Lília Cabral novamente no Divã

flip158Atriz recria a personagem Mercedes, sucesso absoluto no teatro, no filme que chega amanhã aos cinemas de todo o país

Paulo Rebêlo
Diario de Pernambuco
16.abril.2009

Para divulgar Divã (Brasil, 2009), cuja estreia ocorre amanhã em todo o país, a atriz Lília Cabral enfrentou uma verdadeira batalha de holofotes. De cartazes a material promocional, além de várias entrevistas na imprensa, ela está em todas, sempre disposta a defender este novo filme dirigido por José Alvarenga Jr. Ao menos em termos artísticos, a superexposição de Lília é até merecida. Além de protagonista do filme, é ela quem consegue segurar sozinha mais um produto milimetricamente moldado para ser uma espécie de novela na tela grande – com direito a Reynaldo Gianecchini no papel de sempre, galã quase mudo.

O diferencial de Divã é o texto. E não poderia ser diferente, já que se trata de uma peça de teatro vista por mais de 175 mil pessoas, em 150 apresentações. A adaptação do romance homônimo de Martha Medeiros é um sucesso no teatro e a aposta da Globo Filmes é repetir a dose no cinema. A repetição é levada quase ao extremo, pois Lília Cabral também faz a personagem no teatro e o diretor das duas versões é o mesmo, José Alveranga Jr. No cinema, o roteiro é de Marcelo Saback.

À exceção de diferenças pontuais entre as duas linguagens (teatro e cinema), não há novidades no humor e no realismo cotidiano de classe média no roteiro de Divã. E termina sendo algo vantajoso, ao resultar em filme enxuto e objetivo sobre Mercedes, uma mulher de 40 anos (na vida real, Lília tem 51) que se considera feliz e sem problemas, mas que começa a repensar a vida quando decide procurar um psicanalista, sem motivo aparente. A partir de então, o humor se alterna entre a seriedade, sem cair na pieguice dramática, e o velho hábito de empurrar mensagens positivas como se fosse uma obrigação natural do filme feito para as massas.

De passagem pelo Recife há duas semanas para divulgar o filme, Lília Cabral não poupou elogios à sinergia entre a equipe e o diretor, até por causa da experiência adquirida com o teatro. “Mesmo nas improvisações, tudo deu certo. Em várias cenas difíceis, não precisamos refilmar, foi tudo de uma vez”, explicou, aliviada. O entrosamento com o resto da equipe de globais e colegas de novela – José Mayer, Cauã Reymond e Paulo Gustavo – também foi outro destaque mencionado por Lília na entrevista.

Ainda é uma incógnita quanto tempo Divã vai durar nas salas de cinema do Recife. Se depender dos exemplos recentes da Globo Filmes, sobretudo o fenômeno de bilheteria Se eu fosse você 2, tudo indica que o caminho já está devidamente trilhado para várias semanas adiante.

Voltando ao cineasta, Alvarenga já dirigiu sucessos da TV como Os normais, A diarista, Os amadores, Os aspones, Minha nada mole vida…, além de já ter dirigido Zoando na TV (com Angélica) e diversos filmes dos Trapalhões, como Os heróis Trapalhões, O casamento dos Trapalhões, A Princesa Xuxa e os Trapalhões, O mistério de Robin Hood etc.

(c) rebelo.org

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