Pentium, Sempron, Celeron, Athlon? Entenda.

Um resumo didático sobre a confusão entre os processadores disponíveis no mercado e os usuários a que se destinam. Antes de comprar uma máquina nova é bom saber as diferenças.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco
republicação no Webinsider

O processador é a parte mais importante do micro e é com base nele que as pessoas costumam escolher o computador na hora da compra. Quanto maior a velocidade do chip, mais rápida a máquina, dizem os lojistas. Hoje, o consumidor pode optar por processadores da Intel e da AMD, as duas gigantes do setor. A primeira oferece os processadores Pentium e Celeron; enquanto a segunda chega com Athlon e Sempron. Mas cadê o Duron, que até pouco tempo atrás imperava nos anúncios dos jornais?

O Pentium IV é o processador top de linha, objeto de cobiça entre gamemaníacos, entusiastas e usuários avançados. Uma de suas principais vantagens em relação aos concorrentes é a velocidade do barramento (FSB, de Frontside Bus), responsável pela comunicação entre o processador e o restante dos componentes.

As versões novas do Pentium rodam a 800 MHz de barramento, enquanto o concorrente Athlon vai a 400 MHz. A memória cache do processador, responsável por instruções especiais, muito utilizadas em jogos e aplicativos 3D, também costuma ser maior no Pentium. Para quem trabalha com edições de vídeo, o Pentium IV conta com recurso de “HyperThreading”, que simula o uso de dois processadores simultâneos no micro e melhora o tempo de resposta quando algum processo esteja em atividade intensa.

No entanto, técnicos e consultores em informática costumam concordar sobre o principal problema desta cobiça: o preço. O supervisor técnico Tarcizo Júnior acredita que a performance do Pentium não justifica o alto preço, às vezes o dobro da concorrência. Sobre a velocidade do barramento, ele ressalta que nem sempre a diferença é perceptível. “Em alguns jogos e aplicativos 3D, a performance do Pentium é melhor, mas não em todos. Às vezes o Athlon (AMD) é mais rápido, varia demais. É no preço que está o problema, a diferença é muito grande”, avalia.

No geral, por este aspecto, o Pentium IV não é recomendado para ambientes de trabalho (empresas) e para usuários que precisem apenas usar programas de escritório, internet e, talvez, uns joguinhos. O preço não compensa e há outras opções mais baratas no mercado.

Já o processador Celeron, a opção de baixo custo da Intel, sofre no mercado porque apresenta uma performance inferior aos demais e nem sempre é o mais barato. “O problema volta a ser o custo, porque hoje o consumidor pode comprar, por quase o mesmo preço, um Athlon com performance superior”, explica o técnico Felipe Loyo.

Ciente dos problemas, recentemente a Intel lançou uma nova linha de processadores Celeron. Batizados de Celeron D (para desktop) e Celeron M (para notebooks), com tecnologia nova e mais velocidade.

AMD investe no Athlon de 64 bits

O Athlon é o atual concorrente direto do Pentium, tem velocidade e performance um pouco inferior ao Pentium IV, mas pode apresentar resultados iguais ou melhores em alguns tipos de jogos. A AMD está abrindo mão do Athlon para ceder o lugar ao novo processador de 64 bits, o Athlon-64.

Análises de sites especializados colocam o Athlon-64 lado a lado com o Pentium IV, sobretudo porque tem instruções de 64 bits que o concorrente da Intel não tem – com a exceção de uns novíssimos Pentium IV que estão chegando ao mercado com as extensões 64 bits. Ganha um doce quem achá-los à venda nas lojas brasileiras.

A gerente de Marketing da Nagem, Iara Espíndola, aposta todas as fichas no Athlon-64. “O mercado local já vende o processador e até o modelo mais novo, o 64-FX, ainda mais rápido”, antecipa.

Um dado interessante: de acordo com ela, hoje em dia apenas 30% das vendas em processadores AMD são de Athlon. Os 70% restantes vão para o Sempron, a menina dos olhos da AMD ou, se preferir, a galinha dos ovos de ouro. O processador é o substituto do Duron na categoria baixo custo. É a opção recomendada para a maioria dos usuários, em casa ou no trabalho.

O técnico em informática Renato Queiroz é um dos fãs do Sempron. “80% dos meus clientes usam processadores Athlon e Sempron, por causa do custo. O Sempron é o mais barato e oferece a melhor relação custo-benefício entre todos os processadores”, afirma. É a mesma opinião entre os técnicos da Infobox e outros consultados pela eeportagem.

O segredo do Sempron é que ele é baseado no Athlon, porém, com menos instruções especiais voltadas para jogos muito avançados e aplicativos 3D pesados. Resultado: atende perfeitamente as necessidades básicas das empresas, em programas de escritório, internet e, de quebra, não responde tão feio assim em jogos. “O Sempron veio substituir o Duron, mas é bem melhor e consegue desbancar o Celeron”, avalia Felipe Loyo.

A AMD está para lançar um novo modelo do Sempron, com mais memória cache, que irá concorrer com o próprio Athlon – que será enterrado de vez, deixando a lacuna de processadores de alta performance apenas para o Athlon 64. Enquanto isso, a Intel ataca com os novos Pentium IV c/ EMT64 (suporte a 64 bits) para usuários domésticos. E com muito dinheiro.

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