Educação distante do cartão postal

Cinema // Entre os Muros da Escola apresenta histórias de alunos e professores em uma instituição no subúrbio de Paris

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Paulo Rebêlo

Diario de Pernambuco
13.março.2009

Cinema francês é igual a futebol. Uma caixinha de surpresas. Você entra sem saber o que vai encontrar. E nem sempre os melhores em campo ganham o jogo, como acontece neste curiosamente aclamado Entre os muros da escola (Entre Les Murs, França, 2008) cuja estreia ocorre hoje no Cinema da Fundação.

Há várias curiosidades do filme dirigido por Laurent Cantet e vencedor da Palma de Ouro em Cannes no ano passado, um prêmio considerado até mais importante do que o Oscar para boa parte dos críticos de cinema. Uma história sobre alunos e professores em uma escola do subúrbio de uma Paris cada vez mais globalizada, social e culturalmente.

O que há de mais interessante é a colcha de curiosidades para um público (enorme) que ainda pensa na França como reduto de branquelos educados e bem alimentados, além do tom quase-documental do convívio escolar. São 2h e oito minutos em apenas dois ambientes: a sala de aula e a sala dividida pelos professores.

Tanta aclamação mundial parece perder o sentido em países como o Brasil, onde os professores se deparam com realidades muito piores, mais cruas e realistas do que as mostradas em Entre os muros. Neste sentido, a ausência de debates mais profundos durante tanto tempo de filme o transforma em algo que beira a mediocridade.

O protagonista François Bégaudeau é professor na vida real, autor do livro que deu origem ao filme e roteirista. Com poucas exceções, os alunos também não são atores e “representam” a si mesmos.

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