Nem são as mais bonitas ou mais inteligentes que já conhecemos. São apenas a equação perfeita de tudo aquilo que admiramos, gostamos e esperamos. Só é uma pena que todo esse equilíbrio, quando a gente encontra, geralmente desequilibra nossa vida inteira.

Paulo Rebêlo
NE10 / SJCC – 25.agosto.2014

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Nem são as mais bonitas ou mais inteligentes que já conhecemos. São apenas a equação perfeita de tudo aquilo que admiramos, gostamos e esperamos.

Só é uma pena que todo esse equilíbrio, quando a gente encontra, geralmente desequilibra nossa vida inteira.

E, na hora que ela começa a falar, gesticular, os olhos a brilhar, alheia a tudo e a todos, você aos poucos conclui que largaria a esposa e os filhos por ela.

E também o emprego, o carro, o apartamento e, infelizmente, só não daria para largar as dívidas porque o banco lhe encontra até soterrado na mina chilena.

Também é uma pena que essas mulheres passem rápido demais. Às vezes aparecem por dois dias, em um congresso para lá de Shangrilá. Às vezes, por dois meses. E, às vezes, ela está ali do lado, na mesa vizinha ou na sala ao lado, sem entender que a sua simples existência é capaz de destruir os lares da família brasileira.

Talvez essas mulheres sejam o equivalente masculino ao príncipe encantado que elas tanto esperam até ficar gagá.

Pena mesmo é que, quase sempre, essas mulheres nunca sabem quem são de verdade. Não fazem ideia do quanto a gente largaria por elas.

E, mesmo que elas não larguem sequer um pacote de amendoim por nós, a gente queria ao menos fazê-las entender que elas são tudo isso. Para que elas fossem menos suscetíveis às próprias inseguranças.

Mas é melhor ficar quieto.

Não é por medo, conservadorismo, profissionalismo ou descrédito. Apenas porque deve ser difícil convencer alguém dizendo que, por ela, a gente largaria as mulheres que não temos e os filhos que não fizemos.

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