Castelo Voador e asas de (muita) imaginação

Paulo Rebêlo
Revista Pipoca Moderna – agosto/setembro 2005

Em “O Castelo Voador” (Howl’s Moving Castle / Hauru no ugoku shiro, 2004) o diretor Hayao Miyazaki não teve a mesma recepção calorosa que teve em 2003 nos cinemas brasileiros. O castelo errante de Howl é a nova incursão do mestre japonês de animação em reinos imaginários onde humanos, bruxas e feiticeiros vivem juntos, não necessariamente em harmonia. Para quem assistiu ao filme anterior de Miyazaki, “A Viagem de Chihiro” (Sen to Chihiro no kamikakushi / Spirited Away), o Castelo Voador é quase uma obrigação. Vale lembrar que Chihiro faturou o Oscar de Melhor Animação em 2003 e Castelo Voador foi um dos indicados em 2004.

Como de praxe, o enredo de Castelo Voador é apenas a ponta do iceberg para um mundo de fantasia e vários questionamentos sobre sentimentos humanos, como gratidão e confiança. Uma jovem sobre um feitiço que a transforma em idosa e, a partir de então, parte em jornada para encontrar a bruxa responsável pela magia. No roteiro, vale a pena prestar atenção em personagens abstratos que se assemelham com as produções anteriores de Miyazaki, como a própria Chihiro e clássicos anteriores do quilate de Mononoke Hime (1997), Totoro (1988), Laputa (1986) e Nausicaä (1984).

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