Em Montreal, manifestação reúne 150 em apoio a protestos no Brasil

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Paulo Rebêlo
Folha de S. Paulo – 16.junho.2013 (link)

Mesmo debaixo de muita chuva, a comunidade brasileira em Montréal, no Canadá, reuniu cerca de 150 pessoas para protestar em frente ao Consulado Brasileiro na Westmount Square, durante a tarde do domingo (16).

O movimento “Democracia não tem fronteiras” fez a mobilização por meio das redes sociais e uma caminhada, que saiu às 13h30 da praça do Canadá e seguiu até o Consulado. A manifestação ocorreu de forma pacífica e sem imprevistos.

Ao chegar no edifício comercial onde fica o Consulado Brasileiro, os manifestantes cantaram o hino nacional, tiraram fotos e tentaram explicar as motivações do movimento aos curiosos que passavam no local e também para a imprensa de Montréal, presente no local.

Foi um protesto simbólico, já que o Consulado não abre ao público nos finais de semana. Os manifestantes se concentraram do lado de fora. Como prevê a lei canadense, o protesto foi comunicado com antecedência às autoridades locais, que permitiram sua realização. Duas viaturas da polícia acompanharam todo o percurso.

A brasileira Marcela Sanches foi uma das responsáveis pela organização do evento. Para ela, a manifestação serviu para mostrar “que é possível se manifestar sem ser agredido”. “Se perdemos esse direito ou nos impedirem de exerce-lo, ninguém vai poder lutar contra o aumento de passagens, pelos direitos das mulheres ou crianças, pela causa animal, contra políticos. Precisamos lutar pela liberdade de expressão e precisamos sair do facebook e fazer algo a mais”.

Para o publicitário Fabiano Pimenta, a chuva não contribuiu para um maior número de pessoas. Na página do evento no Facebook, mais de 700 pessoas confirmaram presença. “Acho que foi o Alckmin que mandou essa chuva para cá, já que a polícia daqui ele não controla”, ironizou Pimenta.

A estudante de mestrado Ana Cláudia Costa fez um cartaz pedindo menos samba e mais dignidade, sem medo do tempo ruim. Duas horas depois do início da caminhada, os manifestantes guardaram suas faixas e cartazes e começaram a dispersar, ainda com chuva.

Com muitas bandeiras do Brasil e faixas verde e amarelo, os manifestantes levaram diversos cartazes criticando a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil. Um deles simplesmente dizia: “Fuck the Cup”.

Os cartazes foram escritos em português, inglês e francês -Montréal fica na província francófona de Québec, no Canadá.

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