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O cão vegano do segundo livro

(c) rebelo.org

Rebêlo | mai.2017 ### Capiroto, me perdoa. Eu comi uma coxinha vegana e gostei. Sei que foi uma heresia. Mas a safada estava melhor do que a maioria das coxinhas de galinha que o Deus Mercado me oferece. Não criemos pânico. Ainda não há risco ao nosso altar, ali na BR-232, porque a coxinha com catupiry do Rei das Coxinhas continua sendo o nosso norte, nosso alimento sagrado, nosso rumo e nossa vida ao óleo e óleo. Não obstante cá estou, orando a ti, pedindo força e disciplina, para não mais cair em tentação e não mais aceitar outros experimentos hereges quando me fizerem oferendas gastronômicas. Diga-me, o que seria do nosso universo em descontrole se houvesse uma empada vegana? Tenho pesadelos ao imaginar um terrorista vegano descobrindo a fórmula de uma empada vegana de queijo do reino. Seria o apocalipse zumbi, o fim dos tempos, o dia em que o sertão vai virar mar, o Armagedom sem o Bruce Willis para nos salvar e as vacas criando asas para voar. Nesse dia, até o nosso cão do segundo livro vai virar um gatinho fofo de Facebook. O que essa gente vegana tem feito com nossos princípios? Gente perigosa. Desconfio

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Quando acaba, ninguém pensa em nada

(c) paulo rebêlo

Rebêlo | 23.mar.2017 Dizem que os homens são mais pragmáticos. A verdade é que, quando acaba, viramos todos umas grandes piabas morrendo afogadas. Já sabemos que, para muitas mulheres, o melhor remédio para emagrecer continua sendo a separação. Já sabemos, também, que o maior medo do homem é que ela case com outro. A gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento. E quando acaba, enfim e de alguma maneira, elas ainda conseguem manter viva a poesia. Dão de ombros, erguem a cabeça e avante. É verdade, demora um pouco. Ou demora muito. Ou não demora nada. Jamais vamos saber o quanto elas sofreram chorando no pé da escada ou nas noites de sábado vendo Netflix. Mas elas conseguem encontrar esperança em novos tempos. A gente, com o passar do tempo, não encontra mais alento. Vamos perdendo a poesia, tento por tento, até não sobrar mais nada aqui por dentro. Nada que dê vontade de cuidar, dividir, abraçar, quiçá até telefonar. Já tive raiva, já tive ciúme. Restou apenas um pouco de curiosidade: qual é o maior medo que as pessoas têm em

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A grande sacanagem francesa

(c) Paulo Rebêlo

Não tenho a menor simpatia pela França, especialmente por Paris que considero um engodo social, mas admito que durante muito tempo alimentei um fetiche pelo Aeroporto Charles de Gaulle.

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O décimo ano de campanha política em redes sociais

Campanha Política e Redes Sociais

Paulo Rebêlo | 22.jun.2016 Agora em julho faz exatamente dez anos que ouvi, pela primeira vez, que esta seria a campanha das redes sociais no Brasil. Desde então, a cada dois anos ouvimos exatamente a mesma coisa. O mais engraçado é que a maioria dos políticos e das coordenações de campanha não conseguem entender como funciona uma rede social. Nem na internet e nem fora dela. Não se trata de tecnicismos e, muito menos, de conhecimentos esotéricos que só os gurus de campanha ou o boy da informática juram entender. Desde 2010, e mais fortemente desde 2012, o mercado tem mostrado os melindres e as inúmeras possibilidades de desvirtuar e inventar factoides em redes sociais. Além de questões mais técnicas e igualmente mais sérias que envolvem fraudes e maquiagem de números, pessoas e métricas. Torna-se mais grave porque a falácia das redes ludibria os dois lados: eleitos e eleitores. Enquanto um lado joga dinheiro pelo ralo porque cai na conversa de tantos aventureiros de paletó e bons modos, o outro lado acredita piamente que as redes refletem a realidade social em que vivemos. O maior referencial nas redes reside em números aleatórios, sem comprovação, sem verificação e principalmente sem auditorias externas. Na

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A memória política nas eleições recentes para prefeito do Recife

Paulo Rebêlo | 03.junho.2016 ### Não importa o país. Memória política nunca foi uma virtude do eleitor. No Recife, porém, parece que disputamos o título de menor memória política em linha reta da América Latina. Veja o exemplo do pré-candidato Daniel Coelho (PSDB). Do ponto de vista estritamente político, conseguiu de modo bastante inteligente reverter a pressão contrária a seu nome e colocar seu bloco na rua. Foi o primeiro dos pré-candidatos a fazer isso, inclusive sendo o primeiro a oficializar uma plataforma digital de pré-campanha para convidar as pessoas a enviar sugestões. A eficácia desse método é discutível e pode variar de acordo com a ideologia e conhecimento social de quem for lhe responder, mas o que parece não deixar margem para discussão é o nome: O Recife que você quer. Faz apenas quatro anos – ou seja, na última eleição para prefeito – que o mesmo slogan foi utilizado. Em 2012, o marketing político do então candidato a prefeito pelo DEM, Mendonça Filho, passou a campanha inteira com o slogan “O Recife que a gente quer”. Veja uma das inúmeras matérias neste link e um dos inúmeros vídeos divulgados na internet e na horário eleitoral. Dois anos depois daquela

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Uber sem regulamentação é convite para aventureiros

Regulamentação do Uber no Brasil

Antes de falar em termos bonitos e moderninhos como economia criativa ou inovação sociotecnológica, muita gente tem esquecido que legislação e regulamentação é um papel prioritário e necessário da política. E regulamentar o Uber é uma questão essencialmente política.

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A arrogância é só uma paixão

(c) rebelo.org

Sem palavras, talvez um pouco bêbado, quando uma mulher é interessante demais a ponto de a gente não saber o que falar. Ou a ponto de ficarmos a procura de qualquer coisa banal para perguntar, com medo que ela perceba que não somos tão interessantes o quanto elas são – ou o quanto elas pensam que somos.

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