Apoio político é tudo na terra de Lula

CAETÉS // Primo do presidente, José Moura de Melo, fortalece a oposição no município Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco 24.agosto.2008 ____ CAETÉS, PE — Famosa por ser a terra natal do presidente Lula e pela pobreza traduzida com o penúltimo lugar no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) das Nações Unidas, este município a 252 quilômetros do Recife consegue ser ainda mais inusitado nesta campanha eleitoral. Apesar de toda a máquina dos governos estadual e federal em apoio a Sampainho (José Luiz de Sá), é o candidato da oposição Lindolfo Almeida (PSDB) que conta com o apoio explícito de um dos primos mais conhecidos do presidente da República, José Moura de Melo.

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A força eleitoral do pós-assistencialismo

SOCIAL // Lançado no Agreste, programa Territórios da Cidadania destina 70% dos recursos para regiões sob comando de aliados Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 18.maio.2008 Dinheiro não cai do céu, mas receber uma quantia fixa todo mês, sem contrapartidas e sem critérios passíveis de fiscalização concreta por parte do poder público é quase uma ajuda divina. Logo, não chega a surpreender que até as eleições de outubro se acentue o destaque ao Territórios da Cidadania. Espécie de evolução conceitual do Bolsa Família, o programa entra na pauta de quase todos os políticos aliados do presidente Lula e faz tremer as bases da oposição. Na sexta-feira (16), novamente o Territórios foi lançado, agora em Pernambuco, com a presença do governador Eduardo Campos, secretários estaduais, representantes do Planalto, prefeitos e parlamentares.

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E quem é mesmo João da Costa?

RECIFE 2008 // Filho de um ex-prefeito e ex-vereador de Angelim, secretário foi escolhido oficialmente por João Paulo como candidato a prefeito César Rocha e Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 27.jan.2008 Natural de Angelim, a 214 km do litoral, no agreste meridional de Pernambuco, quer ser prefeito do Recife. Xodó do atual prefeito João Paulo Lima e Silva, ele não fala em um projeto meramente pessoal de chegar à prefeitura. Transparece um certo messianismo em seus discursos e fala de um projeto coletivo, nacional, de milhares de militantes. João da Costa Bezerra Filho, 47 anos, poderia ter sido mais um herdeiro de um ciclo político familiar que perdura até os dias de hoje. Em vez disso, logo cedo se desvinculou da política de direita praticada pelo pai e escolheu a militância esquerdista, ao sair de Angelim e migrar para o Recife em busca de estudos e ideais coletivos.

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A árvore da discórdia entre Democratas e federalistas

IMAGEM // Ex-PFL adota idéia de logomarca dos conservadores ingleses e incomoda nova sigla Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 08.jan.2008 Eles garantem que não se inspiraram em outro partido político e que tudo foi aprovado em convenção, mas as semelhanças são visíveis, não apenas visualmente, mas até mesmo pelas simbologias apresentadas. A logomarca adotada pelo Democratas (ex-PFL) em 2007 é bem semelhante à imagem usada desde 1999 pelo Instituto Federalista. As similaridades não acabam por aí. Em processo de “renovação de imagem”, o Democratas nasceu originalmente como Partido Democrata e parece ter seguido a mesma tendência do Partido Conservador inglês, na Grã-Bretanha, que recentemente adotou o termo “Conservadores”, excluindo o “partido”. A logomarca dos ingleses também é uma árvore e, a exemplo do Democratas, o discurso de renovação é enfático no quesito meio ambiente, tão em voga para conquistar novos eleitores. No embate entre Federalistas e Democratas, a semelhança é ainda maior. A árvore federalista é tripartite, com formas arredondas. A democrata, também tripartida, possui contornos mais versáteis.Ou, como o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) disse no lançamento da marca em 2007, a inspiração é no “conceito de economia verde” e “foi pensada com muito cuidado e representa todas as

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São Francisco se transforma no rio da discórdia

Projeto de transpor as águas coloca em lados opostos ribeirinhos e sertanejos Paulo Rebêlo Folha de S. Paulo | 26/dez/2007 link O chão é árido a ponto de rachar. Os galhos quebram com facilidade de tão secos. Açudes e palmas de cactos que servem como alimento de animais -e até de seres humanos- também secam. Se vivo estivesse, Graciliano Ramos certamente diria que as vidas nunca deixaram de ser secas. Ele só não saberia explicar como pode haver tanta água a poucos quilômetros de um cenário tão ríspido. Às margens do rio São Francisco, o agricultor Valdemar Bezerra Luna criou filhos e netos nessa região longe de grandes cidades e carente de infra-estrutura. Afinal, dos 84 anos 54 foram à beira do rio no sertão pernambucano. Depois de tanto tempo, ele garante que sua própria existência tornou-se uma extensão do rio, com benesses desde a água para consumo até a manutenção de uma pequena roça com a qual alimenta a família. A vida de seu Valdemar não é muito diferente da de milhares de famílias às margens do gigantesco rio com 2.863 km de extensão, cuja nascente fica na Serra da Canastra (MG). As turvas águas da bacia hidrográfica do

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Até analfabeto passou em concurso

DENÚNCIA // Justiça decide anular disputa por cargos públicos na Prefeitura de Ferreiros Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 21.dez.2007 O concurso público para preenchimento de vagas vinculadas à prefeitura municipal de Ferreiros, na Mata Norte, a 122 km do Recife, foi anulado pela Justiça sob alegação de diversas irregularidades. A decisão judicial foi despachada pelo juiz de direito André Rafael de Paula Batista Elihimas. As ações cautelares nº 2.909 e nº 2.959, ambas de 2007, relatam em detalhes diversas fraudes apuradas a partir de uma denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o município de Ferreiros.

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Todos contra novo presídio em Canhotinho

SISTEMA PRISIONAL // Prefeituras do Agreste Meridional protestam contra a instalação de nova unidade para abrigar detentos Paulo Rebêlo (email) Diario de Pernambuco – 09.dez.2007 Canhotinho — O governo estadual nega. A prefeitura não aceita, o povo protesta, as cidades vizinhas reclamam e os bandidos agradecem. Eis a situação enfrentada por este município do Agreste pernambucano, a 193 km do Recife, ao saber que o governo do estado pode instalar um novo presídio na cidade. A instalação seria adicional ao Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), de regime semi-aberto e com problemas sérios de infra-estrutura e superlotação. O prefeito Álvaro Porto (DEM) reclama que o governo não abre o jogo. “Não aceitamos em nenhuma condição o presídio”, resume. Demonstrando força política e apoio de boa parte da população e de prefeituras vizinhas, Álvaro Porto conseguiu reunir pelo menos duas mil pessoas, na tarde de quinta-feira, para uma passeata com direito a carro de som e pneus queimados no acostamento da PE-177. O protesto foi pacífico e contou com a presença de prefeitos de municípios próximos, como Angelim, São João, Capoeiras, Lajedo e Jurema.

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Em Aliança, Dona Nanete faz e desfaz

INTERIOR // Sem prefeito desde abril e à espera da eleição do novo titular, município vive ainda sob o poder dos Freitas, que foram cassados Paulo Rebêlo Diario de Pernambuco – 11.nov.2007 O futuro político de Aliança, a 81 km do Recife, na Zona da Mata Norte, reside na decisão da Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), prevista para ser votada nesta segunda-feira (12) à tarde. Reunindo os 15 desembargadores mais antigos, a Corte Especial irá julgar o pedido de intervenção no município, envolto em uma instabilidade política desde abril. Foi quando a Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito Carlos José de Almeida Freitas, do vice-prefeito Pedro Francisco de Andrade Cavalcanti e da presidente da Câmara Municipal, Ana Maria de Almeida Freitas, todos do PSDB. Por trás do imbróglio político há uma série de denúncias sobre fraudes no INSS, compra de votos e até mesmo tráfico internacional de crianças. A lei do silêncio, contudo, impera entre os moradores. Muitos já sofreram ameaças. A reportagem do Diario esteve em Aliança e chegou a sofrer tentativa de agressão ao entrevistar a vereadora cassada Ana Freitas, que responde a diversos processos judiciais de 1º, 2º e 3º graus. O

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