Windows 95: dez anos, mas sem festa

Parece que foi ontem. O clichê é pouco para descrever o que era instalar o Windows 95 em um computador “386” com 4 Mb de RAM, requisito mínimo para usar o sistema operacional na época de lançamento, em agosto de 1995. A instalação, quando não dava erro no final, levava pelo menos duas horas. Os felizardos com 8 ou 16 Mb de RAM riam à toa. Missão cumprida, um novo mundo se abria ao usuário de informática, até então acostumado a usar apenas um programa por vez e sem entender direito a utilidade de um segundo botão do mouse.

No dia 24 de agosto daquele ano, chegava às prateleiras mundiais o primeiro de uma saga que parece não ter data para terminar. Embalado por um clipe dos Rolling Stones, a campanha de divulgação do Windows 95 custou à Microsoft a bagatela de 300 milhões de dólares, dos quais 12 milhões foram pagos somente à banda de Mick Jagger pela música/clipe “Start me up” – uma alusão ao botão “Iniciar” (Start) do Windows.

O Brasil não chegou a ver uma série de mini-carnavais sobre o lançamento, mas nos Estados Unidos a festa promovida pela Microsoft foi grande, com direito a apresentação pública, transmitida em tempo real, via satélite, da primeira inicialização (boot) pública do Windows. Tanta firula e, hoje, a Microsoft ignora a cria. Na data de aniversário, não havia sequer uma linha no site oficial da empresa sobre a data.

Windows velho ainda atrai usuário novo

Dados do instituto AssetMetrix revelam que menos de 5% dos computadores corporativos ainda usam Windows 95. No Brasil, apesar de não haver pesquisas específicas, as empresas reconhecem que a história é outra. Tanto o Windows 95, como o sucessor Windows 98, são adotados em larga escala nos computadores domésticos e corporativos, principalmente em tarefas não muito críticas e menos dependentes de Internet.

O xodó com versões antigas já foi tema de reportagem da Folha, em novembro de 2004, quando usuários e funcionários revelaram ainda usar Win 95 e, em alguns casos, até mesmo o Win 3.1. Um dos motivos levantados é que a cada dois anos a Microsoft aparece com uma nova versão, prometendo novas funcionalidades, mais segurança, mais recursos etc. Na prática, contudo, nem sempre é assim. Na semana do lançamento do Win XP, havia pelo menos dez furos de segurança já durante a instalação.

Primeiro Windows chegou em 1985

Foi difícil fazer com que as pessoas deixassem de lado o DOS, aquele sistema operacional de tela preta e em modo texto, para migrar ao Windows 1.0 em 1985. A primeira versão foi anunciada em 1983 à imprensa, mas atrasou a ponto de chegar às prateleiras somente dois anos depois. A campanha publicitária da Microsoft foi surreal. Como na época poucos tinham acesso à Internet, a empresa mandou caixotes para revistas especializadas contendo nada menos que um convite e um limpador de janelas. De verdade.

O Windows 1.0 levou, ao usuário doméstico, o ambiente com múltiplas janelas e uma interface bem colorida, ao menos para quem podia comprar um monitor em cores, artefato raro e bem caro para a época. O recurso de multitarefa (mais de um programa sendo utilizado) foi modestamente apresentado, com bastante restrição. Vale lembrar que era um tempo no qual a velocidade média dos processadores era de 6 (seis) MHz. Pausa para a naftalina. A versão 2.0 chegou em 1987.

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