Chip orgânico IBM: quase um ser vivo

No fim de outubro, cientistas e pesquisadores da gigante IBM anunciaram o que há tempos vem sendo pesquisado e investido por parte de grandes companhias de Informática e Tecnologia: a inclusão de material orgânico nos microchips de computador.

Eles conseguiram criar um transístor feito a partir de uma combinação de materiais semicondutores, inorgânicos e orgânicos, acendendo assim uma luz no fim do túnel com fito à criação de futuros chips orgânicos integrados e, quem sabe, um computador que seria quase um ser vivo.

O transístor híbrido da IBM se auto cristaliza para uma solução líquida assim que a temperatura cai. Apesar de ainda ser a ponta de iceberg, o projeto é bastante ambicioso, e tal anúncio abre uma série de esperanças e novas oportunidades, além de fertilizar a imaginação de outros pesquisadores. Entre muitas idéias, estão a de utilizar chips orgânicos em telefones celulares, notebooks, jornais eletrônicos, e até mesmo estações de trabalho.

A utilização de chips com materias orgânicos pode não apenas revolucionar a tecnologia adotada pela Informática atual, como também diminuir drasticamente os preços e o custo da manutenção. Já imaginou uma placa que pudesse lhe avisar, com antecedência, quando algo estiver errado no computador e o mesmo estiver prestes a travar? Para quem usa Windows, seria fantástico.

O futuro do monitor é poder guardá-lo dentro da bolsa?

No mesmo intervalo de tempo em que vem a lume a perspectiva do transístor orgânico, a IBM também anunciou a criação de um outro transístor revolucionário que, um dia, poderá ser usado na criação de monitores para computador que poderiam ser “enrolados” e guardados em um tubo qualquer, ou até mesmo dentro da bolsa.

A idéia partiu da criação do tal transístor, que é bem fino e extremamente flexível. O melhor não seria nem a flexibilidade do monitor, mas sim a possibilidade de usar o material em conjunto com o plástico, podendo ser incrementado facilmente em outros produtos.
Segundo Cherie Kagan, uma das cientistas da IBM que encabeçaram o projeto, os transístores usados nos monitores de hoje são feitos em temperaturas muito altas, o que encarece bastante o custo da produção. Já a tela de notebooks, são feitas de silicone que precisam de uma temperatura ainda mais alta.

Se nos modelos atuais o plástico fosse usado, o material simplesmente se dissolveria. Usando o novo transístor criado pela IBM, que é feito usando química orgânica e inorgânica, as telas poderiam ser fabricadas junto com o plástico, em temperatura ambiente e com custos reduzidos.

Ainda de acordo com a cientista, o mercado pode não ver a nova descoberta com bons olhos, haja visto o aspecto por demais “futurista”, mas para um químico é perfeitamente plausível e encorajador.

O mesmo aconteceu quando a Lucent e a E-Ink anunciaram a criação do papel eletrônico (eletronic paper) que inicialmente não recebeu muitos créditos e hoje está sendo pesquisado e até mesmo utilizado em escala crescente. A empresa agora tenta desenvolver um novo material à base de plástico e que seja mais flexível, a fim de exibir texto e imagens. Seria o fim das telas de cristal líquido, ainda muito usadas em aparelhos portáteis como telefone celular, relógios e calculadoras.

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