Tudo diferente no Office 2006

Frustração ou revolução? É assim que a maioria das pessoas vai pensar ao instalar o Office 2006, também conhecido como Office 12. Previsto para ser lançado na metade do próximo ano pela Microsoft, promete uma série de mudanças jamais vistas no comportamento do usuário. Parte das novidades já foram apresentadas em edições anteriores do caderno e, hoje, a Folha Informática mostra o que há de realmente novo a partir de um teste da primeira versão beta (para testes) do pacote.

Paulo Rebêlo
Folha de Pernambuco – 09.novembro.2005

A aposta é alta e arriscada. Após mais de uma década seguindo o mesmo padrão de funcionalidade no Office, a Microsoft agora quer revolucionar a forma como o usuário trabalha com o pacote de escritório. Quase tudo é diferente, desde a interface (visual) até os atalhos de teclado, passando pela usabilidade e recursos populares, como o copiar-e-colar. Na primeira versão beta, nem todos os aplicativos passaram pela plástica. Os mais alterados, inicialmente, são Word, Outlook, Excel e Powerpoint.

Como todo produto inacabado, a instalação foi problemática. O beta1 ainda não dispõe de todos os arquivos de ajuda disponíveis e não pode ser instalado completo. Após meia dúzia de tentativas, marcando e desmarcando programas e utilitários, inutilizando a instalação anterior do Office 2003, finalmente eis que o Office 2006 mostra a que veio. Os tradicionais menus de “Arquivo”, “Editar”, “Inserir”, “Formatar” e o resto, sumiram. E não é bug.

A partir desta versão, os recursos do Office não ficam mais à mostra pelos menus, mas por meio de uma barra (toolbar) superior, semelhante à utilizada em navegadores como Firefox, com as opções mais populares à distância de um clique. A Microsoft acredita que, assim, o usuário deixará de se perder diante de mil recursos disponíveis, muitos dos quais ninguém sabe que existe.

A barra superior não é fixa. É dividida por seções, com divisórias, como se fosse uma representação dos antigos menus. Ao clicar em cada divisória, novas funções daquele programa específico (ex.: Word ou Excel) surgem na barra superior, substituindo as anteriores. Em um discurso recente de apresentação do Office12, o fundador da Microsoft, Bill Gates, garantiu que “a barra conterá todas as funções que o usuário precisa”.

Pequenas mudanças, grandes diferenças

Ao analisar as quatro últimas edições do Office – 97, 2000, XP e 2003 – o Outlook sempre foi o aplicativo a receber as principais modificações visuais e de recursos, enquanto os demais pouco mudaram além do visual. Com o Office 12, a história é diferente. O cliente de e-mail não possui, ainda, a barra superior. Conserva os menus, a interface e não acrescenta uma novidade bombástica, mas apresenta singelas mudanças que vêm para o bem.

A primeira, é a integração maior na chamada “Outlook Today”, aquela primeira página que mostra os compromissos do dia, tarefas agendadas e e-mails não lidos. Ainda mais parecido com uma agenda de verdade, agora o usuário pode ver o calendário já na página, sem precisar clicar em nada. Outra boa sacada é a inclusão de assinaturas RSS, um formato aberto para leitura de notícias na internet.

A adição de RSS no Outlook segue o modelo já adotado, há bem mais tempo, pelos programas de e-mail concorrentes, como o Thunderbird, do grupo Mozilla, o mesmo por trás do Firefox. Mesmo sem adotar a nova barra superior, o impacto é grande ao tentar digitar uma nova mensagem. A janela está diferente e, desta vez, segue o conceito de apresentar ao usuário apenas os recursos populares e mais utilizados.

“Live” é versão online do Win e Office

Na época do Office 2003, a maior investida da Microsoft foi na integração colaborativa entre os aplicativos, para uso em intranets e redes corporativas, tendo a internet como aliada. Não à toa, especialistas não recomendaram a atualização do Office XP para 2003, no caso da maioria dos usuários domésticos. Com o Office 2006, a aposta é ter a internet como centralizadora, não como coadjuvante.

A resposta para essa abordagem atende pelo nome de Live, um novo “conceito” introduzido pela Microsoft. O Live consiste em tirar o Office e vários outros programas do computador do usuário e levar à web, de modo a poder utilizar os aplicativos online, sem necessidade de um disco rígido. O MSN Messenger, por exemplo, vai se chamar Messenger Live.

Em uma apresentação com a Imprensa estrangeira e analistas, Bill Gates e Ray Ozzie (o executivo-chefe da área técnica) demonstraram pela primeira vez os serviços, junto com o Xbox Live, o console de videogame. Não obstante todo o oba-oba, a Microsoft ainda não revela detalhes importantes como, por exemplo, valores de assinatura para usufruir de um Outlook online, integrado ao Hotmail de 2 Gb, já apresentado no primeiro semestre. E como será a integração do Windows ao ambiente online. Sabe-se apenas que tudo estará disponível no Windows Vista, em 2006.

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