Não sei se vocês já repararam, mas a gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento.

Paulo Rebêlo
NE10/SJCC – link externo

Não sei se vocês já repararam, mas a gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento.

São tantas variáveis que a conta leva meses. E, quando vem o resultado, é sempre o mesmo X + Y,  onde X significa “não faço a menor ideia” e Y é “vou tentar de novo para ver no que vai dar”.

Poderíamos compartilhar sentimentos melhores se conseguissemos entender a diferença entre investir num relacionamento e insistir num relacionamento.

Muita gente tenta insistir hoje justamente porque não quis – ou não conseguiu – investir ontem.

Insistir é fácil, porque temos apenas o medo do fracasso de carregar nas costas mais um relacionamento falido; enquanto investir pode levar ao medo de não ver nossas esperanças correspondidas.

Mas até nisso a ciência tenta mostrar, com pelo menos seis décadas de estudos comportamentais e devidamente publicados, que para os casais felizes a tão complicada equação é 1+1.

Porque, mesmo com todas as revoluções culturais, rompantes sociais e orientações sexuais, a ciência de ontem e de hoje desafia a levantar a mão quem já conheceu um casal feliz que não tenha atenção e cuidado com o outro.

Seja na forma de pensar, agir ou até mesmo se dividir ao meio.

A ciência talvez leve outras seis décadas para descobrir porque a gente calcula tantas probabilidades feito chimpanzés.

Desconfio de algo mais mundano, quase pueril e igualmente primata: o medo de perder (por insistir) é bem menor e mais fácil de lidar do que o medo de não ganhar (por investir) em quem você tanto quer por perto.

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