostas de governo relativamente divergentes para a política interna, externamente Obama e Clinton não diferem em quase nada.

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O outro lado da América

ELEIÇÕES NOS EUA // Para analista político Thomas Schaller, parte latina do continente continuará em baixa com o novo presidente Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 18.maio.2008 Com o nome praticamente definido como o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos para as eleições gerais de novembro, Barack Obama ganha ainda mais popularidade mundo afora, mas seu programa de governo é incipiente ao tratar de política externa. Analistas internacionais ouvidos pelo Diario são unânimes ao afirmar: quem quer que seja o futuro presidente norte-americano, pouco ou nada mudará o tratamento aos países do hemisfério sul. Pior, nenhum dos candidatos apresenta altivez em questões que ultrapassem o seu território.

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