Windows Server 2003 atrai atenção de usuários domésticos

Paulo Rebêlo | abril.2003

O lançamento mundial ocorre no dia 24 de abril, mas a versão final do Windows Server 2003 já começa a ser adotada por empresas e usuários selecionadas, que receberam a versão de fabricante. O WinServer é um produto atípico, por dois motivos. Primeiro, porque é novo e ao mesmo tempo não é; segundo, porque possui atrativos para dois públicos opostos de usuários. Trata-se da versão Servidor (para empresas) do Windows XP, que chega com um certo atraso. Por ser a versão destinada a servidores, é o upgrade direto do Windows 2000 Server, e não do Windows XP.


Ao mesmo tempo, o WinServer2003 é também é interessante para usuários mais avançados, os chamados power users, ou até mesmo usuários domésticos ávidos por mais segurança e por novidades. Bem diferente das versões anteriores do Windows para servidor, o WinServer consegue rodar jogos com facilidade, tem total compatibilidade multimídia, é rápido, robusto e propõe mais segurança interna (controles de acesso, gerenciamento de usuários…) e externa (internet, redes privadas…).

No caso de usuários domésticos, pode-se considerar o WinServer2003 como uma versão atualizada do Windows XP, com as últimas versões dos aplicativos embutidos da Microsoft e com as correções nas falhas de segurança. Para as empresas, porém, o sistema operacional é muito mais. O intervalo entre Windows 2000 Server e esta versão de agora, foi o suficiente para lançar no mercado uma gama de novas interfaces e tecnologias, todas agora com “hospedagem” garantida no WinServer2003.

Aos preocupados com a privacidade, vale notar que, contrariando os próprios discursos anteriores, não foi desta vez que a Microsoft adotou a chamada computação confiável no Windows. Através dela, o sistema operacional pode, em tese, impedir o usuário de instalar um programa não-licenciado (pirata) ou fazer cópia de uma MP3 protegida por direitos autorais, por exemplo.

Aos administradores de rede, vale uma lembrança: ao ser instalado na máquina, o WinServer não inicia com todos os recursos habilitados. É uma medida de segurança adotada pela Microsoft. O administrador precisa habilitar aos poucos e, caso não precise de um determinado recurso, não precisa nem esquentar a cabeça. Eis aí mais um motivo de interesse para usuários domésticos e exigentes. Sem aplicações como o Internet Information Services (IIS) 6.0 e o Indexing Service, por exemplo, o sistema fica bem mais rápido.

E por falar em IIS, ele foi redesenhado para permitir que processos de trabalho rodando aplicações ou serviços de internet possam ser executados sob as contas de um usuário com baixo nível de privilégio, o que reduz a ameaça de ataques hacker pelo acesso restrito à rede. O mecanismo de software do Common Language Runtime (CLR) agora tem menos bugs (garantia MS), pois foi todo reprogramado. Para destravar os serviços, só mesmo o administrador de redes/TI, que pode optar pelas configurações mais seguras para cada ambiente.

Os serviços de PKI: Public Key Infrastructure (Infra-estrutura de Chave Pública) foram aperfeiçoados para oferecer certificação simplificada, tanto em redes públicas virtuais (VPNs, hoje em dia muito comum) baseadas no padrão IPSCC, como também em redes de comunicação, na autenticação de dispositivos sem fio (wireless) que utilizem o padrão 802.1x, no acesso aos cartões inteligentes (smartcards), em sistemas de arquivos criptografados (o NTFS do XP, por exemplo), entre outros serviços.

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